Archive for janeiro, 2017

um ponto de fuga qualquer para o olhar

[seg] 30 de janeiro de 2017

7h36 já na hora de sair é que o sono chega. mas vai ter que esperar. por alguns poucos e sofridos minutos na viagem do ônibus lotado.

9h41 após uma hora embalada por uns três ou quatros cochilos pontuais de mais ou menos dez minutos… teus olhos estão vermelhos. e isto é o máximo que poderás dormir neste dia morno. hoje é um dia morno e cinza. e você abre a janela na esperança que qualquer brisa bata de leve e amenize… mas o que sufoca a cara é um bafo morno, que te coze de lufada em lufada… e em poucos instantes, teu corpo transborda… verte suor de regiões inimagináveis. síntese – morto de sono e encharcado de suor.

10h12 ali, deitado, com a boca escancarada, salivando, tu busca um ponto de fuga para o olhar, para esquecer a violência e o carinho de ter alguém mexendo em sua boca. um ponto de fuga qualquer para o olhar, e no teto branco daquela sala há um ponto escuro, e ao redor mais pontos obscuros… há uma constelação de micro pontos escuros. tu esquece do holofote, da boca, da saliva, de alguém mexendo dentro de você e te perdes naqueles pontos… vã é a tentativa de identificar a origem daquelas marcas. nos tetos brancos habitam porções de morte e de vida deixadas ao acaso, apenas isto.

11h46 O prazer do texto. Roland Barthes.

 

shoreless e o pó da estrada

[dom] 29 de janeiro de 2017

7h30 o despertador acorda. ¡volta a dormir despertador!

11h12 ele dormiu demais, mas seu corpo ainda dói.

12h49 quase… daúde.

«Quase fui feliz um dia
Lembrar é quase promessa
É quase quase alegria, quase fui feliz à beça
Mas você só me dizia:
Meu amor vem cá sai dessa» 
Composição: Caetano Veloso / Antonio Cícero

13h28 trovoadas no céu. na vitrola só sambas de amor/dor.

15h16 copiei o texto dela e colei no googletranslate. não para traduzir, mas para ouvi-la, enquanto fazia outras coisas. aquelas palavras de mistérios, caminhos, buscas e descobertas me insinuavam uma mulher distante daquele sorriso apaixonante que ela tinha quando a vi pela primeira vez – talvez porque lhe desse substância e um gosto diferente. mesmo as marcas do tempo determinando o passar das coisas, pelas fotografias eu podia intuir que ela ainda tinha/devia ter aquele sorriso. mas essa colagemde palavras não é sobre o poder de feitiço dela em [me] encantar, de quase dez anos atrás, mas é sobre as palavras que ela escreve/fala, agora. essas palavras que oscilante entre uma carta de intenção e um poema quase místico, tem um quê de mim, da dúvidas, do que é humano, do que somos feitos… dos conselhos, das danças com seres mágicos, dos itinerários percorridos, dos mergulhos, do que é aprendido sobre si mesmo, essas versões que vamos encontrando pelo teatro da vida, peças de um mosaico sempre em desenvolvimento… do pó que vamos colhendo pelas estradas da vida.

registro: dela, a luz dos olhos e sorriso solar, que guardo vivo na memória, de quando éramos mais jovens. e hoje, mulher feita, e distante, suas palavras que narram o estranhamento de se colocar a mochila vazia num armário desarrumado esperando a próxima partida rumo ao reencontro de uma nova parte, um fragmento ainda desconhecido de si.

trilha de fundo: O Pó da Estrada – Sá, Rodrix & Guarabyra

«0 pó da estrada gruda no meu rosto, / Como a distância, matando as palavras, / Na minha boca sempre o mesmo assunto, / O pó da estrada. / O pó da estrada brilha nos meus olhos, / Como as distâncias mudam as palavras, / Na minha boca sempre a mesma sede, / O pó da estrada. / Conheci um velho vagabundo, / Que andava por aí sem querer parar, / Quando parava, / Ele dizia a todos, / Que o seu coração ainda rolava pelo mundo. / O pó da estrada fica em minha roupa, / O cheiro forte da poeira levantada, / Levando a gente sempre mais à frente, / Nada mais urgente, / Que o pó da estrada, / Que o pó da estrada.»

16h04 – Novos Baianos – Programa Ensaio 1973

nina

[sáb] 28 de janeiro de 2017

1h30 (primeira edição) organizando as coisas aqui… e se deliciando com nina simone. hoje é dia de acordar cedo. seis horas estarei de pé para um dia longo.

