Archive for junho, 2017

paralisado

[sex] 30 de junho de 2017

Fora temer. Mais um falta. Desobediência civil.

síndrome das pernas inquietas

[ter] 27 de junho de 2017

Bateria baixa. 10%. 22h e estou exausto. Pensando em dormir. Acordei cedo e ainda não terminei de avaliar os trabalhos…. Amanha será longo o dia. Minha cabeça dói. Ontem estava eufórico. Hoje triste e irritado. Essa história de construir autobiografias me trouxe outro olhar sobre vários alunos. Entre as poucas conversas do dia… Conversava hoje com um estudante sobre terapia, contava ele sobre suas angústias. Eu preciso também. E a minha louça toda pra lavar. Uma casa por fazer… Minha solidão e horas de burocracias. Não sou o professor que deveria e gostaria de ser. 8%. última baldeação. Penso em raspar o cabelo, a barba… Quem sabe eu mude. Me sinto patético. Sinto dor.  23h… Em casa. Vazio. Falta música.

Sobrou apenas esse tic de sorrir, piscar e dizer que tudo está bem. E as minhas pernas inquietas, enquanto mantenho meu corpo como uma pedra…

disciplina zero

[dom] 25 de junho de 2017

é assim. há dias em que a gente ganha. noutros a gente perde. perdi meu dia… minha semana. apenas bati o ponto… burocraticamente cumpri a tabela. não houve paixão ou encantamento.

é difícil segurar a onda. disciplina zero. tédio monstro. angústia cotidiana. tudo ficou pra amanhã.

mas logo mais será um dia melhor.

jeder für sich und gott gegen alle

[seg] 19 de junho de 2017

Referências… De um dia longo. As pedras dormem. Ninguém as equilibra. O frio da manhã me corta a cara. Eu me atraso pra vida. Dia pós dia cogito dexistir… Essa dor do lado esquerdo deforma meu rosto. Os ossos se movimentam. O corpo degenera por dentro. Falta pouco pra noite chegar. Mais um dia inteiro. Encerrou. O sal áspero e a espuma bruta lambem o vidro. Me envolvem como um manto. Sou a ilusão que me mira no reflexo da noite. A solidão louca dos barcos nos dias de ressaca. A solidão do homem que aprendeu poucas palavras e ainda não sabe poesia.

Ao fundo a rouquidão do mar agitado. A alegria fria das árvores em movimento. E no oco de cá dentro… O eco doutra língua: Guten morgen, Маяковский

sonata n° 3 de beethoven

[dom] 18 de junho de 2017

O feriado passou e eu não corri nada. Será uma semana pesada.

Tampouco corrigi qualquer atividade da estudantada.. Será uma semana atropelada.

das chuvas de junho

[seg] 5 de junho de 2017

Escrevi antes de te ver… Inspirado pelo curta e pelas obras de anish kapoor. Escrevi depois, mas mesmo depois ainda era antes de saber de seu novo endereço… De sua gramática, de suas canções… Você me mantém em carne viva. Saber que tens alguém… No fundo é intuir que alguém te cuida como jamais pude, sempre exausto em minha loucura.

Eu preciso não pensar demais. Estou aqui fritando por pensar demais.

 2h11 não consigo dormir… Tenho aula o dia inteiro… Preciso estar desperto as 5h30. Mais uma semana exausto. 

Até alguns dias atrás eu andava cortejando a morte… Não faz duas semanas isso. Estava submerso na rotina de pensamentos tristes e mórbidos. Me peguei sentindo raiva das pessoas… E tive um estalo… É preciso lutar. A vida está uma bosta, mas estou vivo… Preciso falar sobre isso, preciso de apoio, preciso fazer terapia… Sei que há um lapso enorme de tempo entre pensar isso e ir. Mas entre o cara que jogou a toalha e o que está apanhado há uma diferença substancial. 

E agora estou numa ansiedade monstro e amanhã numa tristeza mórbida… É preciso dosar essa porra… Sem cair na indiferença.

Me sinto castrado. Impotente. Estou nessa prisão há seis anos… Sete… 

Mas olhando atentamente… Viver nunca foi fácil. E viver só é como estar sem estar…  É estar desatado. A trama me alimenta… Os desenlaces me matam. Eu quero viver… Tecer uma trama…. Aprender a viver com esse medo. só por hoje… 

3h32  corpo cansou… Digitar nesse celular é enervante…  A chuva não para. Preciso aprender a falar/ler em inglês. 

o muro – the reflect an intimate part of the red

[sáb] 3 de junho de 2017

Não se mate. Vocês não é/são confusos. Passa por reformas. E a vida como um emaranhado de clichês… Esperar, respirar… Encontrar a ponta solta deste emaranhado, seguir a linha… Desfazer os muros, Ficar nu. Atingir a parte íntima do vermelho…

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