Archive for dezembro, 2015

o monitor morreu

[ter] 29 de dezembro de 2015

o monitor morreu. foi ontem, ou anteontem… nem sei.

perdi-me no espaço tempo e já nem sei que dia da semana é e qual do mês… sei apenas que é dezembro, últimos dias de 2015.

estou a girar pela casa… tá tudo de pernas para o ar. amanhã é encaixotar tudo… e continuar a cortar, pregar, rebocar… depois vem a pintura, a limpeza… é um mês operário.

até janeiro.

 

makita em ação…

[qui] 24 de dezembro de 2015

mudando as paredes de lugar… ampliando os horizontes enquanto a grana segue curta e a obra não avança. amanhã é trocar portas, janelas… e terminar a faxina. vai ser um natal agitado.

coisas de maria joão

[qua] 23 de dezembro de 2015

uma caminhada ao por do sol de três km.

abraços e desejo de boas festas!

coisas de maria joão:

Esotérico // Não adianta nem me abandonar / Porque mistério sempre há de pintar por aí / Pessoas até muito mais vão lhe amar / Até muito mais difíceis que eu pra você / Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, / todos iguais / Até que nem tanto esotérico assim / Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais / Mistério sempre há de pintar por aí / Não adianta nem me abandonar (não adianta não) / Nem ficar tão apaixonada, que nada / Não sabe nadar / E morre afogada por mim /  Gilberto Gil.

e pela frente será outra caminhada de três km… pela começo da madrugada.

***

 

e a gente celebra a despedida. uns que chegam do nada, outros que estavam ali e agora se achegam, outros que partem… outros nos acompanharão até logo ali… outros para nunca mais. a lembrança de alguns nos transporta no tempo… outras no suspende – há dor, há saudade, há carinho, há mea culpa… há uma parte boa nesse oceano.

e é com esses outros que percebo o quanto estou só.  é sozinho que volto para casa… sozinho é que sei, ser outro não sei. esses trinta e três são só casca… sou apenas um sábio de cinco anos de idade, repleto de seus medos e de alguns sonhos. e quem tiver a chave… que decifre o quanto meu verbo pode delirar.

solstício

[ter] 22 de dezembro de 2015

#1 as vezes é uma canção; noutras um foto… um texto… e é como se abrisse um brecha no espaço tempo e voltasse para outro momento. algumas lembranças são dolorosas. isto que para abruptamente, fica suspenso e não tem fim.
mas o tempo continua sua jornada. eu apenas não sei dizer o que será…

#2 o solstício agora e eu não sinto a noite mais curta do ano.

the samuel jackson five

[dom] 20 de dezembro de 2015

das coisas minimas:

os filhotes correndo pela casa entulhada de tralhas.

há muito tempo ninguém dormia sobre meu peito… há muito tempo ninguém entregava-se ronronando no meu peito.

nesse verão eu vou fazer um muro… e derrubar uma parede.

e adoraria hibernar nessa temporada.

mas não farei planos.

se alguém ousar bater no portão por qualquer motivo poderá ver minha nudez dura, rude, inacabada… essa coisa que não mostro nem pra mim… esses meus sonhos incompletos, esses meus medos inconfessos, essa minha solidão silenciosa, essa minha capsula do tempo, esses meus buracos pela terra e pelo peito, essa minha incompletude cronica, os meus passos pela borda do universo… não farei planos. não esperarei nada além de mim…

apenas serei o que puder ser.

 

a trilha de fundo:

Artist: The Samuel Jackson Five (Norway)
Album: Seasons In The Hum (2014)

1- Coalesce 00:00
2- Last Days Of Disco In Etnedal 3:42
3- Old Country For No Men 7:32
4- Third Ear Listening Exercise 10:19
5- Mount Whateverest 16:11
6- Tremulous Summer Knights 18:17
7- Mid-Fi Winter Wonderland 21:27
8- Vardebu, 960 moh 24:55
9- Let’s Build A Sandcastle 28:56

 

tribunal do juri

[qui] 17 de dezembro de 2015

um dia cívico.

e eu durmo no tribunal, no ônibus, no sofá pela tarde, na escola…. o dia inteiro em cochilos. e nada resolvo.

happy end… se o caso é chorar

[qua] 16 de dezembro de 2015

A boa lembrança de Mirian Carla Barbosa para o dia que o magistério catarinense foi destruído.