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7h30 (segunda edição) no meio do sono ele levanta. um banho morno rápido. um café quase-amargo. uma fatia de pizza fria. ele não está pronto pro dia, mas lá vai.

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12h05 (segunda edição) em busca dos girrasois caminho adentro… os pés submersos na areia, o dia me envolvia.

e ali na frente, horas de caminhada, duna após duna, a ilusão, que após a próxima montanha de areia se alcançaria o marulho distante.

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18h45 (segunda edição) a chuva tomou conta do corpo do homem, fez dele criança.

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notas de roda pé:

Ain’t Got No, I Got Life // lyrics by James Rado and Gerome Ragni and music by Galt MacDermot /// Ain’t got no home, ain’t got no shoes / Ain’t got no money, ain’t got no class / Ain’t got no skirts, ain’t got no sweaters / Ain’t got no faith, ain’t got no beard / Ain’t got no mind / Ain’t got no mother, ain’t got no culture / Ain’t got no friends, ain’t got no schooling / Ain’t got no name, ain’t got no love / Ain’t got no ticket, ain’t got no token / Ain’t got no God / What have I got? / Why am I alive anyway? / Yeah, what have I got? / Nobody can take away / I got my hair, I got my head / I got my brains, I got my ears / I got my eyes, I got my nose / I got my mouth, I got my smile / I got my tongue, I got my chin / I got my neck, I got my boobs / I got my heart, I got my soul / I got my back, I got my sex / I got my arms, I got my hands / I got my fingers, Got my legs / I got my feet, I got my toes / I got my liver, Got my blood / I’ve got life, I’ve got my freedom / I’ve got the life / I got a headache, and toothache, / And bad times too like you, / I got my hair, I got my head / I got my brains, I got my ears / I got my eyes, I got my nose / I got my mouth, I got my smile / I got my tongue, I got my chin / I got my neck, I got my boobies / I got my heart, I got my soul / I got my back, I got my sex / I got my arms, I got my hands / I got my fingers, Got my legs / I got my feet, I got my toes / I got my liver, Got my blood / I’ve got life, I’ve got my freedom / I’ve got life, I’m gonna keep it / I’ve got life, I’m gonna keep it» Nina Simone, Nuff Said! (1968)

O-o-h Child /// Stan Vincent /// O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / Someday we’ll get it toghether and we’ll get it undone / Someday when the world is much brighter / Someday we’ll walk in the rays of a beautiful sun / Someday when the world is much lighter / O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / O-o-h child things are gonna get easier / O-o-h child things ‘ll get brighter / Right now right now» Nina Simone, Here Comes the Sun (1971)

26

[sex] 27 de janeiro de 2017

Estou a desmontar-me. Sou um homem, ou algo que o valha, ou já nem isto. Mas estou a desmontar-me, como um Gregor Samsa. A pele desprende-se, como uma identidade trocada, outro corpo toma o lugar do animal que sou, vou perdendo partes deste homem, e sob a velha pele morta irrompe, aos poucos e de forma dolorida, um corpo alheio, que não é o meu. Diante do espelho estranho-me. A pele arde ao desmontar-se e há uma dor que vem de algum lugar indecifrável. É uma dor dessas que nascem agudas e, sem percebemos o passar dos dias, tornam-se crônicas.

***

Sou um homem de mil demônios. Quando um homem não cuida de seus demônios de forma apropriada, eles retornam para cobrar seu preço e devorar suas certezas. Esses demônios são visitas recorrentes, constantes. Tê-lhos por perto é como ser um morto-vivo. Eles fazem teu corpo sangrar e tua mente perde-se numa névoa obscura. Tudo que há está ali, a um palmo diante do nariz, mas nada há, as poucas e frageis certezas que há algo ali adiante desfazem-se no ar… É um vazio gelado e solitário.

***

Ele esticou-se todo. Nem recordava mais a última vez que havia se alongado. Sentiu um prazer percorrer cada fibra do seu corpo. Sentiu-se maior e aberto… Sentiu que podia abraçar esse mundo ensolarado. E saiu pela varanda, percorrendo os poucos metros que separam a casa do quintal… Sentou naquela velha cadeira preta, abandonada naquela pequena varanda, e olhou para o sol da tarde, sorriu e deixou-se ficar, sentindo seu corpo tornar-se um vulcão.
Peito aberto, pele ardendo, experimentou a liberdade, sensação essa que o havia abandonado há dias, o useriam anos.

