Archive for outubro, 2015

pifei

2015, outubro 28, quarta-feira

tanto que fiz… que fiquei doente.

começou com o estresse na terça… toda aquela confusão de sentimentos… a dor, as lembranças, a raiva e aquela sensação de injustiça e indignação pela estupidez e intolerância que há neste mundo… nestas pessoas; e o dormir pouco na quarta-feira… tudo remoendo por dentro; e dormir mais um dia pouco e os pés encharcados desde as 9 da manhã na quinta-feira até as 23h – fora o rever tanta gente, e sentir-se em casa, querido… fechando a noite com uma reflexão coletiva entre professores de que é possível fazer algo diferente, mas dai tu ouve as palavras e olha para o lado percebe que: quem ali vai se mexer para fazer isto tudo?!; e o acordar cedo e dormir pouco na sexta-feira… dia de construção da rede no cras, e sentir-se fazendo esse pouco.. e conselho escolar – há tantas contradições… e reunião na amorv (uma janela?)… e aquela sensação de que as coisas sempre são mais complexas do que imaginamos – porque quando dizemos no plano teórico que a democracia burguesa é uma falácia estamos corretos, mas quando vivenciamos diariamente isto no plano empírico… é chocante e aterrador; e idem sábado, reposição sem estudante… que cheguei no domingo e pifei. segunda, terça e hoje… cama, cansaço, dor de cabeça… coriza. e aquela vontade de mudar o mundo…  tá fraquinha, fraquinha.

no dia do poeta

2015, outubro 20, terça-feira

no dia do poeta,

foi um dia tenso.

denuncie publicamente o diretor autoritário da escola onde trabalho, diante dos colegas, e ele me chamou de canto… eu não devia ter ido, mas lá veio o assédio: dizendo que é macaco velho e que tenho que tomar cuidado, e o que eu estou fazendo é perigoso…

a guerra fria foi desvelada… que venha a guerra quente, cabeça em jogo, fígado sendo devorado… posso até cair… mas a luta é cotidiana e digna. é pra isso que vivo… sem isso nada faz sentido.

e na eleição do conselho, surpreendentemente a maioria votou em mim. é algo positivo.

mas toda essa tensão não se compara a dor de saber que a mãe de um dos seres humanos mais bonitos e sensíveis que conheci nessa minha vida se matou. força bárbara.

procurando dinossauros

2015, outubro 18, domingo

escrever poema.