Archive for novembro, 2016

certas coisas

[qua] 30 de novembro de 2016

\Delta x_{i}\Delta p_{i}\geq {\frac {\hbar }{2}}

sobre essas coisas cotidianas… vocabulário, ouvir, falar, traduzir, entendimentos e incompreensões… ideias, visões de mundo, violência simbólica e estrutural… movimentos… ciência e revolução.

***

das aulas (argumentos):

  • dificuldade de traduzir uma ideia usando palavras que não foram pensadas.
  • dificuldade de traduzir uma ideia usando palavras que não foram pensadas (dentro de um corpo teórico).
  • é lenta a percepção, mas as vezes ele saca o que está rolando…
  • confundiu-se tudo, no debate não havia fatos, apenas opiniões rasas.
  • primeiro: há diferença de qualidade entre opiniões rasas e opiniões profundas? (posso reduzir binariamente/dicotomicamente?)
  • segundo: se há, o que há no raso (de profundo) e o que há no profundo (de raso)?
  • terceiro: se há, é possível o diálogo entre elas?
  • quarto: se não é, há possibilidade um cambio de qualidade das opiniões?
  • quinto: se sim, como provocá-lo.

 

****

há dias que são profundos.
sinto-me absurdamente só
neste vasto universo.
como se não houve signo
algum capaz de traduzir
a totalidade do ser.
e não há mesmo.
há a ilusão de que se é.
e há a limitada capacidade
de ler as tendências,
de captar os fragmentos
do movimento…

***
o que me assusta nisto tudo
são as certezas que as pessoas tem
são as certezas que as vezes tenho
mas há dias assim, que a gente respira…

expira e inspira… medita, expira, respira…
e por ai vai, com calma.

***

ele parou diante dela e disse: calma ai, vou aí, não… não vou entrar no teu jogo. vou ficar aqui, nas minhas posições, observando tu, nas tuas posições aí. quem certo, quem errado… não vamos ao caso agora. essa guerra é lenta, e profunda… evoca narrativas enraizadas. e as narrativas provocam dor. pois nos estabilizam ao nos amarrar e prender em determinadas posições… todavia, algumas, possibilitam que nos libertemos. das narrativas que matam às narrativas que libertam (que muitas vezes são a mesma).

narrativas nos possibilitam o confronto: língua na língua. ideia dentro de ideia.

***

isto acima me recorda um poema nunca terminado: «quero tu em terreno neutro, nua, narrando em tua língua todas as estórias dos tempos futuros de guerra…»

takes your part in the play…

[qua] 23 de novembro de 2016

mil demônios…

eu queria tanto fugir (era a sensação até bem pouco tempo atrás). mil demônios, uma legião de vozes… (pensei em poetizar essa porra… mas não) são tantas dúvidas sobre tantas coisas, e disto uma profunda angústia e um desconforto com o como tudo tem se (des)enrolado. é aquela sensação/questão que, de tempos em tempos, vem para tornar tudo terra arrasada: o que estou fazendo com a minha vida?

***

a insustentavel leveza do ser

e de repente ele se precipita abismo adentro e afunda num mergulho no vazio… não há fim… a percepção do tempo se esvazia… e as referências espaciais se distanciam… mas um porém, na queda, enquanto se contempla o nada… em alguns momento, aquilo de um instante antes que o coração apague (pela ameaça que seu cérebro sente quando da falta de peso sobre os ossos na vertiginosa queda) a gente acorda: calma.. o mundo não essa bosta toda.

não te culpes.

sai dessa mania de sofrência. as vezes as coisas não saem como queres, e noutras não és obrigado a fazer o que deves. e quase sempre aceites o que podes. e fim… vai caminhar, ler um bom livro. vá ao cinema… beba um cerveja, um vinho… faça um trilha… arrume a casa, conserte a bicicleta… vá para uma ocupação, faça um curso… aprenda um novo idioma…

sei lá.

***

down down

«takes your part in the play
it all weighs
like running away
to the edge of the world
then watching it curl
and you’re back in the same old place
it all weighs you down
down down»luthea salom

isto é muito bonitinho. ouvido pela primeira vez no gostoso filme espanhol requisitos para ser una persona normal. uma comedia romántica de 2015 dirigida por Leticia Dolera e protagonizada por Leticia Dolera e Manuel Burque.

