Archive for julho, 2016

[dom] 31 de julho de 2016

e chegou o domingo, último dia das férias. e é preciso terminar as pendengas do segundo bimestre e já pensar o terceiro. e os planos de sair e andar e fazer as coisas aleatórias resumiram-se em jogar, comer, assistir e dormir. terminei a maratona da segunda temporada de marco polo, e duas temporadas de vikings, sem falar nas trocentas coisas de got que vi. é de mikannn a voz que mais ouço por estes dias.

 

o escafandro e a borboleta

[qua] 27 de julho de 2016

maratona de game of thrones finalizada… agora é esperar 2017. vou evoluindo bem no marvel future fight…

os litros de vinho foram rápidos…

e maldita unha continua encravada.

fiz a barba…

e…

me recolho.

***

«através da cortina limitada um tênue brilho anuncia o raiar do dia. meus calcanhares doem, minha cabeça pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado em uma espécie de escafandro. minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão. originalmente este hospital naval foi uma casa para crianças com tuberculose. no corredor principal tem um busto de mármore branco da imperatriz eugénie, esposa de napoleão iii. ela era a patrona do hospital e o visitava com frequência. havia uma vasta fazendo, uma escola, e um lugar onde, supostamente, o grande diaghilev ensaiou seus balés russos. dizem que foi aqui que nijinsky deu seu famoso salto, erguendo-se a 3 metros do chão. ninguém mais salta aqui, hoje em dia, só há velhos e fracos, ou, como eu, estáticos e mudos. um batalhão de aleijados. gosto que me levem a um lugar que apelidei de cinecittà, um terreçao deserto que dá para uma paisagem da qual emana um charme poético e deslocado dos cenários de cinema. embaixo das dunas, algumas construções evocam uma cidade fantasma do velho oeste. eu gosto de ver os subúrbios de berck. parecem a maquete para um trem elétrico. e a espuma do mar é tão branco que parece efeitos especiais. mas a minha visão favorita é o farol. alto, robusto e tranquilizador, com suas listras vermelhas e brancas. eu me coloco sob seu símbolo fraternal, protegendo não só marinheiros, mas os enfermos, cujo destino os deixou à margem da vida.» trecho do filme le scaphandre et le papillon, de 2007, do diretor julian schnabel, que conta a história de jean-dominique bauby.

quiche

[sex] 22 de julho de 2016

senta, uma média e uma quiche. espera…

depois tu conta… verpoema

 

dia de despedida.

das conversas internas

[qua] 20 de julho de 2016

das conversas internas.

para registro: “ou tu ‘tá doente?! e ai tu te trata. ou tu ‘tá me tirando pra louco… e ai tu vai ter que vazar, porque eu não sou otário”. compromisso é compromisso, ou se cumpre ou se aguenta as consequências.

uma semana (até domingo).

***

aproveitar a tarde com minha mãe e as marias, e as gatas e o gato. e um mate… e o sol.

Оркестр Чё – Guten morgen, Маяковский

[ter] 19 de julho de 2016
Текст песни Оркестр Чё – Guten morgen, Маяковский
Гутен морген, Маяковский
Зря ты так дыра в груди
Гутен морген, Маяковский
Придти уйти
Гутен морген, Маяковский
Помнишь, виделись во снах
Гутен морген, Маяковский
Облако в штанах
Гутен морген, Маяковский
В 31-й не успеть
Гутен морген, Маяковский
За тебя допеть
Гутен морген, Маяковский
Не нашлось свободных ниш
Гутен морген, Маяковский
Куда летишь?…
Гутен морген, Маяковский
До свиданья Лиля Брик
Гутен морген, Маяковский
Проглоти свой крик
Гутен морген, Маяковский
Зазвучал небесный альт
Гутен морген, Маяковский
…хальт…

borboletas negras

[dom] 17 de julho de 2016

«O filme conta a trajetória da poetisa sul-africana Ingrid Jonker que lutou, sem apoio de seu pai que era responsável pela censura do que era publicado na época, contra a desigualdade racial em pleno Apartheid, e que após sua morte teve seu poema “The Dead Child of Nyanga” lido e apontado por Nelson Mandela como um poema de uma das melhores poetisas sul-africanas em seu primeiro discurso ao Parlamento Sul-Africano. Dirigido por Paula van der Oest, estrelado por Carice van Houten, Rutger Hauer, Liam Cunningham e Grant Swanby»