***

Contemplou as árvores, todas ainda jovens. Como crescem, pensou. Fez um esforço e tentou recuperar a imagem anterior mais distante daquela paisagem, sua memória já não conseguia recuperar, trazer novamente o mapa daquela terra antes de sua chegada. O gostoso disto é que agora há árvores, e brotos, e sombra, e flores, e insetos, e pássaros, e toda sorte de vida selvagem interagindo como um grande tecido vivo sendo tramado naquele pedaço do mundo. Há caracóis e formigas. Sorriu, sentindo como se a vida fosse isso, esse abandono intencional e despretensioso… esse ir e vir, essa dormência silênciosa da vida sobre a casca, essa morte cotidiana das velhas folhas, essa voluptuosidade das flores, esse ruído silvestre, essa erupção intensa e avassaladora dos brotos…

trainspotting

[qui] 26 de janeiro de 2017

«(Spoken):
Dr. No
From Russia With Love
You Only Live Twice
Goldfinger
Diamonds Are Forever
Thunderball
Never Say Never Again»

 damon albarn – closet romantic (trainspotting soundtrack) [1996]

***

o filme acabou. a música tá rolando…

e deu a vontade de registrar algo…

escrever hoje e editar os vários dias que ficaram no rascunho.

certo então!?

nada certo. última semana das férias… porque na próxima semana é aquela em que você começa a se organizar para voltar. porque fevereito chegou…

mas os feitos de um mês de férias, hein?… nada, vadiagem total, muito sorvete, um pouco de vinho, umas brejas, uma semana de antibióticos, muito tortéi, muita pizza. um bocado de conversa fiada, visita ao dentista, sete temporadas de jornada nas estrelas, um livro lido (teorema geral do esquecimento – eduardo agualusa ), cinco filmes e mais duas séries… pouca vitamina d. dermatite intensa. eu literalmente tirei férias em janeiro.

***

26/1 transpotting, sem limites. um puta filme. surreal e trash. o sotaque escocês. a cena do vaso. o bebê e as alucinações com o bebê (duas impressões… chocante e fake). nota 9,5

26/1 clube de compras dallas (dallas buyers club). matthew mcconaughey em ossos. a cena de jared leto vomitando sangue. embarguei na cena que ron chega no hospital e rayon não está mais no quarto. bonito filme. nota 9,0

26/1 o homem que viu o infinito ( the man who knew infinity). sobre srinivasa ramanujan. jeremy irons e dev patel estão bem. é um filme bonito, mas falta algo… nota 7,0

24/1-26/1 primeira tempora, 16 episódios, outlander. a premissa é surreal, mas se tu embarca… é até interessante. viagem mística no tempo… highlanders e ingleses no séc. xviii.  é uma série com passagens fortes, bem eróticas… a ideia do narrador é interessante. é bonita esteticamente, mas no desenvolvimento é por vezes arrastada; fiquei tentando comparar as vestimentas do exército inglês com a série frontier. nota 7,0.

23/1 o roubo da taça… jules e dolores. a premissa… o roubo da taça do tri. um filme hilário… e o mais absurdo que é que a parte mais engraçada é baseada em fatos reais. peralta, o gringo, a dolores ótimos… só o finalzinho achei que ficou um furo. nota 9,5.

23/1 6 episódios, primeira temporada. frontier. a premissa é interessante… gostei da idéia de apresentar índios e ingleses, no séc. xviii. mas o desenvolvimento é fraco. e em algumas momentos abusa da paciência… como as recorrentes visitas de declan harp à grace emberly. nota 5,0

5/1-22/1 mais de 170 episódios. 7 temporadas… uma imersão na enterprise. me senti voltando no tempo… vinte anos no tempo. foi bom compartilhar essa jornada com jean-luc picard e cia.

4/1 synchronicity – só posso dizer, que apesar de tudo, i like. nota 7,0.

4/1 chaos on the bridge – documentário sobre star trek – the next generations. depois de um doc sobre spock (for the love of spock, direção de adam nimoy) e outro sobre as/os capitães de star trek… mais um documentário de shetner, este é mais interessante que the captains.

teoria geral do esquecimento

[ter] 24 de janeiro de 2017

primeiro livro do ano completado. teoria geral do esquecimento. do escritor angolano josé eduardo agualusa.

