Archive for dezembro, 2016

ritos de passagem

[sex] 23 de dezembro de 2016

e para começar… as férias. acabou, ultimo compromisso cumprido. e no jantar… uma carne assada com um tinto, e para sobremesa, torradinhas com geléia de jabuticaba, geléia feita em casa.

e parece que foi anteontem que os formandos de agora a pouco, já ontem, entraram na escola. três anos de escola… tudo passou tão rápido… e é bonito ver a primeira turma completa de estudantes que acompanho no ensino médio formad@s. e apesar de tudo, da precarização da estrutura, do trabalho docente, do ensino como um todo… esses ritos de passagem são bacanas.

e no mais… que seja muito bem vindo esse mês de férias.

 

fobia social

[qui] 22 de dezembro de 2016

só para registrar…

#1 dois dias acordando envolto em reminiscências/restos de sonhos ainda vivos na consciência… que logo se perdem. talvez seja esse tempo abafado… ou a minha dificuldade em respirar nestes ultimos dias…

#2 ultimo dia de compromisso de trabalho – ir à formatura. não acho meu sapato… minha barriga está enorme, e as camisas estão apertadas. nestes momentos recordo de como não curto compromissos sociais… este é um déficit na minha formação: me sinto absurdamente preso em situações assim (e similares, como casamentos, funerais, formaturas, festas etc.)

#3 vendo o telejornal agora… e sacando, o que saquei ano passado na ultima greve de profs, que o governo/burguesia não só está atropelando os trabalhadores, mas esmagando-nos, até não sobrar nada além do bagaço… e se pá, eles vão até triturar o nosso bagaço.

mas é natal…

que bosta.

 

 

xarope

[qua] 21 de dezembro de 2016

tomando xarope.

casa por arrumar.

pondo em dia #umpoetaumpoemapordia

conselho de classe final

[ter] 20 de dezembro de 2016

com um bomba relógio nas mãos… torcendo para ela aguentar mais um mês/ou dois. ou pelo menos até semana que vem.

acordo de madrugada. sono tumultuado.

 

 

coisas para o dia:

a ração dos gatos acabou. comprar.

conselho de classe hoje, 60 provas por corrigir ainda.

você está morrendo… não esqueça a medicação.

fim da transmissão

notificação

[sex] 16 de dezembro de 2016

{um recado seu} Bom te ver :)]

meu querido diário…

[qui] 15 de dezembro de 2016

duas e quarenta e três da madrugada.

vento sul.

gatos dormem sobre minha cama.

luminária clareando a bagunça sobre a mesa…

os livros não lidos, as atividades escolhares não concluidas… as anotações e contas.

segunda até quarta-feira foram dias tranquilos. notas digitadas, atendimento aos estudantes que pegaram exame final… e bate-papo descontraido com os colegas de escola. sentirei saudades de alguns estudantes, de colegas profs que trocaram de escola…

aquela nostalgia antes da partida. eu ficarei.

essas semanas de festividades que se aproximam me deixam um tanto desconfortável. não nasci numa família festiva. são estranhos esses rituais.

das novidades, poucas… não fui fazer a prova do vestibular. desisti antes de começar.

peguei algumas aulas num colégio mais próximo, o jovem. vou encontrar uma velha colega de graduação e centro acadêmico… planejaremos juntos… estava sentido falta dessa parceria intelectual.

meu amigo também veio de visita… de segunda-feira pela tarde até hoje, quinta-feira, pela manhã. as vezes é bom ter companhia para conversar sobre coisas aleatórias, pensamentos, teorias, lembranças… enfim, estava muito afim de receber visita, mas foi bacana. é sempre bacana no fim.

hoje, montar os exames. enviar para escola. aproveitar a quinta-feira.

ps: caminhar, emagrecer vinte quilos. cortar cabelo. consertar bike. estabelecer um projeto pra o próximo ano… nova graduação/ou mestrado na educação [mas dessa vez com rotina, algo sério, viável].

