Archive for abril, 2016

sem janelas para respirar…

[sáb] 30 de abril de 2016

e chega sexta-feira , após a ultima aula, e você, enfim, respira, e ufa… acabou, agora é descanso. mas sábado cedo, você pensa… quem acelerou o tempo, e escondeu os momentos de descanso… sábado cedo e a semana já começou… agora é sonhar com o próximo final de semana… que a ilusão deste foi por terra.

‘bora trabalhar.

plano de ensino e outros fios…

[qua] 27 de abril de 2016

abusado/usado. objeto da loucura alheia.

desconcentrado. descrente desse mundo.

por um fio. amarrado aos laços sociais… alguns nós e tantas pontas soltas… mas por um fio.

faltei segunda, não deu… não consegui ir. terça… dia cheio, vontade zero. quarta… hoje, apenas duas aulas e quase faltei. amanhã… quinta… já começou… de agora, 23h45 até 5h40 produzir um plano de ensino, fechar notas e preparar recuperação para 201, 202, 103 (7h50-11h50) , 107, 206, 306 (13h15-17h15), 111, 211 e 311 (18h30-22h15). e torcer para estar vivo na sexta-feira depois dessa maratona de 13h20 dentro da escola, 4h na estrada… totalizando… 36h acordado…

isso não é algo saudável.

 

carma

[seg] 25 de abril de 2016

de tempos em tempos nos vemos capturados por sentimentos que não sabemos distinguir exatamente o que são eou de onde vem eou como agem, e apenas sentimos um certo desconforto – que as vezes beira ao assustadoramente insuportável até uma angustia latente.

vontade berrar ou sumir.

ou de ver ninguém.

maratonas…

[dom] 24 de abril de 2016

maratonas… provas; fechar notas; alimentar professor online; bórgias no netflix; got no hbo; e família… a saga mais complicada de todas.

a song to play when i’m lonely

[dom] 17 de abril de 2016

trilha

texto

enquanto alguns tentam mais um golpe contra parte do mundo. ontem levei dois socos no estômago, que me fizeram olhar a lona lá embaixo. mas o que me mais me faz sangrar são essas socos que insisto em dar nesta parede invisível… tentando ir para algum lugar que não dá… há cordas que te prendem neste jogo.

cambio, fim da manhã de domingo.

***

fragmento de poesia

“palavras fluem sob a gélida e silenciosa camada limite que é a superfície de um corpo”

tudo em volta está deserto… tudo certo

[sáb] 16 de abril de 2016

grandes demais para aqueles sonhos loucos lindos e dolorosos da juventude tudo cheio de incertezas e melancolia… ela me chamou e perguntou estás vivo disse que não sei às vezes penso que sim noutras nem sei muita coisa disse ela ou falta algo completou meu silêncio será uma resposta e logo antes mais cedo naquelas reuniões onde as pessoas ficam duas horas esperando o tempo passar para irem embora porque ali não há nada ou o que há se ignora conversávamos eramos adultos narrávamos nossa jornada até aquele ponto quais os prognósticos para o futuro externalizando nossa desilusão e eu em silêncio constatava… parte de mim ainda é rebelde e não aceita o mundo como ele vai quer mudar sonha com coisas melhores com algo mais humanizante mas há outra parte que aceita que se submete que acomoda-se ao silêncio dos vencidos dos que perderam a capacidade de falar por anos de mudez não sei eu disse pra ela hoje acordei duvidando de mim e deste mundo e mesmo que o dia vá bonito acho que é isso são coisas demais e ao mesmo tempo falta algo

ouvia john frusciante… i am central to nowhere thinking of sweeping it clean when we choose to go were losing more… mas pensava em caetano… tudo vai mal, tudo tudo é igual quando eu canto e sou mudo mas eu não minto não minto.

***

você está preso em sua mente.

vá! se arranque da minha janela.

[sex] 15 de abril de 2016

dor de cabeça.

não é enxaqueca…

é tensional.

tudo anda pesado.

meu velho é um inferno.

vontade de cantar um pouco…

para todas essas coisas desgostosas

do peito e da cabeça

dissiparem pela vibração

de minhas cordas vocais

tão desafinadas…

elas, e essa vida.

uma canção daquelas aleatórias que me vez parar e apertar o repeat – ‘bora que é só essa que eu vou ouvir pela resto da tarde enquanto preparo as coisas para as aulas de logo mais:

