Archive for fevereiro, 2018

auto-ironia

2018, fevereiro 28, quarta-feira

notas de ontem

#é necessário desenvolver sua auto-ironia. rir de suas lacunas, suas falhas, do que lhe é deficitário… da  precariedade/provisoriedade.

#importante: cruzar os mapas/planejamentos e descobrir o itinerário.

#não se enrolar nas suas pontas soltas… para conseguir, minimamente, dar conta do que é básico. e poder ficar mais tranquilo.

#e comer melhor.

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notas de hoje…

 

exausto.

e fiz a loucura de comprar esses abaixo… esperando a amazon entregar agora.

Mas o que É Mesmo “Gramática”? – Carlos Franchi
Curso de Lingüística Geral – Ferdinand de Saussure
Linguística e Comunicação – Roman Jakobson
Signos em Rotação – Octavio Paz
O Ser e O Tempo da Poesia – Alfredo Bosi
Dialética da Colonização – Alfredo Bosi

barbanchu, tartempion et falempin

2018, fevereiro 26, segunda-feira

#notas avulsas da manhã

acordo as quatro e pouco.

cochilo até cinco e pouco.

mateio. e me vou…

sala 241, cce.

estudos gramaticais…

e literatura portuguesa.

e oito anos depois de encerrar uma etapa, retorno para academia, para iniciar outra.

a leitura de Zelota: A Vida e os Tempos de Jesus de Nazaré vai bem fluida…

há um halo solar no céu, hoje.

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os brutos também amam

2018, fevereiro 25, domingo

sessão tripla de cinema…

e não fiz os planos para semana… em algum dado momento vou pagar a conta.

estrelas além do tempologan e ghost in the shell.

referências… curto referências. e segue anotado ai, mais um filme para lista.

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e o poema que recebi de juliana, mas antes algumas pesquisas…

Pequenos Poemas em Prosa – Charles Baudelaire, Sozinho na multidão – uma análise de “As multidões”, de Charles Baudelaire de Bianca Freitas de Jesus, Charles Baudelaire: o esgrimista da modernidade, de Maria João Cantinho; e o texto abaixo extraído deste sítio aqui

As Massas (Charles Baudelaire) // “Não é dado a qualquer um tomar banho de multidão. / Gozar a massa é uma arte, e somente pode fazer, às custas do gênero humano, uma pândega de vitalidade, aquele a quem uma fada tenha insuflado no berço o gosto pelo disfarce e pela máscara, o ódio do domicílio e a paixão pela viagem. / Multidão, solidão: termos iguais e permutáveis para o poeta ativo e fecundo. / Quem não sabe povoar sua solidão, tampouco sabe estar em meio a uma massa atarefada. / O poeta goza deste incomparável privilégio de poder ser, a bel-prazer, ele próprio e outrem. / Como estas almas errantes que buscam um corpo, ele entra, quando quer, na personagem de cada um. / Somente para ele tudo está vacante; e se alguns lugares lhe parecem estar fechados, é que a seus olhos eles não valem a pena serem visitados. / O andarilho solitário e pensativo tira uma embriaguez singular desta universal comunhão. / Aquele que desposa facilmente a massa conhece gozos febris, dos quais serão eternamente privados o egoísta, trancado como um cofre, e o preguiçoso, internado como um molusco. / Ele adota como suas todas as profissões, todas as alegrias e todas as misérias que a circunstância lhe apresenta. / O que os homens denominam amor é bem pequeno, bem restrito e bem fraco, comparado com esta inefável orgia, com esta santa prostituição da alma que se dá por inteiro, poesia e caridade, ao imprevisto que se mostra, ao desconhecido que passa. / É bom ensinar, às vezes, aos felizes deste mundo, mesmo que só para humilhar por um instante seu orgulho tolo, que existem felicidades superiores às suas, mais amplas e refinadas. / Os fundadores de colônias, os pastores de povos, os padres missionários exilados no fim do mundo, decerto conhecem algo destas misteriosas embriaguezes; e, no seio da vasta família que seu gênio construiu para si, eles por vezes devem rir daqueles que se compadecem de sua sorte tão agitada e de sua vida tão casta”. / BAUDELAIRE, Charles. Pequenos Poemas em Prosa. Tradução de Dorothée de Bruchard. Introdução por Dirceu Villa. São Paulo: Hedra, 2007. 

e das referências… eu adoro referências.

De que serve falar de progresso a um mundo que se afunda numa rigidez de morte? A experiência de um mundo que estava a entrar nesse estado de rigidez encontrou-a Baudelaire fixada por Poe com uma força incomparável. Isto transformou Poe numa referência insubstituível para ele; aquele descrevia o mundo no qual a escrita e a vida de Baudelaire encontravam a sua razão de ser. Veja-se também a cabeça de Medusa em Nietzsche.

Walter Benjamin, A Modernidade, ed. Assírio e Alvim, Lisboa, 2006, p. 179.