#notas coletadas ao longo do dia

Nestes escassos momentos de recesso, noto quando podemos ser produtivos, ler, imaginar, testar, inovar. A lista de possibilidades de experimentos que tenho na cabeça no momento é gigante e, as vezes, duas horas de boas leituras ou duas horas bem trabalhadas no laboratório me agregam mais que um ano inteiro de aulas. É triste saber que em menos de três meses toda essa fertilidade vai ser sufocada pelo aulismo de 9 disciplinas previstas para que se possa cumprir o curso no tempo esperado, com aulas monótonas, majoritariamente expositivas e que pouco instigam nossa capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Faz falta uma academia que nos olhe como agentes criativos e críticos. Faltam projetos, faltam experimentos, faltam viagens, faltam interações com sujeitos fora da bolha acadêmica e, sobretudo, falta tempo para pensar, para crescer e para criar. Patrick Dias Marques

thx 1138

[seg] 12 de dezembro de 2016

«Século XXV. A humanidade vive abaixo da superfície da Terra, em uma sociedade onde os robôs são a força policial e as pessoas se divertem através da TV holográfica. Todas as pessoas tomam drogas diariamente, de forma a controlar as emoções e manter a paz. Além disto, o sexo é proibido por lei. Um dia o trabalhador THX 1138 (Robert Duvall) resolve parar de tomar suas drogas. Ele se apaixona por LUH 3417 (Maggie McOmie), sua colega de quarto, que engravida dele. Ao serem descobertos são enviados à prisão. Lá THX conhece o programador SEN 5241, que o ajuda a escapar. Ele parte então em busca de LUH, para que possam chegar à superfície do planeta.»

noites e velas…

[qui] 8 de dezembro de 2016

domingo, parte de segunda, terça, quarta e pedaço da quinta sem energia elétrica.

agora voltou. agora tem que corrigir e digitar notas… preparar conteúdos e provas. hoje vai ser longo… tomará que com energia elétrica… e um banho quente.

fiz uns poemas nestes dias. anoterei depois.

ampliei minha carga horária, mas naquela… sempre atravessado… mas vai dar tudo certo. no mínimo terei 16 aulas (no mesmo colégio). no máximo 25 (em dois colégios – naquele que eu podia ter escolhido… mas dai tu pondera… eu não tinha maturidade emocional naquele momento para escolher aquele colégio… )

fiquei pensando… tu poderia ser mais assertivo, decidido… direto, prático. mas não… tu é essa confusão ambulante, mistura de ilusão com nervos expostos…

ps: nem parece oito de dezembro…

o ciclone, a aroeira e a pitangueira

[dom] 4 de dezembro de 2016

e um ciclone passou sobre nossas cabeças, nesse domingo, na madrugada.

telhas voaram, árvores aos montes… fiações elétricas partiram-se ou foram ao chão. ao lado de minha casa, o que me amendrontava era uma gigantesca árvore… a mesma que me protegeu do vento.

mas uma árvore caiu no terreno.  e na tarde de domingo, plantei duas (uma aroeira e uma pitangueira).

***

o que pensei pela manhã, enquanto tomava meu mate e caminha pela rua, observando a devastação…

as árvores nascem antes das cercas / as árvores não respeitam as cercas / as árvores morrem rompendo as cercas.

 

que será será

[sex] 2 de dezembro de 2016

Que Será Será (Whatever Will Be, Will Be)

When I was just a little girl / I asked my mother, ‘what will I be? / Will I be pretty? / Will I be rich? / Here’s what she said to me // Que sera sera / What ever will be, will be / The future`s not ours to see / Que sera sera / What will be, will be // When I grew up and fell in love / I asked my sweetheart, what lies ahead / Will we have rainbows / Day after day? / Here´s what my sweetheart said // Que sera, sera / Whatever wil be, will be / The future’s not ours to see / Que sera, sera / What will be; will be // Now I have children of my own / They ask their mother what will I be / Will I be handsome? / Will I be rich? / I tell them tenderly // Que sera, sera / Whatever will be, will be / The future’s not ours to see / Que sera, sera / What will be, will be // Que sera, sera /// autores: Jay Livingston, Nadir Corte Real e Ray Evans

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