***

eu quero paz

por que está grudada como chiclete… e pego-me cantarolando, quase de forma automática, versos dessa canção, por ontem… de onde veio? não sei. por que veio a tona? não sei. não houvi a canção por esses dias… mas ela está ai… talvez alguma conexão em algum ponto tenha sido feita… mas qual? que pensamento? que sensação? que melodia? que imagem? que conexão há dessa canção/album/banda com minhas emoções atuais?!

«Paz, eu quero paz
Já me cansei de ser a ultima a saber de ti»- marcelo camelo

***

PS: RECADO IMPORTANTE: SEU ANIMAL… NÃO PUBLIQUE ANTES DE TERMINAR DE ESCREVER. AVISO DE EDIÇÃO PARA CADA VÍRGULA E ACENTO E PEDAÇO DE PALAVRAS E NOVA REDAÇÃO E ACRÉSCIMOS QUE VC COLOCA É MUITO CHATO.

escape…

[ter] 22 de novembro de 2016

Tracklist:
1. Blue Swede – Hooked On a Feeling (@0:00)
2. Raspberries – Go All the Way (@02:52)
3. Norman Greenbaum – Spirit In the Sky (@06:13?)
4. David Bowie – Moonage Daydream (@10:15)
5. Elvin Bishop – Fooled Around and Fell In Love (@14:57 ? ?)
6. 10cc – I’m Not In Love (@19:31)
7. Jackson 5 – I Want You Back (@25:35)
8. Redbone – Come and Get Your Love ( @28:35??)
9. The Runaways – Cherry Bomb (@31:58)
10. Rupert Holmes – Escape (The Pina Colada Song) (@34:15)
11. The Five Stairsteps – O-O-H Child (@38:52)
12. Marvin Gaye & Tammi Terrell – Ain’t No Mountain High Enough (@42:06)

***

Hi dude, how’s it going?

contradições monstras habitando essa pele. um curto circuito neural… impulsos para todos os lados. os astros dizem que é o sol na casa sete enquanto a lua habita a casa quatro. vai saber… talvez seja a minha angustia de olhar para fora e ver um amontoado de coisas tão complicado de se organizar… e olhando bem, a fuga do domingo seja um sintoma disto… até a trilha sonora escolhida… a temática romantica-juvenil… a distância das coisas concretas por esses dias… essa vida de peter, hein?!

é… as coisas não vão bem por esses dias.

quando você vai sair disto?

exercício sobre a memória

[seg] 21 de novembro de 2016

indie…

[dom] 20 de novembro de 2016

não arrumei nada em casa… fisicamente não mexi em nada.

aproveitei o banho de sol da tarde,

o mate

caminhei entre as árvores,

pelo quintal.

e o resto do tempo:

#youtube #setlistaleatório #músicaindie

e me pus a mexer nos meus blogues (é, há tempos em que mal mexo neste aqui… os outros dois, iam bem abandonados (um sobre sociologia, a disciplina que leciono; e o outro é tipo um portfólio/index para não perder o primeiro endereço que registrei no wordpress – era o endereço de boa parte deste blogue)… tudo isto porque decidi criar um quarto blogue para publicar os poemas que (raramente) faço (sim, eu publico eles por cá também, mas aqui eles vão meio misturado com outras coisas), mas de uma forma mais visual… a ideia surgiu depois que comecei a publicá-los na página do facebook…

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ps: lá em 2005, quando me registrei pela primeira vez no wordpress, esse foi o segundo layout adotado. de tempos em tempos, eu troco, mas sempre acabo voltando pra ele.

offline

[sex] 18 de novembro de 2016

depois de 20 horas sem eletricidade, e sem internet (porque acabou a bateria do celular)…

as 19h50 caiu um árvore sobre a rede elétrica e rompeu os fios.

as 15h50 enfim, a cia elética trocou os fios e restabeleceu a rede.

dormi até as 1h30… acordei e me pus a ler, com uma lanterna… 60 páginas devoradas… li um capítulo inteiro de memória coletiva.

[anotar aqui as passagens]

a velha toupeira

[qua] 9 de novembro de 2016

trump vence por lá.

por cá, o golpe a galope.

 

 

 

mas a primavera estudantil

inspira, ocupa,

‘inda faz-me respirar…

todavia a revolta

não é revolução…

e nessa noite escura

a rebelião juvenil

é fagulha…

 

de uma outra coisa

quiça um outro mundo possível.

