guerra dos mundos e a resistência

[sáb] 13 de fevereiro de 2016

Hoje eu escrevi. Mas perder o que eu havia escrito foi até bom¹. Eram palavras de dor… não uma dor física, mas uma dor profunda…

Hoje foi um inferno. Daqueles dias em que as coisas duras vazam e todo mundo sangra.

Mas o que mais machuca é o que não se diz… Aquele caco que você dilacera por dentro todas as sua vísceras.

Andei uns dias tristes… chorei sozinho outro dia. Mas isto é tão raro… eu estou seco. Sou um estranho, um alienígena…  minha terra é um planeta distante no espaço tempo… esse que vai aqui (tão mimetizado… como tudo ao redor fingindo estar quando não se esta) não sou eu. Não posso seu eu.

Há duas formas de ser resistir ao mundo real. Mas uma delas não é uma resistência de fato… essa letargia não é uma resistência. A outra… exige ir de encontro à emoção humana e agir.

músicas:

The Hi-Fly Orchestra – I Got Hope

Apollo Nove – I’m A Rocker

Angus & Julia Stone – Stranger

Club des belugas – Back to my room

filme visto: Ariane Mnouchkine Episódio 6, temporada 1 Eryk Rocha e Paula Gaitán entrevistam nomes fundamentais da literatura e do cinema mundiais, personagens que marcaram a história da humanidade pelo gênio das suas personalidades.

 

***

ps: encontrei o texto… no limbo dos rascunhos:

Não li o livro. Não me recordo qual é o final… não vi desta vez. Mas não é sobre os aliens ali fora, mas sobre a nossa alienação.

Continuo sem um monitor. Continuo na angustia de se vou conseguir manter as 20 horas como professor do estado. A casa esta uma bagunça e eu sem vontade de arrumar nada.

Hoje, mas uma vez, por nada foi um dia infernal daqueles em que me pergunto porque continuo por cá. Maria Izabel talvez seja meu argumento… pois se não fosse ela eu estaria já há muito tempo longe de minha família… Por ela tive que aprender a estar aqui… a lidar com todas essas emoções… o que me fez crescer muito, mas é desgastante… E como traduzir isso de estar e ao mesmo tempo não estar. Essa dor coletiva, essa noia,  esse carma familiar, essa dor retroalimentada todo santo dia… e este sou eu… sempre em fuga de parte de mim. Oscilando, desistindo, fazendo sofrer e sofrendo…

Pensei noutro dia no André e na mãe da Bárbara. Não como estranhos… parte de mim diz que um dia desses tomo a coragem necessária e vou nessa. Mas até lá vou tentando ser um cara bacana, destes que deixam a vida mais leve… porque o grito de dor que vai entalado em minha garganta é pesado demais. Eu peso demais.

Não me queiram mal. Não tenham pena. Sou só mais um suportando os demônios diários.

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