Archive for janeiro, 2016

controle de pragas

[qui] 21 de janeiro de 2016

atacaram o schizolobium…

e o dorflex ataca meu fígado e rins.

 

o retratista em follow the sun…

[qua] 20 de janeiro de 2016

defina: árido? arenoso?

trilha da tarde de sol…

Otto – Retratista;
Xavier Rudd – Follow The Sun
«when you feel life coming down on you like a heavy weight. when you feel this crazy society adding to the strain. take a stroll to the nearest water’s edge, remember your place… many moons have risen and fallen long, long before you came, so which way is the wind blowing what does your heart say»;

e o dia se perdeu em algum ponto…as outras canções esquecidas, esta postagem nos rascunhos e as lembranças do dia misturaram-se aos outros dias iguais. só.

tudo vai ficar da cor que você quiser

[sáb] 16 de janeiro de 2016

«TUDO É PEQUENO
A fama
A lama
O lince hipnotizando a iguana

O que é grande
É a arte
Há vida em Marte.»
Poema de Rodrigo de Souza Leão

mais sobre rodrigo>> Sossega, Leão, por Ronaldo Bressane; ou no próprio documentário de Letícia Simões [por onde cheguei no Rodrigo], Tudo vai ficar da cor que você quiser

concreto e cromo suave

[sex] 15 de janeiro de 2016

#um

de repente bateu aquela sensação que a vida não espera… que o tempo gasto à toa – aquele que o cão gasta dando circulo antes de deitar – passa, nem sempre como os passarinhos. e como se eu precisasse ficar preso, enredado nestes cabos soltos, para suportar tudo que não se é aqui e agora – pensei esta mesma ideia de diversas formas por alguns dias… e o que fiz foi: troquei as flores de lugar; cortei projeto de árvores; podei o chuchuzeiro e o pé de maracujá. fiz uma ponte para lugar nenhum; criei uma sala vazia… e um quartel inacabado que pintarei de concreto e cromo suave.

#dois

enterrei a minha mão ressecada e cheia de cortes na terra úmida esperando brotar em mim aquela viscosidade que há na vida, em todas as suas formas… deixei minha mão em algum canto do quintal. vá que da terra, após a morte, brote um poema em forma de caracol ou flor.

#três

«El hombre es el animal que pregunta. El día en que verdaderamente sepamos preguntar, habrá diálogo. Por ahora las preguntas nos alejan vertiginosamente de las respuestas.» Cortázar.

#quatro

e manhã acabou. e o dia começou…

 

sobre o que se quebra e o que não se parte

[sáb] 9 de janeiro de 2016

as vezes sobra um t, as vezes quebra-se uma cuia. as vezes falta uma palavra… as vezes se aceita o que se pode ser. as vezes fica-se triste por ser só. as vezes nem se pensa na solidão.

as vezes é isso… esse quase alguma coisa.

o despertar da força…

[qui] 7 de janeiro de 2016

estou a quase quinze dias revirando as coisas… turvei as coisas. deixei as matérias em suspensão. estou todo desfocado…

mas hoje, com o sol na casa oito, e a lua também… fui curtir minha solidão no cinema. às sete horas do dia sete assistia ao sétimo star wars.

evaporar

[qua] 6 de janeiro de 2016

Tempo a gente tem / Quanto a gente dá / Corre o que correr / Custa o que custar / Tempo a gente dá / Quanto a gente tem / Custa o que correr / Corre o que custarO tempo que eu perdi / Só agora eu sei / Aprender a dar / Foi o que ganhei / E ando ainda atrás / Desse tempo ter / Pude não correr / Dele me encontrar / Ah não se mexeu / Beija-flor no ar // O rio fica lá / A água é que correu / Chega na maré / Ele vira mar / Como se morrer / Fosse desaguar / Derramar no céu / Se purificar / Ah deixa pra trás / Sais e minerais, evaporar! / Rodrigo Amarante.

porque tudo que anotei até agora esperará para brotar numa postagem futura-passada, daquelas que nascem amanhã, mas são de ontem… porque não tenho monitor, internet e eu estou uma bagunça.

la medianera

[seg] 4 de janeiro de 2016

«Todos los edificios, absolutamente todos tienen una cara inútil, inservible, que no da ni al frente ni al contrafrente, la medianera. Superficies enormes, que nos dividen y nos recuerdan el paso del tiempo, el smog y la mugre de la ciudad. Las medianeras muestran nuestro costado más miserable, reflejan la inconstancia, las grietas, las soluciones provisorias. Es la basura que escondemos debajo de la alfombra, solo nos acordamos de ella excepcionalmente, cuando vulneradas por las inclemencias del tiempo dejan infiltrar sus reclamos. Las medianeras se han convertido en un medio mas de la publicidad, que en raras excepciones han logrado embellecerlas. Por lo general, son dudosas indicaciones que nos separan de los grandes supermercados o de las comidas rápidas, anuncios de lotería que nos prometen mucho a cambio de casi nada, etc etc etc. Aunque últimamente nos recuerdan la terrible crisis que nos dejo así, desocupados. Los aire acondicionados son unas erupciones irregulares que padecen las medianeras producto de la antigüedad de los edificios que no contemplaban sistemas de refrigeración adecuados para una ciudad cada vez más calurosa. Contra toda la opresión que significa vivir en estas cajas de zapatos, existe una salida, una vía de escape, ilegal, como todas las vías de escape. En clara contravención al código de planificación urbana, se abren unas minúsculas, irregulares e irresponsables ventanas que permiten que unos milagrosos rayos de luz iluminen la oscuridad en la que vivimos. Este es mi dúplex, esta soy yo, MARIANA. Avenida Santa Fé. 1107. 8vo. 810.»

extraído daqui, que por sua vez extraiu do belo filme medianeiras.

e essa outra passagem de outro filme visto hoje mais cedo…

«No templo há uma poesia chamada “A Perda”, entalhada na pedra.
Ela consiste de 3 palavras que foram rasuradas pelo poeta.
Não se pode ler “A Perda”.
Só senti-la.»

warhol, basquiat e abe lincoln

[sex] 1 de janeiro de 2016

dois fragmentos do documentário visto warhol, basquiat and me – a primeira e a última frase. e um excerto de um seriado, citando abraham lincoln.

e que o ano comece…

«não tenho memória. cada dia é um novo dia, pois não me lembro do dia anterior. e cada minuto é como o primeiro minuto da minha vida. tento lembrar, mas não consigo. por isso casei com meu gravador. por isso ando com pessoas que tem mente de gravador.» Andy Warhol, 1978.

«alguns críticos me chamam de ‘o nada me pessoa’, e isso não ajudou minha noção de existência. então percebi que a existência em si não é nada, e me senti melhor. mas continuo obcecado com a ideia de me olhar no espelho e não ver ninguém. nada.» Andy Warhol, sem data.

e

«as empresas tem sido entronizadas e uma era de corrupção nos lugares mais altos se seguirá. o poder monetário do país se esforçará para prolongar o seu reinado, manipulando os preconceitos do povo, até que toda a riqueza esteja agregada nas mãos de poucos e a república esteja destruída.» Abraham Lincoln

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