 

 

***

https://comunism0.wordpress.com/

http://revolucoes.org.br/v1/seminario/emir-sader/anjo-torto

 

 

retroativo

[ter] 8 de novembro de 2016

Leia o poema de Adélia Prado

“Explicação de Poesia Sem Ninguém Pedir”.

“Um trem- de- ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.”

***

retroativo…

#umpoetaumpoemapordia #003

Lindolf Bell
(Timbó, 2 de novembro de 1938 – Blumenau, 10 de dezembro de 1998)

PROCURO A PALAVRA PALAVRA

Não é a palavra fácil
que procuro.
Nem a difícil sentença,
aquela da morte,
a da fértil e definitiva solitude.
A que antecede este caminho sempre de repente.
Onde me esgueiro, me soletro,
em fantasias de pássaro, homem, serpente.

Procuro a palavra fóssil.
A palavra antes da palavra.

Procuro a palavra palavra.
Esta que me antecede
E se antecede na aurora
De na origem do homem

Procuro desenhos
dentro da palavra.
Sonoros desenhos, tácteis,
Cheiros, desencantos e sombras.
Esquecidos traços. Laços.
Escritos, encantos re-escritos.
Na área dos atritos.

Dos detritos.
Em ritos ardidos da carne
e ritmos do verbo.
Em becos metafísicos sem saída.

Sinais, vendavais, silêncios.
Na palavra enigmam restos, rastos de animais,
Minerais da insensatez.
Distâncias, circunstâncias, soluços,
Desterro.

Palavras são seda, aço.
Cinza onde faço poemas, me refaço.

Uso raciocínio.
Procuro na razão.
Mas o que se revela, arcaico, pungente,
eterno e para sempre, vivo,
vem do buril do coração.

#umpoetaumpoemapordia #004
Oodgeroo Noonuccal
(3 November 1920 – 16 September 1993)

Aboriginal Charter Of Rights¹

We want hope, not racialism,
Brotherhood, not ostracism,
Black advance, not white ascendance:
Make us equals, not dependants.
We need help, not exploitation,
We want freedom, not frustration;
Not control, but self-reliance,
Independence, not compliance,
Not rebuff, but education,
Self-respect, not resignation.
Free us from a mean subjection,
From a bureaucrat Protection.
Let’s forget the old-time slavers:
Give us fellowship, not favours;
Encouragement, not prohibitions,
Homes, not settlements and missions.
We need love, not overlordship,
Grip of hand, not whip-hand wardship;
Opportunity that places
White and black on equal basis.
You dishearten, not defend us,
Circumscribe, who should befriend us.
Give us welcome, not aversion,
Give us choice, not cold coercion,
tatus, not discrimination,
Human rights, not segregation.
You the law, like Roman Pontius,
Make us proud, not colour-conscious;
Give the deal you still deny us,
Give goodwill, not bigot bias;
Give ambition, not prevention,
Confidence, not condescension;
Give incentive, not restriction,
Give us Christ, not crucifixion.
Though baptized and blessed and Bibled
We are still tabooed and libelled.
You devout Salvation-sellers,
Make us neighbours, not fringe-dwellers;
Make us mates, not poor relations,
Citizens, not serfs on stations.
Must we native Old Australians
In our land rank as aliens?
Banish bans and conquer caste,
Then we’ll win our own at last.

Nota 1: This poem was prepared for and presented to the 5th Annual General Meeting of the Federal Council for the Advancement of Aborigines and Torres Strait Islanders, held in Adelaide, Easter 1962.

more poems in http://www.poetrylibrary.edu.au/po…/noonuccal-oodgeroo/poems

#umpoetaumpoemapordia #005
Nico Fagundes
Antonio Augusto da Silva Fagundes (Alegrete, 4 de novembro de 1934 – Porto Alegre, 24 de junho de 2015)

Canto Alegretense

Não me perguntes onde fica o alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e de violão
Pra quem chega de rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no rio Ibirapuitã

Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduí

E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão

Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduí

https://www.youtube.com/watch?v=S0IsJO61Tns

#umpoetaumpoemapordia #006
Ella Wheeler Wilcox
(Johnstown, Wisconsin, 5 de novembro de 1850 – 30 de outubro de 1919)

THE SPEECH OF SILENCE
The solemn Sea of Silence lies between us;
I know thou livest, and thou lovest me;
And yet I wish some white ship would come sailing
Across the ocean, bearing word from thee.

