Archive for agosto, 2016

o homem irracional

2016, agosto 31, quarta-feira

«essa chuva, esse chumbo, essa vida acinzentada. que agonia é se perde de si… não há nada no horizonte.»

 

e haviam outras palavras e imagens naquele fichamento, eram fragmentos de poesia coletados ao longo de dias, e que agora estão perdidos em alguma parte desta pilha de livros e folhas sobre a mesa – uma hipótese. e repito aqui o que disse noutro dia, quanto mais sozinho fico mais dificuldade tenho em voltar ao contado de outras pessoas… e há um tempo atrás, mesmo a rotina do trabalho, me ajudava a levar a vida em frente, mas por essa semana… tá tenso, pesado demais… animo zero. e preciso arrumar os diários, os planos de aula, os fragmentos de poesia… minha rotina. essa semana a vida anda um bocado monotona e vazia, demais… perigosamente vazia demais.

busão-sala de aula-busão-quarto-busão…

ps1: apenas algumas risadas na maratona woody allen dos ultimos dias. o filme de hoje foi irracional man, leia aqui a resenha de marcelo hessel sobre o filme.

 

ceci n’est pas un coup d’état

2016, agosto 30, terça-feira

e mais um golpe na democracia brasileira… e se pá, termina hoje.

abaixo textos para uma leitura

https://rsf.org/es/noticias/o-pais-dos-trinta-berlusconis-os-desequilibrios-mediaticos-do-gigante-sul-americano

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/04/le-monde-reconhece-equivoco-em-cobertura-do-impeachment-no-brasil.html

http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/o_pais_dos_trinta_berlusconis/

 

***

e a tracklist de xoxo:

1. Galantis and East & Young, “Make Me Feel
2. Michael Brun, “All I Ever Wanted” [feat. Louie]
3. Yotto, “Song From The Sun”
4. Mambo Brothers, “Momento”
5. Zaxx, “Signal”
6. Alok, “Me & You” [feat. Iro]
7. graves & Dreamer, “im friends w 25 letters of the alphabet, i dont know y”
8. Skrillex & Diplo, “Beats Knockin” [feat. Fly Boi Keno]
9. Grandtheft & Keys N Krates, “Keep It 100 (Keys N Krates Live Version)”
10. Hitchhiker, “Ding Dong”
11. Jai Wolf, “Indian Summer”
12. Disclosure, “You & Me (Flume Remix)” [feat. Eliza Doolittle]
13. Galantis, “Gold Dust”
14. Hayden James, “Something About You (ODESZA Remix)”
15. Dada Life, “One Last Night On Earth”
16. Icarus, “Home (Lane 8 Remix)” [feat. Aurora]

***

e há dias não consigo escrever.

***

e da madrugada de domingo…

CAN – Vitamin C / 

Incredible Bongo Band – Apache

 

citações aleatórias

2016, agosto 25, quinta-feira

“A enorme capacidade, própria do sistema fabril, de expandir-se aos saltos e sua dependência do mercado mundial geram necessariamente uma produção em ritmo febril e a consequente saturação dos mercados, cuja contração acarreta um período de estagnação. A VIDA DA INDÚSTRIA SE CONVERTE NUMA SEQUÊNCIA DE PERÍODOS DE VITALIDADE MEDIANA, PROSPERIDADE, SUPERPRODUÇÃO, CRISE E ESTAGNAÇÃO. A insegurança e a instabilidade a que a indústria mecanizada submete a ocupação e, com isso, a condição de vida do trabalhador tornam-se normais com a ocorrência dessas oscilações periódicas do ciclo industrial.” (K. Marx, O Capital, Livro I, Seção IV, Cap. 13, p.524-525)

“A acusação de que o marxismo não tem tido nada a dizer sobre raça, nação, colonialismo ou etnicidade é igualmente falsa. Na verdade, o movimento comunista foi o único lugar, no início do século XX, onde as questões de nacionalismo e colonialismo – junto com a questão de gênero – foram sistematicamente levantadas e debatidas. Como escreveu Robert J. C. Young: ‘O comunismo foi o primeiro e único programa político a reconhecer a inter-relação dessas diferentes formas de dominação e exploração (classe, gênero e colonialismo) e a necessidade de abolir todas elas como base fundamental para a realização bem-sucedida da liberação de cada um.’” (Terry Eagleton. Depois da teoria: Um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo)

“Tanto a evolução das ciências humanas quanto a das físico-naturais (em especial a biologia) tendeu a criar uma ponte entre esses domínios aparentemente opostos. Uma zona fundamental de ligação entre as ciências da natureza e as do homem é constituída pelo intercâmbio dos métodos. A identidade parcial entre sujeito e objeto do conhecimento, por outro lado, não constitui uma exclusividade das ciências humanas, pois essa mesma identidade irrompeu também nas ciências físico-naturais. Ela sublinha, por sua dificuldade própria, a centralidade das humanidades como locus de conhecimento analítico, sintético e crítico”. (Osvaldo Coggiola. As humanidades na encruzilhada do século 21)