Vagabundo não é fácil // Composição: Galvão – Moraes Moreira // Se eu não tivesse com afta até faria uma serenata pra ela. Que veio cair de morar em cima da minha janela. / De cima deitada, acordada, sentada na cama, espantando os mosquitos. Enquanto eu faço um remédio da minha cabeça. / Misturando mel de abelha, com bicarbonato de sódio. Só pra deixar a garganta em dia, cobrindo sua surdez e porque já somos pessoas sem ódio. / E no mais, tudo na mais perfeita paz. Sendo que eu assumo isso mesmo quando se diz que já acabou, ainda quero morrer de amor. / Vá! Se arranque da minha janela. Assim é tomar a frente do Sol. Tá pensando que tudo é futebol? / Ao menos leve uma certeza, você me deixa doído. Mas só não me deixará doido, porque isso sou, isso já sou.

revisão, 24horas de trabalho e o cambirela

[qui] 14 de abril de 2016

Hoje serão 24h de trabalho. Das 00h00 até as 5h40 preparando provas, aula de revisão e outras atividades para aplicar na semana. 5h40 até 5h50 banho, dentes e roupa. 5h50 até 7h05… corrida, busão… 7h05 até 7h13 café na estação… e agora 7h20, escrevendo/registrando aqui e fotografando as olheiras de um cara que esta acordado desde as 12h de ontem e tem pela frente 15 aulas até as 22h15. E vai chegar em casa as 23h50.

Hoje o tempo terá outra dimensão.
É que estes sacrifícios valham…

7h25, e em dez minutos chego na escola… em 25 estarei em sala. E faço planos de no horário do almoço comprar litros de energético.

E, visualmente, a única coisa bonita aqui é essa vista do cambirela ali tão pertinho…

Preciso voltar a fazer alguma atividade física intensa e de forma regular…

23h20… voltando… céu bonito, lua bonita, mar bonito… cabeça voando… exausto. acordado apenas porque ainda estou longe de casa, as bolachas, o chocolate e o litro de bebida energética dão energia ao copo exausto. só para fazer um registro… as noites de quinta, apesar do cansaço, são as mais bonitas… e interessantes. mas, pode ser essa minha embriaguez pela privação de sono… que me deixa menos formal e mais suscetível aos encantamentos da vida.

sou um pedaço da carne moída, com gordura, músculos e ossos… imaginando que caldo daria.

don’t get too close, it’s dark inside, it’s where my demons hide…

[qua] 13 de abril de 2016

no aleatório

terça foi exaustivo. hoje, foi cansativo… faltou luz pela tarde. e agora tenho que finalizar o plano de ensino e preparar duas provas… e ainda organizar o material para logo mais cedo… para um dia de trabalho que vai das 7h50 até as 22h00.

e pensar que sábado ainda tem que bater ponto na escola… argh…

e aqui o terreno vai com o mato pela altura da cintura, com entulhos da obra, o quarto todo amontoado… as roupas por lavar… a chuva que não deixa… a sala uma bagunça… o banheiro esperando o azulejo e piso… e eu querendo uma semana de fuga. estou mais cansado e estressado que o normal.

 

uprising!

[seg] 11 de abril de 2016

3h06

Quem quer que se iluda de ter compreendido de uma vez por todas os fenômenos da natureza e da sociedade à base de um conhecimento, mesmo que vasto e profundo, do materialismo dialético necessariamente retrocederá da dialética viva para a rigidez mecanicista, recuará do materialismo totalizador à unilateralidade materialista. O materialismo dialético, a doutrina de Marx, deve ser conquistado, assimilado, dia a dia, hora a hora, partindo-se da práxis. Por outro lado, a doutrina de Marx, na sua inatacável unidade e totalidade, constitui o instrumento para a intervenção prática, para o domínio dos fenômenos e de suas leis. Se separarmos desta totalidade um só elemento constitutivo (ou, simplesmente, se o descurarmos), novamente teremos a rigidez e unilateralidade. Se não apreendermos, nesta totalidade, a relação entre seus momentos, perderemos o chão da dialética materialista. Lenin afirma: “Toda verdade, quando exagerada, quando ultrapassa o limite de sua validade, pode se converter num absurdo; quando isso ocorre, aliás, é inevitável que se converta num absurdo”.

[…] na época que se segue à de Marx, a tomada de posição em face de seu pensamento deve representar o problema central de todo pensador que se leva a sério e que o modo e o grau em que ele se apropria do método e dos resultados da pesquisa de Marx condicionam o seu lugar no desenvolvimento da humanidade. Esta evolução é determinada pela posição de classe; porém, não se trata de uma determinação rígida, mas, sim, dialética. A nossa posição na luta de classes determina amplamente o modo e o grau da nossa apropriação do marxismo; mas, por outro lado, todo aprofundamento desta apropriação fomenta cada vez mais nossa adesão à vida e à práxis do proletariado e esta adesão, por seu turno, resulta num aprofundamento da nossa relação com a doutrina de Marx.

Gyorgy Lukács in “Meu Caminho para Marx”

22h19

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