Archive for dezembro, 2017

old man of hoy

[qui] 28 de dezembro de 2017

maratonando… sense8, the crown, manhunt… unabomber, the get down, vikings… tudo que ficou na fila de espera.

engordando horrores.

fazendo a mudança das coisas (roupas e livros) para a casa da mãe, onde fico até março.

 

preliminar. boletim de desempenho…

[ter] 26 de dezembro de 2017

reflexões pós-natal sobre os hábitos cotidianos ao receber os parentes e amigos. mas vale para as coisas cotidianas da vida.

***

não espere de mim um mestre de cerimônias (raramente consigo ser), na maior parte do tempo com gente nova eu sou meio frio, meio idiota. demoro para chegar, para me soltar… sou um espectador.

e as vezes eu soou indiferente, gélido.  até distante.

mas para acessar uma parte significativa de mim… é preciso que o outro, ou o tempo me quebre. quebre meu gelo… me vença. me deixe nu.

no fundo é apenas uma timidez (re)inicial paralisante… é a minha parte mais entediante. eu canso, eu aborreço as pessoas.

***

ps: saiu o boletim. 51,40 (somando tudo…). há chances.

 

 

férias

[sex] 22 de dezembro de 2017

férias. apenas férias.

 

é, o trem da vida tá rapidão.

[qua] 20 de dezembro de 2017

cassete… vontade de gritar. ando muito com vontade de gritar… de dentro do meu ser emana uma energia intensa… que até tenho me cuidar para não ir além de transpassar todos e tudo ao meu redor. sinto-me uma lua cheia, um sol em expansão. longe do que era soturno de poucos meses atrás… hoje, essa semana, esse mês, eu ando querendo tanto… que até me perco. respira… tudo vai dar certo, sossega… te acalma. a trilha é longa, basta ter a paciência para contemplar e a coragem para seguir.

então ‘bora cantar alto músicas bonitinhas (ou até as tristinhas), escrever… deixar o mundo transpassar teu ser.

***

ou vai lá fora mexer nas coisas… plantar, cavar… transportar areia e terra.

***

e da playlist aleatória… surge isso aqui:

Mil Razões // Se você chega / Tudo incendeia / Põe tudo em jogo / Tudo clareia oh-oh // O sal no afago / O tris de tristeza / O sexo fogo / Sem gentileza oh-oh // E o dia em que lhe vi chorar / Não que lembrar precise / Uma represa / Não tem reprise oh-oh // O cio macio que dói / E aonde você foi / A teimosia / A poesia // Posso lhe dar mais mil razões pra te querer / Coisas que eu já nem sei o nome / Posso compor mais cem canções de amor / Pra quê? Se quando eu canto você some // O doce instinto / Deus indeciso / Eu indefeso / No teu sorriso oh-oh // O gosto atípico / E o jeito sério / Teu rosto místico / Mais um mistério // E o brilho que de ti reluz / E a tanto sóis seduz / É realeza / Não tem deslize oh-oh // Pornôs, por nós dois nús / E os clássicos céus azuis / Os tantos “ui ui uis” / Os cantos doidos e doídos que pra cada céu que é seu eu já compus // Posso lhe dar mais mil razões pra te querer / Coisas que eu já nem sei o nome / Posso compor mais cem canções de amor / Pra quê? Se quando eu canto você some (x3) /// Composição: Tiago Iorc e Dani Black

***

e da conversa da tarde com agustina…

investigar melhor o https://www.wattpad.com/library

you really think you’re in control. well, i think you’re crazy

[ter] 19 de dezembro de 2017

10h38. garoa lá fora. a casa uma bagunça… dormi mal. e há algumas poucas coisas por fechar  no professor online. youtube no modo aleátorio:

