as camadas da poesia

2017, fevereiro 18, sábado

«Talvez não fosse melhor nem pior, mas tinha uma coisa atrás daquilo, uma autoridade na voz do Vinicius de Moraes, por exemplo, que me dava uma sensação: “Ele sabe uma coisa que eu não sei e está aqui numa generosidade, partilhando isso”. Tudo isto era uma sensação. E enfim, ficava ali grudada.

(…)

Não, nunca houve um lado estritamente musical. É uma pena, porque eu não me dediquei assim ao acabamento musical. Não tinha paciência, eu queria veicular o texto. Eu queria transmitir aquela sensação. Achava que se uma pessoa sentisse aquilo que eu senti, a minha vida teria sentido, teria sido útil. » Adriana Calcanhotto

trecho extraído daqui: http://www.dn.pt/

***

Adriana Calcanchotto – Parangolé Pamplona

EXPERIÊNCIA N. 01 PARANGOLÉ OITICICA

Hélio Oiticica – Porta Curtas 1979

 

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