[colocar notas e comentários]

próspero – somos feitos da matéria dos sonhos

[dom] 22 de janeiro de 2017

duas notas para ver depois

nota #1 The Tempest, Act IV, Scene 1.

Prospero. You do look, my son, in a moved sort,
As if you were dismay’d: be cheerful, sir.
Our revels now are ended. These our actors,
As I foretold you, were all spirits and 1880
Are melted into air, into thin air:
And, like the baseless fabric of this vision,
The cloud-capp’d towers, the gorgeous palaces,
The solemn temples, the great globe itself,
Ye all which it inherit, shall dissolve 1885
And, like this insubstantial pageant faded,
Leave not a rack behind. We are such stuff
As dreams are made on, and our little life
Is rounded with a sleep. Sir, I am vex’d;
Bear with my weakness; my, brain is troubled: 1890
Be not disturb’d with my infirmity:
If you be pleased, retire into my cell
And there repose: a turn or two I’ll walk,
To still my beating mind.

William Shakespeare

Nossos festejos terminaram. Como vos preveni,
eram espíritos todos esses atores;
dissiparam-se no ar, sim, no ar impalpável.
E tal como o grosseiro substrato desta vista,
as torres que se elevam para as nuvens, os palácios altivos,
as igrejas majestosas, o próprio globo imenso,
com tudo o que contém, hão de sumir-se,
como se deu com essa visão tênue,
sem deixarem vestígio. Somos feitos da matéria
dos sonhos; nossa vida pequenina
é cercada pelo sono.

Tradução Nélson Jahr Garcia

***

nota #2 Forbidden Planet Official Trailer #1 – Leslie Nielsen Movie (1956) HD

forbiddenplanet1055

Estados Unidos / 1956 • cor • 98 min / Direção Fred M. Wilcox / Produção Nicholas Nayfack / Roteiro Cyril Hume, Irving Block, Allen Adler / Elenco Walter Pidgeon, Anne Francis, Leslie Nielsen, Warren Stevens, Jack Kelly, Richard Anderson, Earl Holliman, Frankie Darro, George Wallace, Robert Dix / Género ficção científica / Música Bebe Barron, Louis Barron / Direção de arte Cedric Gibbons, Arthur Lonergan / Efeitos especiais A. Arnold Gillespie, Joshua Meador, Warren Newcombe, Irving G. Ries, Doug Hubbard / Figurino Walter Plunkett / Cinematografia George J. Folsey / Edição Ferris Webster / Companhia produtora Metro-Goldwyn-Maye

night birds

[sex] 20 de janeiro de 2017

Chet Baker with Enrico Pieranunzi – Night Bird (Chet Baker recording from January 1980. Composition by the italian pianist Enrico Pieranunzi. Chet Baker- Trumpet)

Chet Baker- Trumpet
Enrico Pieranunzi – Piano
Maurizio Giammarco – Tenor Sax
Ricardo Del Fra – Bass
Roberto Gatto – Drums

a dama de cílios da cor do corvo e olhos de luto dos sonetos de shakespeare

[ter] 17 de janeiro de 2017

 

fragmentos e citações do dia

nota #1. ele não olhou pra ela. não há como saber se os olhos dela procuraram os deles. se percorreram suas pernas, sua boca, sua testa, seu queixo, sua pele ressecada. ele não olhou pra ela. seus olhos estavam fixos em cada letra, em cada fonema, em cada verbo daquele livro que o transportava para luanda. mas nesta viagem, ora em luanda, ora ali, no meio do nada, imaginando quem seria ela… ele via o céu negro de africa, ele olhava com os olhos de ludo. ele sentia a substância do medo. e o sol o lembrou, abruptamente quase cegou-o ao refletir intensamente nas páginas brancas. ele pôs as mãos aos olhos, fechou o livro. ela estava ali, ao seu lado.

feita no busão, quando voltava para casa.

 

***

«the dark woman of raven brows and mournful eyes of Shakespeare’s Sonnets.» The Perfect Mate. By René Echevarria and Gary Perconte. Perf. Patrick Stewart, Jonathan Frakes, LeVar Burton, Michael Dorn, Gates McFadden, Brent Spiner, and Famke Janssen. Dir. Cliff Bole. Star Trek: The Next Generation. Season 5, episode 21. Syndicated television. 27 April 1992. DVD. Paramount, 2002.