« Às vezes » por Tulipa Ruiz

Às vezes quando eu vou à Augusta / O que mais me assusta é o teu jeito de olhar / De me ignorar / Toda em tons de azul // Teu ar displicente invade meu espaço / E eu caio no laço exatamente do jeito / Um crime perfeito / It’s all right, baby blue // Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você / Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço / Até outra vez // Às vezes quando eu chego em casa / O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV / Só então eu ligo pr’ocê, descubro que já sumiu // Não sei em qual festa que eu te garimpei / Cantanto “lay mister lay”, será que foi no meu tio? / Ou em algum bar do Brasil… / Sei lá, eu fui mais de mil // Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim / E alguém passou o chapéu pra mim e gritou / É grana pra mais bebum e eu não paguei // Às vezes quando eu vou ao shopping / Escuto “Money for Nothing” e então começo a lembrar / Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou // Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda / Te peguei pelo braço e nós fomos embora / Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora // A vida é chata, mas ser platéia é pior / E que papel o meu / Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel // Às vezes quando eu vou ao centro da cidade / Evito, mas entro no mesmo bar que você / Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber // Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado / No seu ar cansado que nem mesmo me vê / Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet” // Será que não chega, já estou me repetindo / Eu vivo mentindo pra mim / Outro sim, outra “trip”, outro tchau / Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim // Às vezes eu até pego uma estrada / E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto / A face oculta da lua soprando ainda sou sua // Compositores: Gustavo Roiz Chagas e Tulipa Roiz Chagas

« Crazy » Glass Animals (cover)

 

« Crazy » Gnarls Barkley

I remember when, I remember, I remember when I lost my mind / There was something so pleasant about that place / Even your emotions had an echo / In so much space // And when you’re out there, without care / Yeah, I was out of touch / But it wasn’t because I didn’t know enough / I just knew too much // Does that make me crazy? / Does that make me crazy? / Does that make me crazy? / Possibly // And I hope that you are having the time of your life / But think twice, that’s my only advice / Come on now, who do you, who do you, who do you / Who do you think you are? / Ha, ha, ha, bless your soul / You really think you’re in control // Well, I think you’re crazy / I think you’re crazy / I think you’re crazy / Just like me // My heroes had the heart to lose their lives out on a limb / And all I remember is thinking, “I want to be like them” / Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun / And it’s no coincidence I’ve come / And I can die when I’m done // Maybe I’m crazy / Maybe you’re crazy / Maybe we’re crazy / Probably / Composição: Brian Burton / Gian Piero Reverberi / Gianfranco Reverberi / Thomas Callaway

« Cinco Minutos » Ellen Oléria, Walmir Borges e Alma Thomas (cover)

Nã, nã, nã, nã, nã, na / Pedi você / Prá esperar 5 minutos só / Você foi embora sem me atender / Não sabe o que perdeu / Pois você não viu, você não viu… / Como eu fiquei / Pedi você prá esperar 5 minutos só / Você foi embora, embora, embora / Sem me atender… / Pois você não viu… / Não sabe o que perdeu / Pois você não viu, não viu, não viu / Como eu fiquei / Dizem que foi chorando, sorrindo, cantando / Os meus amigos, meus amigos, até disseram / Que foi amando, amando / Pois você não sabe, você não sabe / E nunca, e nunca, e nunca, e nunca, / E nunca, e nunca, e nunca vai saber porque / Pois você não sabe quanto vale 5 minutos, 5 minutos na vida / Pois você não sabe e nunca vai saber porque / Pois você não sabe quanto valem 5 minutos na vida // Composição: Jorge Ben Jor

«  Tigresa » Caetano Veloso e Ney Matogrosso

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel / Uma mulher, uma beleza que me aconteceu / Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu / Me falou que o mal é bom e o bem cruel // Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu / Ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu / Que gostava de política em 1966 / E hoje dança no Frenetic Dancing Days // Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair / Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher / Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor / E espalhado muito prazer e muita dor // Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar / Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar / Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão / E a tigresa possa mais do que o leão // As garras da felina me marcaram o coração / Mas as besteiras de menina que ela disse, não / E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul / Como é bom poder tocar um instrumento // Composição: Caetano Veloso

 « Zero » Liniker
« Preciso Me Encontrar » Cartola

Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Quero assistir ao sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar / Eu quero nascer / Quero viver // Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Se alguém por mim perguntar / Diga que eu só vou voltar / Depois que me encontrar // Quero assistir ao sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar / Eu quero nascer / Quero viver // Deixe-me ir / Preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Deixe-me ir preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar / Deixe-me ir preciso andar / Vou por aí a procurar / Rir pra não chorar // Composição: Candeia

