Archive for maio, 2017

rrreconfiguranndoo

2017, maio 31, quarta-feira

em processo de reconfiguração…

pronto.  vamos morrer… mas há a possibilidade de tentar fazer bem feito. de fazer sentido. e não se deixar vencer pelo próprio medo. tática de guerrilha, combater todo e qualquer pensamento negativo… acreditar em si assim como os outros acreditam

de jeux et novalistés

2017, maio 20, sábado

Há rachaduras. Há frestas. Há risos. Há brechas.

Entre O fato e o fado, há os dados…

O tempo, o corpo e a queda. E na memória do futuro, apenas palavras dispersas. Não há sentido.

Perdido. Nenhum poema vai sair. Ando a pensar sobre a ansiedade. E a tristeza cotidiana. E neste exílio. E a dificuldade em escrever (concreta e metafórica…) me encerra aqui, do outro lado da tela.

 

na medida do impossível tá dando pra se viver

2017, maio 16, terça-feira

Uma colagem e um lamento

A colagem

“De resto, há de se entender o nosso 1nundo, o do pesquisador, co1110 se1Jdo ocidental, cons-

Lituído n1ini1na1nente pela sobreposição de duas subculturas: a brasileira,
no caso de todos nós en1 particular; e a antropológica, aquela na qual fo-
n1os treinados co1T10 antropólogos e/ou cientistas sociais. E é o confronto
entre esses dois rnundos que constitui o contexto no qual ocorre a entre-
vista. É, portanto, nu111 contexto essencialrnente problemático que te1n lu-
gar o nosso Ouvir. Co1no poderemos, então, questionar as possibilidades
da entrevista nessas condições tão delicadas?
Penso que esse questiona1nento começa cotn a pergunta sobre qual a
natureza da relação entre entrevistador e entrevistado. Sabe1nos que há tnna
longa e arraigada tradição na literatura etnológ ica sobre a relação. Se to-
rnannos a clássica obra de Mali nowski como referência, vemos como essa
tradição se consolida e, pratica1nente, trivializa-se na realização da entrevis-
ta. No ato de ouvir o “infonnante”, o etnólogo exerce u111 “poder” extraor-
dinário sobre o 1nes1no, ainda que ele pretenda se posicionar co1110 sendo o
observador 1nais neutro possível, co1no quer o objeti visn10 mais radical. Esse
poder, subjacente às rei ações hu tTianas – que autores co1110 Foucau I t j a-
1nais se cansara1T1 de denunciar-, j á na relação pesquisador/informante vai
dese111penhar u1na função profunda1nente empobrecedora do ato cognitivo:
as perguntas, feitas e1T1 busca de respostas pontuais lado a lado da autoridade
de quern as faz ( co1n ou se1n autoritaris1no ), cria1n un1 campo ilusório de
interação. A rigor, não há verdadeira interação entre nativo e pesquisador ,
porquanto na utilização daquele co1no infonnante o etnólogo não cria con-
dições de efetivo “diálogo”. A relação não é dialógica. Ao passo que, trans-
fonnando esse infonnante e1n “interlocutor”, uma nova 111oda1idade de rela-
ciona1T1en to pode ( e deve) ter I ugar. 3
Essa relação dialógica, cujas conseqüências episte1nológicas, todavia,
não cabe1n aqui desenvolver, guarda pelo 1nenos u1na grande superiori-
dade sobre os procedi1nentos tradic ionais de entrevist”

O lamento

O mais difícil nesse momento é saber o que é real é o que é imaginário. Porque para questões reais ações concretas devem ser medidas. Já para as imaginárias… não morre basta.

Ontem foi como levar várias ondas pesadas na cabeça. Quando tentei respirar, uma, duas…. avalanches de angústia, males entendidos, sofrimentos.

Você cala para não explodir. Você implode por dentro. E todo edifício visto por fora é um amontoado de destroços por dentro.

Mas como diz a canção “Na medida do impossível tá dando pra se viver”.