 

sonnet cxxvii

in the old age black was not counted fair,
or if it were, it bore not beauty’s name;
but now is black beauty’s successive heir,
and beauty slandered with a bastard shame:

for since each hand hath put on Nature’s power,
fairing the foul with art’s false borrowed face,
sweet beauty hath no name, no holy bower,
but is profaned, if not lives in disgrace.

therefore my mistress’ eyes are raven black,
her eyes so suited, and they mourners seem
at such who, not born fair, no beauty lack,

sland’ring creation with a false esteem:
yet so they mourn becoming of their woe,
that every tongue says beauty should look so.

willian shakespeare

soneto 127

o tempo antigo a negro cor não preza
ou, quando o faz, de bela não a chama;
mas hoje é sucessora da beleza
a cor que de bastarda tinha fama.

da natureza usando-se o atributo
tanto o feio alindou-se com disfarce
que o belo já não tem nome, ou reduto,
mas vive na desgraça, a profanar-se.

dizem que olhos de luto a minha amada
sob uns cílios da cor do corvo tem
as famas que de belo não tem nada

e esta falta compensam com desdém.
mas tal luto só faz por convencer
que o belo assim é que devia ser.

50 sonetos: ed. especial. Tradução Ivo Barroso

***

Pete Seeger ///  Down by the Riverside /// I’m gonna lay down my sword and shield / Down by the riverside / Down by the riverside / Down by the riverside / I’m gonna lay down my sword and shield / Down by the riverside / Study war no more /  I ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / I ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more / Ain’t gonna study war no more

Louis Armstrong /// When The Saints Go Marching In ///  Oh, when the Saints go marching in, / Oh, when the Saints go marching in, / Oh, Lord I want to be in that number / When the Saints go marching in. / Oh, when the sun refuse to shine, / Oh, when the sun refuse to shine, / Oh Lord I want to be in that number / When the sun refuse to shine. / Oh, when they crown Him Lord of all, / Oh, when they crown Him Lord of all, / Oh Lord I want to be in that number / When they crown Him Lord of shine. / Oh when they gather round the throne, / Oh when they gather round the throne, / Oh Lord I want to be in that number / When they gather round the throne. // Compositor: Katherine E. Purvis / James M. Black

 

if you ever have a world, plan ahead. don’t eat it.

[seg] 16 de janeiro de 2017

[lwaxana troi, 10’39”] now, if we’re to be real friends, we’ve got to share only the truth.

[[alexander rozhenko, 11’04”] why?

[lwaxana troi, 11’05”] well, for one thing, it’s easier. when you tell the truth, you never have to remember later what you lied about. but mostly, a true friend is a person you can always tell the truth to without worrying about it.

***

[malabarista, 13’52”] hello. a few of us are just gathering together for our laughing hour. would you care to come laugh with us?

***

[alexander rozhenko, 14’17”] do you ever drop one?

[malabarista, 14’24”] oh, no. no, no, these are my worlds. i protect them. i am a master of worlds, and they fly only as i wish.

***

[lwaxana troi, 17’00”] every one of us has a thousand different kinds of… of little people inside of us. and some of them want to get out and be wild, and some want to be sad or happy or inventive or… or even just go dancing. that’s why we all have so many different urges at different times. and all those different little people inside of us… we must never be afraid to take them with us, wherever we go. i mean, who knows when we may need one of them to pop up and rescue us from ourselves?

***

[lwaxana troi, 17’37”] the great secret is not the variety of life, it’s the variety of us.

***

[lwaxana troi, 24’23] i’m alone, alex. and when you do get older and can no longer pick and choose from whatever may come your way… the you, uh, then you do what we call a compromise. it keeps you from being afraid.

***

[alexander rozhenko, 34’22”] what happened?

[malabarista, 34’25”] well, i was just juggling, and i happened to… catch one in my mouth. it tasted goog, so i ate it. before i knew it i’d eaten up every one of my worlds. it never occured to me that onde they were gone, i’d have nothing left to juggle. if you ever have a world, plan ahead. don’t eat it.

***

[43’43” lwaxana troi] isn’t it wonderful how things worked out, alexander? i wanted to teach you how to grab the joys of living. and then you turned around and… uh… and taught me to not let go of them. how very mutual.”

[44’10” deanna troi] we still have to learn how to live in the real world, mother. all of us.

[44’14” lwaxana troi] she’s absolutely right, alexander, but only when necessary.

Cost of Living” é o 12oº episódio de Star Trek: The Next Generation. É o 2oº episódio da quinta temporada. Dirigido por Winrich Kolbe e escrito por Peter Allan Fields

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