De: trabalhadoras da educação
Para: Sindicato governista

Você fala que sim / que me compreende / você fala que não / que não me entrega / que não me vende / que não me deixa / que não me larga. / Mas você deixa tudo deixou / você deixa mágoa deixou / você deixa frio deixou /  e me deixa na rua deixou.Você jura, jura, / jurou, / você me despreza / prezou, / você vira a esquina / esquinou / e me deixa à toa / tô, tô, to. /Você passa mal / toma Sonrisal / se engana, mas vai em frente / pra mim não tem jeito / não tem beijo final / e não vai ter happy end / e não vai ter happy end / e não vai ter happy. / Composição: (Tom Zé – Antonio Pádua) // Album: Se o Caso é Chorar // 1972

***

Senhor cidadão / senhor cidadão / Me diga, por quê / me diga por quê / você anda tão triste? / tão triste / Não pode ter nenhum amigo / senhor cidadão / na briga eterna do teu mundo / senhor cidadão / tem que ferir ou ser ferido / senhor cidadão / O cidadão, que vida amarga / que vida amarga. // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantos quilos de medo, / com quantos quilos de medo / se faz uma tradição? // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantas mortes no peito, / com quantas mortes no peito / se faz a seriedade? / /Senhor cidadão / senhor cidadão / eu e você / eu e você / temos coisas até parecidas / parecidas: / por exemplo, nossos dentes / senhor cidadão / da mesma cor, do mesmo barro / senhor cidadão / enquanto os meus guardam sorrisos / senhor cidadão / os teus não sabem senão morder / que vida amarga // Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / com quantos quilos de medo, / com quantos quilos de medo / se faz uma tradição? / /Oh senhor cidadão, / eu quero saber, eu quero saber / se a tesoura do cabelo / se a tesoura do cabelo / também corta a crueldade / /Senhor cidadão / senhor cidadão / Me diga por que / me diga por que / Me diga por que / me diga porque Composição: (Tom Zé) – Poema / Senhor Cidadão // // Album: Se o Caso é Chorar // 1972

https://www.youtube.com/watch?v=zLTMM3r8wYI

Atrocaducapacaustiduplielastifeliferofugahistoriloqualubrimendimultipliorganiperiodiplastipublirapareciprorustisagasiimplitenaveloveravivaunivoracidade
city
cite

(CAMPOS, Augusto, 2000)

 ***
ps: vale a leitura da dissertação de demétrio panaroto, não se morre mais, cambada... sobre o tom zé.

lethargos

[ter] 15 de dezembro de 2015

para ser honesto… a minha contradição é absurda. e qualquer coisa que sai de minha boca hoje será uma parte duvidosa de mim…

uma parte significativa deste ser não quer ir… não quer, não vai…  e foda-se tudo e todos. essa parte quer ficar assim, letárgico¹. humor péssimo. não há animo… nada anima. e esse sol que queima o couro, baixa a pressão e assim esvai-se a tarde.

e logo logo chegará uma tempestade para celebrar mais um dia perdido na terra do nunca.

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nota de rodapé

¹. Do Latim LETHARGIA, do Grego LETHARGIA, “esquecimento”, de LETHE, “esquecimento”, mais ARGON,  “ocioso”. Extraído daqui ó: http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/letargia/

o utopista

[seg] 14 de dezembro de 2015

O utopista

Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
que só de pão vive o homem
que não há um outro no mundo.

MENDES, Murilo. “Os quatro elementos”. In:_____. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

 

****

e que dificuldade hoje… daqueles dias de se arrastar… poderia dizer que é o calor, o sol… mas sei não. é só uma vontade de parar o tempo e ficar assim suspenso.

obrigações urgentes: escrever ata;  mandar proposta do grupo de trabalho; convocar reunião; passar na agropecuária comprar vermífugos para os gatinhos; enviar email para o emaj; montar duas provas…

coisas mais ou menos fáceis e rápidas de serem resolvidas não fosse essa minha vontade zero de fazer qualquer coisa.

moça do olho de peixe

[dom] 13 de dezembro de 2015

a distância do tempo para as composições
limpei o quarto e encontrei o poema perdido…
lá do dia 7/8 de novembro. e vai com o ficou.

“olho de peixe
vai contra a luz do céu
sua /com/posição…

e seu olhar é um borrão
de um azul acinzentado
e opaco

na rede do sua mirada
enviesada,
que rasga a paisagem,
empaco.

desvio
intento,
escapo

ilusão de óptica
fisgado:
nas suas alpargatas jeans,
nos seus rasgos na calça,
no seu borrão azul,
moça de olho de peixe.

vargem grande/sambaqui. 7-8/11/2015

e há estes outros:

#1 um haikai

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