Archive for março, 2018

bokeh/hiraeth

[sáb] 31 de março de 2018

ñ há foco. apenas borrões.

***

nils>> the welsh have a word. hiraeth. grief for a home you cannot return. and as a young man, i left my wife and my young son to make my living. i was on the seas for months. when i returned, nothing was the same. my son was a young lad and my wife was not the woman i had left. i sat in my own home and did not belong.

jenai>> she left you?

nils>> she didn’t need to. she was already absent. but soon i spent more and more time on the sea.

jenai>>there was nothing you could do? how is that fair?

nils>> the world is the world. you cannot fault it for not behaving as you believe it should.

***

conclui o filme de ontem. não abri nenhuma página. parte de mim foge desesperadamente para lugar nenhum.

aquilo que temo contém aquilo que preciso

[sex] 30 de março de 2018
um pouco de thor.
«aquilo que temo contém aquilo que preciso».
ou um pouco de george… e camelo, e sua banda do mar:
«Pode ser o seu tamanho
Ou o jeito que você erra
No momento em que eu te ganho
Ou no barco que te leva
Pode ser o que você quer
Ou o que eu tenho pra te dar
Uma vida inteira pra viver
Ou um só segundo pra lembrar
Um dia eu vou ficar bem
Só pra te querer mais
Onde quer que eu ande bem
Domingo é pra te dar paz»
Banda do Mar - Pode Ser / Compositor: Marcelo Camelo
***
a minha ansiedade excessiva, por vezes me leva a uma inação. cá estou eu…

o coração das trevas

[qua] 28 de março de 2018

«Fotografar pessoas é violá-las, ao vê-las como elas nunca se vêem, ao ter delas um conhecimento que elas nunca podem ter; transforma as pessoas em objetos que podem ser simbolicamente possuídos. Assim como a câmera é uma sublimação da arma, fotografar alguém é um assassinato sublimado – um assassinato brando, adequado a uma época triste e assustada. […] Quando temos medo, atiramos, mas quando ficamos nostálgicos, tiramos fotos.» Susan Sontag, On Photography.

 

sair de casa já é se aventurar… é um desafio, uma conquista… consegui ir para a aula de teoria literária… análise de édipo rei, de Sófocles.

e uma penca de referências antropológicas citadas e outras literárias… um livro ainda não lido: Heart of Darkness – Joseph Conrad

e encontrei ju, na hora do café. não votei. matei aula de estudos gramaticais. mas voltei para dormir antes de ir para as aulas da tarde. e as aulas foram boas… da tarde e da noite.

NOTAS MUSICAIS
Karina Buhr - Apenas um Rapaz Latino Americano (Som Brasil)
Madeleine Peyroux - Smile
Fiona Apple - Across The Universe

seres extraños

[ter] 27 de março de 2018

«Você vai encher os vazios com as suas peraltagens.
E algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos.»
.
— Manoel de Barros, no livro “Poesia completa”. São Paulo: Leya, 2010

hoje pensei tantas coisas… no pouco tempo em que me mantive acordado. ontem, enquanto ela falava, eu mentalizava que aquilo era o tema da aula, não era diretamente para mim, e que a minha escolha por começar a minha fala daquela forma incompreensível foi só o acaso, fruto de uma leitura equivocada do momento… de ter tentado improvisar e não ter seguido o script que eu mesmo havia preparado… mas cada fala dela era um puta soco, porque fazia sentido, eu estava me enxergando no texto, minha nudez ali… senti-me como se tivesse levando uma surra e estava nu e ensanguentado bem na frente de todos aqueles calouros, e isto ficou martelando minha cabeça… o que (e para quem, e por que e se) estou tentando provar?… qual é o meu lugar? sei que é assim quase o tempo todo… nos envolvimentos amorosos, no trabalho, na primeira e nessa segunda graduação… por que existo?

há uma vontade enorme de quedar por cá, mas isto aqui não tem peso literário. são apenas recortes, de um sujeito obscuro e fantasioso. e por falar em sujeito, um aluno, ex-aluno, hoje, fazendo cinema, me convidou para participar do filme que o grupo dele está preparando em uma disciplina, para contar alguma história minha… ser um sujeito, um dos sujeitos no filme. e bem na verdade, é o segundo convite que recebo, via ex-alunos. e alguns alunos me fazem olhar de forma diferente para mim mesmo… principalmente estes que encontro depois de um tempo, distantes do território escolar… já seguindo suas vidas noutros campos, e posso redimensionar o impacto [mútuo] causado. no fim, todo os humanos valem, e como humano, eu valho algo, muitas vezes mais do que imagino. mas o que valho? por que outros percebem coisas em mim que eu insisto em não perceber. quase sempre vejo a parte obscura… essa que dialogo todo instante… essa que está aqui… e me faz neste instante um pouco suicida, não letal (neste momento), mas moral… pensando seriamente em não ir pra aula amanhã, em dar um foda-se em tudo… e nem fiz nada que deveria ter feito (obrigatórias, ou mínimas… eram quatro: corrigir os trabalhos dos alunos, preparar o roteiro das aulas de amanhã; ler o texto para teoria literária e fazer o exercício de linguística)…eu não fiz nada. estou cansado… e ainda há toda uma quarta-feira e uma quinta-feira pela frente. e ainda sobre o quanto valho, me recordo dos papos da outra semana… no bar, eu com um puta tesão, mas me segurando… contendo meus demônios, porque o sexo, o prazer é libertador… mas eu sou uma caixa de pandora… melhor estar só, deixar fluir, seguir, aparentemente, calmo. não me machucar e nem machucar ninguém. e isto é uma das vantagens da solidão… mas como é bom expressar isto, na mesa… não abertamente esse lance do sexo, mas falar sobre outros sentimentos, como estar só, de ter medo de ir afrente nas relações (amorosas e outras), medo de voltar atrás, de ser contraditório e imperfeito, de ser frágil, ansioso…