« Apenas Mais Uma de Amor » Lulu Santos e Tulipa Ruiz

Eu gosto tanto de você / Que até prefiro esconder / Deixo assim ficar / Subentendido // Como uma ideia que existe na cabeça / E não tem a menor pretensão de acontecer // Eu acho isso tão bonito / de ser abstrato, baby / A beleza é mesmo tão fugaz // É uma ideia que existe na cabeça / E não tem a menor pretensão de acontecer // Pode até parecer fraqueza / Pois que seja fraqueza então / A alegria que me dá / Isso vai sem eu dizer // Se amanhã não for nada disso / Caberá só a mim esquecer / O que eu ganho, o que eu perco / Ninguém precisa saber // Composição: Lulu Santos

« Muderno » Diego Moraes

Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro // Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro // Quando minha mãe me liga / Digo que está tudo bem / E diante da rotina / Que você nunca vem / Volto pra casa / Desarrumada / Nada tem pra fazer / Vou pra cozinha / Puto da vida / E um miojo vai bem // Eu olho muito pro céu / É que eu ando de ônibus / Bebo no copo de requeijão / Combino terno e chinelo / Gasto tudo que ganho / Com farrinha barata / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem // Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana / Não dá nem pro cheiro / Trabalho o ano inteiro / Mas a minha grana… // Composição: Diego Moraes

***

to be continued… pois agora vou por em dia, as coisas do dia.

catception

[seg] 18 de dezembro de 2017

pego por algum vórtice… não consigo escrever e publicar nada (e se avoluma a lista de coisas escritas e que ficam apenas nos rascunhos. talvez seja o número de pessoas na casa… a zoeira das coisas… o excesso de informação na cabeça… as demandas. mas hoje… vamos torcer para tudo dar certo. que os dados sejam lançados e o dia comece.

Novel by Joseph Heller.
“You’re wasting your time,” Doc Daneeka was forced to tell him.
“Can’t you ground someone’s who’s crazy?”
“Oh sure, I have to. There’s a rule saying I have to ground anyone who’s crazy.”
“Then why don’t you ground me. Ask Clevinger.”
“Clevinger? Where is Clevinger? You find Clevinger and I’ll ask him.”
“Then ask any of the others. They’ll tell you how crazy I am.”
“They’re crazy.”
“Then why don’t you ground them?”
“Why don’t they ask me to ground them?”
“Because they’re crazy, that’s why.”
“Of course they’re crazy,” Doc Daneeka replied. “I just told you they’re crazy didn’t I? And you can’t let crazy people decide whether you’re crazy or not can you?”
Yossarian looked at him soberly and tried another approach. “Is Orr crazy?”
“He sure is,” Doc Daneeka said.
“Can you ground him?”
“I sure can but first he has to ask me to. That’s part of the rule.”
“Then why doesn’t he ask you to?”
“Because he’s crazy,” Doc Daneeka said. “He has to be crazy to keep flying combat missions after all the close calls he’s had. Sure I can ground Orr. But first he has to ask me to.”
“That’s all he has to do to be grounded?”
“That’s all. Let him ask me.”
“And then you can ground him?” Yossarian asked.
“No, then I can’t ground him.”
“You mean there’s a catch?”
“Sure there is a catch,” Doc Daneeka replied. “Catch-22. Anyone who wants to get out of combat duty isn’t really crazy.”
There was only one catch and that was Catch-22, that specified that a concern for one’s own safety in the face of dangers that were real and immediate was the process of a rational mind. Orr was crazy and could be grounded. All he had to do was ask; and as soon as he did, he would no longer be crazy and would have to fly more missions. Orr would be crazy to fly more missions and sane if he didn’t, but if he was sane, he had to fly them. Yossarian was moved very deeply by the absolute simplicity of the clause of Catch-22 and let out a respectful whistle.
“That’s some catch, that Catch-22,” he observed.
“It’s the best there is,” Doc Daneeka replied.