 

*leituras adicionais: O HOMEM E SUA CIRCUNSTÂNCIA: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DE ORTEGA Y GASSET

e no meio do caminho: BORBOLETAS NEGRAS, O FILME (EU SOU EU E MINHAS CIRCUNSTÂNCIAS?)

e o poema: THE CHILD WHO WAS SHOT DEAD BY SOLDIERS IN NYANGA

e la nave va

[sáb] 16 de julho de 2016

um filme, um café.

uma tarde a toa, um mate.

e a solidão.

«o navio está seguro, quando está no porto. mas não é para isto que os navio são feitos».

diário: narrativas curtas. amídala ou ouvido, algo está inflamado… ou é caxumba? dedo inflamado, deixar de molho na água morna. três horas de fellini, socialização de fotos no instagram, no facebook. alunos no whats silenciados. e uma conversa com meu pai. e são oito horas já.

vou começar a finalizar correções? fechar o professor online? ou vou me perder fazendo qualquer coisa inútil?

por quoi je ne pas pense a çá avant

[qua] 13 de julho de 2016

«por cargas d’água, por que que eu não pensei nisso antes» Itamar Assumpção.

Doravante, mergulhar neste ita… mar. e em todos os seus absurdamente belos e geniais álbuns.

ps: enquanto preparo a provinha de hoje, para os miúdos do primeiro ano, sobre instituições sociais e socialização.

ps: sítio interessante, com boas leituras: https://gz.diarioliberdade.org/index.php

le souci de soi

[dom] 10 de julho de 2016

«O que você quer dizer quando escreve sobre a perda da identidade que acontece quando se anda?
Bem, os efeitos da intensidade do passeio podem variar. Se você andar por quatro ou seis horas você está acompanhado de si mesmo, você pode dar atenção às suas memórias ou ter novas idéias. Mas depois de oito ou nove horas, o cansaço é tal que já não se sente o corpo. Toda a concentração é dirigida para o impulso de avançar. É quando ocorre a perda de identidade, devido à fadiga extrema. Caminhamos para nos reinventar, para nos dar outras identidades, outras possibilidades. Acima de tudo, ao nosso papel social. Na vida diária tudo está associado a função, uma profissão, um discurso, uma postura. Andar a pé é se livrar disso tudo. No final, a caminhada é não mais do que uma relação entre um corpo, uma paisagem e uma trilha. Frederic Gros »

03h12 enquanto isto lá em Jeffreys Bay, It’s On, Quarterfinals – Heat 1: Jordy Smith vs John John Florence.

de bob dylan a bob marley

[sex] 8 de julho de 2016

as vezes dá uma vontade de ir embora… e ficar no mundo da fantasia. ontem, olhando para trás, quem puxou o papo fui eu.  porque não habito outros outros me habitam. as vezes do seu lado eu fico mudo. a presença de algumas pessoas me constrange de uma tal forma que eu desapareço. estranha sensação. talvez porque eu as desejo, e desejar é habitar o terreno da esperança e do medo. há muralhas no terreno do desejo e do medo. desejar, pensando agora, algo que não sei dizer claramente, há algo como percepção da perda da totalidade, e queda num território inóspito, onde o outro, da ordem do imponderável, tem e/ou terá algum atração gravitacional que tira-me de uma órbita ignorada. sou tímido, profundamente tímido.

***

Rainha das cabeças
(Douglas Germano / Kiko Dinucci)

Awoió ori dori re
Iyemanjá cuidou
Ade, ala, beijou
E encheu o ori de mar

Iya olori
Mojuba Olodumaré

Ela é filha de Olokun
É iya kekerê

Iya olori
Mojuba Olodumaré

Carregou uma cabeça
Sobre o adirê
Iya olori
Mojuba Olodumaré
Iya olori

***

e para ler mais: teoria das esferas de Peter Sloterdijk

e ouvir:

e para ver: metáforas visuais

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