Archive for agosto, 2015

lavrador da escuridão

2015, agosto 31, segunda-feira

notas {dispesas} do dia:

#quadro crônico (desde a ocupação) de catarro e este peso no peito. vai e volta. pneumonia? urgente ir ao médico. hoje fiquei sem voz mais uma vez.

#e buscar apoio terapêutico para essas dores da alma. wake up dead man!

#reordenei o poema dessa semana em quatro partes, ficou assim (ainda não me agradou)

I

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
cava o fragmento,
na busca do gozo
no silêncio
no tumulto interno…
e o que explode
feito dinamite
é a vontade daquela mina,
em toda sua profundidade de carvão.

II

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
por dentro não
há claro-escuro,
por dentro não se
sabe pedra ou suor.

III

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
no subterrâneo
defronta-se com
o minério do não,
e toda saliva,
e todo verbo,
e toda língua,
e todo atrito,
cruzam a noite,
trepam delírios,
mas não suportam
os olhos vazios
que não se tocam
na luz

IV

lavrador da escuridão,
minerador de pensamentos,
escava o homem nu,
esse bicho oco,
de coração opaco,
boca morna e muda,
e o profundo sexo dela
deseja o gosto que transcende
a superfície rochosa,
isto que existe, e exige
que tua picareta pudesse
lavrar o sol,
a luz e o carvão.

as faces de jano

2015, agosto 30, domingo

«está tudo destroçado, mas quem sabe tudo ficará bem?!»

há algo, alguma relação, para além do nome do personagem-título do filme de anna mastro com o filosofo… mas fica para outro dia. estou numa fase de leituras sobre a escola de frankfurt, revendo leituras anteriores e aprofundando, com novos textos de walter benjamin, adorno e marcuse.

mas por agora tenho um poema inacabado (rabiscado entre quinta-feira quando voltada das aulas e hoje… ainda está inacabado).

lavrador da escuridão
minerador de pensamentos,
por dentro
não sabe-se
pedra
ou suor.

o homem cava
o fragmento,
um gozo no silêncio
do tumulto interno…
é desejo da mina,
da profundidade de carvão.

o homem nu,
por dentro
desfigurado,
um bicho oco
um coração opaco,
e da boca morna
e muda…
o minério do não,

quiça, um sim.

e toda saliva,
e todo verbo,
e toda língua,
e todo atrito,
cruzam a noite,
trepam delírios
mas não suportam
os olhos vazios
que não se tocam na luz…

o profundo sexo dela
deseja o gosto
que transcende
a superfície arenosa,
isto que existe e exige
que tua picareta pudesse
lavrar o sol,
a luz e o carvão.

mas o homem
lavrador da escuridão
minerador de pensamentos,
por dentro
não sabe-se
pedra
ou suor.

e…

zera a reza

2015, agosto 27, quinta-feira

coisas em aberto…

«No tengo a quien culpar
Que no sea yo,
Con mi reguero de cabos sueltos.
No me malinterpreten,
Lo llevo bien,o por lo menos
Hago el intento.»

acordei no meio de um pesadelo. acordei cedo, antes das sete. acordei com pensamentos tristes e angustiantes… é triste essa angustia constante.

ontem, antes de dormir, ouvia o dalai lama, sobre várias coisas e entre elas a felicidade: afinal, «Qual é o caminho da felicidade? “Você e eu também fazemos parte da humanidade. Se 6 bilhões de pessoas são felizes, nós dois teremos o máximo de felicidade. Se 6 bilhões sofrem, nós dois sofremos”.»

ontem, antes de dormir, eu tive que parar aquela aula e perguntar “qual é”?

a violência sistemática é de tal ordem e tão presente que as vezes é impossível ‘tocar em frente do jeito que dá’ e se é obrigado a parar e olhá-la de frente. o que estamos todos fazendo aqui? quais são nossos sonhos? e para que pode servir as aulas de sociologia?

***

notas da amanhã, canções na itapema…

Caetano Veloso – Zera a Reza (primeira vez que ouço…)

The Chordettes – Mr. Sandman (a que tocou era interpretado por outro grupo… não anotei aqui. e aquela pesquisa rápida na wiki..)

Ben Harper e Vanessa da Matta – Boa Sorte (Good Luck)

I get along without you very well

***

ashtanga-yantra

Ashtánga Yantra – o símbolo do Swásthya Yôga.  O ashtánga yantra é formado por um círculo de cujo centro centro partem oito raios equidistantes, que ultrapassam a circunferência e terminam em oito trishúlas, símbolos de Shiva.

aegishjalmr

Ægishjálmr” ou em português “Elmo do Terror”, é um símbolo pagão nórdico usado principalmente na magia Seiðr (tradição mágica que tem como principais divindades Odin e Freya.

330xN

Exu, o orixá mensageiro africano da comunicação e do movimento, carrega um tridente, que simboliza o poder, a força e os mistérios. Assim, as três pontas do tridente buscam a evolução espiritual por meio da sabedoria e do equilíbrio, posto que os Exu’s o utilizam a fim de trazer a luz e ademais, dominar os espíritos perdidos. Vale destacar, que nesse contexto, o tridente representa os quatro elementos primordiais: a água, o fogo, o ar (três pontas voltadas para cima) a terra (ponta central voltada para baixo) e, por isso, trata-se de um símbolo da união, do universo, da totalidade.