The dead-calm awes me with its awful stillness.
No anxious doubts or fears disturb my breast;
I only ask some little wave of language,
To stir this vast infinitude of rest.

I am oppressed with this great sense of loving;
So much I give, so much receive from thee,
Like subtle incense, rising from a censer,
So floats the fragrance of thy love round me.

All speech is poor, and written words unmeaning;
Yet such I ask, blown hither by some wind,
To give relief to this too perfect knowledge,
The Silence so impresses on my mind.

How poor the love that needeth word or message,
To banish doubt or nourish tenderness;
I ask them but to temper love’s convictions
The Silence all too fully doth express.

Too deep the language which the spirit utters;
Too vast the knowledge which my soul hath stirred.
Send some white ship across the Sea of Silence,
And interrupt its utterance with a word.

Poems of Passion by Ella Wheeler
Chicago : Belford, Clarke & Co, 1883.
http://www.ellawheelerwilcox.org/pindex.htm

#umpoetaumpoemapordia #007
Sophia de Mello Breyner Andresen
(Porto, 6 de novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004)

Navegavam sem o mapa que faziam

(Atrás deixando conluios e conversas
Intrigas surdas de bordéis e paços)

Os homens sábios tinham concluído
Que só podia haver o já sabido:
Para a frente era só o inavegável
Sob o clamor de um sol inabitável

Indecifrada escrita de outros astros
No silêncio das zonas nebulosas
Trémula a bússola tacteava espaços

Depois surgiram as costas luminosas
Silêncios e palmares frescor ardente
E o brilho do visível frente a frente

[“As ilhas”, VI, Navegações]
https://www.youtube.com/watch?v=V4C5IiL1QxM
http://purl.pt/19841/1/galeria/indice-poemas.html

#umpoetaumpoemapordia #008
Cecília Meireles
(Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964)

Timidez

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve…

– mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes…

– palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

– que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando…

– e um dia me acabarei

http://www.escritas.org/pt/t/1727/timidez

#umpoetaumpoemapordia #009
Teófilo Dias (Caxias, 8 de novembro de 1854 — São Paulo, 29 de março de 1889)

Aspiração

No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! Ascender! — dizem todas as cousas,
As estrelas nos céus, os vermes sobre as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais às amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.

Fatal gravitação tolha-me embora os pés.
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional,
Oh Glória! — A aspiração! O porvir! O ideal!

Publicado no livro Fanfarras (1882). Poema integrante da série Flores Funestas.

In: DIAS, Teófilo. Poesias escolhidas. Sel. introd. e notas Antonio Candido. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 196

http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=385

i have seen their smiles full of teeth

[ter] 1 de novembro de 2016
nas contradições da vida…
e pra deixar o dia mais boni.to e elegante…
deixa itamar cantarolar solto na vitrola…
 
***

#umpoetaumpoemapordia #002
Ezra Pound (1885-1972)*

SALUTATION

O generation of the thoroughly smug
and thoroughly uncomfortable,
I have seen fishermen picnicking in the sun,
I have seen them with untidy families,
I have seen their smiles full of teeth
and heard ungainly laughter.
And I am happier than you are,
And they were happier than I am;
And the fish swim in the lake
and do not even own clothing.

e duas traduções, a primeira de Marina Della Valle e a segunda de Mário Faustino

SAUDAÇÃO

Ó geração de afetados completos
e completamente deslocados,
Eu vi pescadores em piqueniques ao sol,
Eu os vi com suas famílias em farrapos,
Eu vi seus sorrisos cheios de dentes
e ouvi gargalhadas infrenes.
E eu sou mais feliz do que vocês,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago

(tradução de Marina Della Valle)

**
SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.
(tradução de Mário Faustino)

*Ezra Pound (Hailey, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972).

referências: http://www.culturapara.art.br/opoema/ezrapound/ezrapound.htm

http://acervo.revistabula.com/posts/traducao/a-entrevista-historica-de-ezra-pound

https://laboratoriodesensibilidades.wordpress.com/2013/12/19/pasoline-entrevista-ezra-pound-e-le-o-poema-abaixo-7-minutos-com-legendas/

https://pedroluso-decarvalho.blogspot.com.br/2010/04/sobre-o-poeta-ezra-pound.html

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