22h00. ok. 40h/34 em sala… 17 primeiros anos dispostos assim: escola #1 -> 4 (duas manhãs, 8 aulas), 5 (duas tardes, 10 aulas), 4 (duas noites, 8 aulas) e escola #2 -> 4 (duas noites, 8 aulas). comprei microondas, forno elétrico e uma vaso sanitário. meu dedo doeu o dia inteiro… comecei mais alguns poemas… [lembrete – transcrevê-los para cá]. e o pensamento negativo do dia foi… tu fez um acordo de cavalheiro, tu devias ter batido o pé e demarcado que as 40 eram tuas. e será que essa brecha fortalece o pedido dele para “reordernar-se”? meu pensamento positivo diz… tudo vai dar certo.

madeixas… or how to run naked and directionless through the dark endless woods

[dom] 17 de dezembro de 2017

enquanto mateio,

lembro da noite, da caminhada de logo cedo pelo quintal e olho algumas fotos… dela.

e deixo as palavras escorrerem nuas e sem direção através do arvoredo noturno e denso, das folhas em branco sobre o tempo, das coisas que não sei o nome, da língua por se traduzir ou verter-se.

 

comecei mais um poema sobre a resistência, sobre as plantas que irrompem cotidianamente o chão de concreto, que brotam dos vãos, das coisas duras para existir… resistir.

ps: o título vem das coisas aleatórias que foram incorporadas na construção do poema.. que tá aqui nos rascunhos… quando ficar pronto, vomito por cá.

**

duas obras e uma performance.

Obra de Nayara Brida

A flor e a náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade,
em A Rosa do Povo

ps: parte do título é de uma obra da série “books” de Johan Deckmann

baa8acd19670b8e59e9cc69cc1742a5f

chão… resta um.

[qui] 14 de dezembro de 2017

“Esse cresceu reprimido
Aquele nasceu replicante
Um é aguado e insosso
Outro avoado e brilhante
Esse remoi o caroço
Aquele mastiga diamante
Um tá no fim do caderno
Outro dá início a leitura
Um é a fúria do inferno
Outro eterna ternura” (Seres Estranhos, Lenine)

***

o que você faz? por que você faz? e para quem você faz?

***

 

el olvido esta lleno de memoria

[qua] 13 de dezembro de 2017

6h08 notas de um dia já muito longo. desde as três finalizando diários e abrindo processos no silêncio da madrugada. e já amanhece, os pássaros denunciam isto. falta agora… neste exato instante… 108, 109, 110, 111, 112, 101, 102 e 103, sendo que as cinco primeiras são para hoje. e as três últimas para amanhã cedo.

8h50 chego na escola. não entro em sala. ajuda na conversão do vídeo de apresentação da escola ao familiares…

10h30 grazi me desafia para o resta 1. e antes do meio dia, conseguimos, numa boa parceria restar um. mari também contribui.

14h20 helen toca drexler… como seu texto é lindo, me encanta essa uruguaya… ela me fala coisas… fico até sem jeito. ela gosta de poesia também… e fala sobre sartre e beauvoir…

15h00 vamos para o gramado, sentamos em roda… conversamos…

16h30 confraternizamos. engordei uns 10 kg. cachorro quente, bolo e fanta uva.

19h10 os alunos interessaram-se com o resta um. jogamos xadrez…

21h19 volto pra casa… exausto.

22h30 chego em casa.

ainda há coisas para digitar. leio meus poemas… o cansaço me deixou meio triste. que porra de dia intenso… longo… divertido… amigável… sedutor… instigante… e no final um pouco tenso.

23h30 notas da conversa com diogo.

villa_grimaldi_cintillo notas de pontos para se visitar: http://villagrimaldi.cl/museo/

notas de leitura: O esquecimento está cheio de memória, de Mario Benedetti

***

e fechei as turmas da escola 1. agora faltam 3 turmas da escola 2. e hoje… talvez eu tenha mais clareza do meu futuro…

 

 

vestibular

[seg] 11 de dezembro de 2017

feito. agora é esperar… para ver se você não cagou a redação… se tirar 3,0 há chance. menos que isso, é corte.

Mude.
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama. Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. o novo lado,
o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer,
o novo amor. a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda!

__________________________
Poema de Edson Marques.
Declamado por Antônio Abujamra.
Programa Provocações, TV Cultura.

 

***

%d blogueiros gostam disto: