considerare

[seg] 17 de agosto de 2015

considerare, “olhar atentamente, observar”… origem da palavra.

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“sabe aquele homem problema?. esse é corvão.” essa é uma frase, ou mais ou menos essa, que surgiu no meio do bate-papo das meninas, na nossa reunião de reencontro da turma de 2005. e ai fiquei fazendo um levantamento de todos os homens problemas que encontrei pelo caminho, e suas companheiras… o primeiro foi meu pai. homem problema… eu sou um dos tipos de homem problema, talvez não o clássico, mas sou. sou um ser humano problema. mas até quando? até quando sofrer e continuar causando sofrimento neste mundo. e não é a fuga [uma resposta imatura na minha avaliação] que vai resolver a situação. é preciso se reinventar… é preciso substituir parte da estrutura. é preciso ir de encontro com aquilo que é necessário. e talvez…

voltar a pedalar, a participar de espaços políticos de forma organizada, a ler mais sobre filosofia e espiritualidade, estudar o marxismo, sair mais e encontrar as pessoas… voltar a respirar, porque este auto-exílio é apenas manter o coração na solidão, e os temores nascem do cansaço e da solidão. e do temor nasce um conservador proto-fascista… porque do que adiante ter um discurso se na prática não realizas… e ai tu viras um cínico oportunista. e ai é a morte…

assim, mesmo cansado e depois de ter dormido pouco… e com izabel incentivando… acordei, levantei e me fui.

sábado… foi dia de encontros [como se eu tivesse voltado dez anos no tempo]. e domingo foi dia de passear.

e essa semana que passou (ou dois meses) foi de mergulho na escuridão, na tristeza… mas ‘bum’… os problemas continuam aqui, mas sei lá… quem sabe se eu parar de ficar pensando “que merda, não consigo fazer nada diferente e tudo está tudo errado e/ou não vai dar certo” e tentar. sei lá… ficar aqui no fundo do poço lamentando a queda não vai me levar muito longe. ‘bora escalar este mundo obscuro.

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«Um homem embriagado foi expulso de um bar. Este homem vagou sem rumo e acabou encontrando outra porta aberta. Mal entrou, o dono do bar o expulsa aos gritos: eu já te mandei embora, não adianta voltar aqui! O confuso homem voltou a perambular aqui e ali, encontrando outra porta aberta, resolve entrar. Havia retornado ao mesmo lugar, e novamente foi expulso.» Osho.

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escrevi assim para izabel: “desculpa! te amo e só queria tua atenção, dividir contigo algo que acho bacana”.

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