ossos de sépia

[qui] 8 de fevereiro de 2018

SESSÃO NOTAS

7h30 nota mental #1 desafio de hoje… reverter o revés… negociei tanto que posso vir a perder seis aulas, reduzindo de 34/40 para 28/30.

7h55 nota mental #2 desafio da vida… sair no horário. e mais um dia eu vou perdendo as horas… e vou atrasado demais nessa vida… mais uma hora, mas um dia.

8h55 nota mental #3 não fui. não vou. não sei quanto há de liberdade e quanto há de prisão, mas sou um desviante, a marginalia me atrai muito mais que o status quo.

SESSÃO POESIAS

7h40 poemas colhidos pela manhã

“(…) Como então petrifico em tua frente,
mar, porém não mais digno
me creio hoje da solene advertência
do teu alento. Logo me disseste
que o diminuto fermento
do meu coração era só um momento
do teu; que em mim estava no fundo
tua arriscada lei: ser vasto e diverso
e fixo ao mesmo tempo:
e esvaziar-me assim de todo dejeto
como fazes tu que atira nas bordas
com cortiças algas astérias
os destroços do teu abismo (…)” (p.115)

*

“(…) Dissipa se o quiseres
a minha vida débil que se queixa,
como um apagador o traço
efêmero dum quadro-negro
Espero retornar ao teu círculo,
cumpra-se o meu desbarato passar.
A minha vinda era um testemunho
de ordem que na viagem esqueci,
juram fidelidade essa palavras
a um fato impossível, e o ignoram.
Mas sempre que logrei
ouvir teu doce refluxo nas margens
fui presa de um espanto
como a quem sendo falto de memória
voltasse a recordar a sua terra.
Minha lição aprendi
mais que em tua glória
manifesta, no arfar
quase que insonoro
de um desolado meio-dia dos teus;
a ti humilde me rendo. Não sou
mais que fagulha de um tirso. Bem sei:
queimar, outro não é meu significado.”

Eugenio Montale, “Mediterrâneo” In: Ossos de sépia, 2002 [1924], p. 129.

SESSÃO LINKS E CITAÇÕES OUTRAS

8h46 «As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação, nem ao menos se darão conta de que são oprimidas.» (George Orwell, em 1984)

«Ahora uno se explota a sí mismo y cree que está realizándose»

«En la orwelliana 1984 esa sociedad era consciente de que estaba siendo dominada; hoy no tenemos ni esa consciencia de dominación» (Byung-Chul Han)

«Me ha permitido percatarme de la alteridad de la tierra: la tierra tenía peso, todo lo hacía con las manos; lo digital no pesa, no huele, no opone resistencia, pasas un dedo y ya está… Es la abolición de la realidad; mi próximo libro será ese: Elogio de la tierra. El jardín secreto. La tierra es más que dígitos y números.» (Byung-Chul Han)

***

8h26 O Mar Invisível, por Simon Christen

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