ir se desnudando na mesa do bar é gostoso. queria beber agora, alguém?

queria sentir qual é o meu aroma?

e antes de ir dormir… porque estou cansado demais e para lembrar depois… e  estudar um pouco mais… e quem sabe aprender

***

bora montar a trilha sonora do dia:

Y empezar a ver mejor que están buscando esos seres extraños

Caetano Veloso – Um ComunistaCaetano Veloso – Milagres Do PovoBomba Estereo – Pa’ RespirarBomba Estéreo – El Alma y el CuerpoCaetano Veloso – TigresaBob Dylan – Mr Tambourine ManPerotá Chingó – Seres ExtrañosPerota Chingo – El tiempo está despuésPerota chingo – Ando Ganas;

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um sítio de livros e um cartão… minha obsessão:

Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem – Marshall McLuhan
Lógica do Sentido – Col. Estudos 35 – Gilles Deleuze
Mimesis – Col. Estudos 002 – Erich Auerbach
Cinematógrafo de Letras – Literatura , Técnica e Modernização no Brasil – Flora Süssekind
A Amiga Genial – Série Napolitana – Elena Ferrante
História de Quem Foge e Quem Fica – Elena Ferrante
Cosmos – Carl Sagan

 

***

ps: alguns notas que estavam nos rascunho

12h00 nota #1. ressaca, física e moral. estou desorientado.

tenho que sair já. tenho um monte de coisas por fazer. se não der… não deu bicho. take easy.

faltei hoje.

coletei isto – de Rupi Kaur

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e o oráculo (vênus na casa doze) está dizendo para eu sumir… e me amar.

e outra citação para fechar [ou iniciar] a jornada

«No soy pobre, soy sobrio, liviano de equipaje, vivir con lo justo para que las cosas no me roben la libertad.» Pepe Mujica

 

 

 

é segunda e já parece sexta-feira.

[seg] 26 de março de 2018

OK. 23h59. acordado faz 36h.

exausto. monte de coisas para anotar, mas não quero.

estou apenas destruído.

 

***

Texto aborda está organizando em cinco tópicos, a saber:
1. Feynman e o ensino de física na década de 50 no Brasil
2. A línguística, uma ciência.
3. As aulas de português
4. A linguística na escola: sugestões
5. A linguística na escola e o português brasileiro.

Tópico 1 – Feynman e o ensino de física na década de 50 no Brasil

Neste tópico é articulada a figura Feynman, seu engajamento no ensino e valorização da ciências e suas intervenções críticas ao ensino de física no Brasil.

Richard. P. Feynman[1918-1988], físico americano, ganhador do Nobel de Física de 1965. É apresentado como “uma pessoa extremamente aventureira e provocativa”(p.14), que “levou a sério sua missão de rejuvenescer a física no Brasil” (p.14) ao fazer a dura crítica, mencionada abaixo. Tendo um atitude engajada em relação ao conhecimento científico, sua aquisição e ensino. Nas primeiras páginas é apresentada a sua noção de que o ensino de ciências ao jovens não deve objetivar questões práticas, tecnológicas ou políticas, mas para que estes vivenciem o “prazer de saber” (p.13), e é apresentada uma definição de “ciência como um entendimento do comportamento da natureza” (p.14) e que “investigar vale a pena porque podemos entender a natureza, e a nós mesmos” (p.15).

Mas no Brasil, ele constata, quando dos cursos ministrados na década de 1950, no Centro Brasileiro de Pesquisa Física, onde este faz uma crítica à cultura escolar/universitária brasileira, e que ele chama de “uma forma inútil de propagar a educação, onde os jovens se escondem atrás de uma “máscara”, uma pseudo-superioridade, numa competição individualista, fingindo saber, se recusando ao trabalho em grupo, mais preocupados em “decorar coisas” (p.15), do que “discutir dúvidas e analisá-las” (p.15), numa posição anticientífica. Nesse sentido o “Saber” é algo diferente de apenas “dispor de definições” distantes da realidade (onde se troca palavras por outras palavras) ou apenas decoradas.

Finalizando o tópico de introdução, é apresentado o mote do texto, um paralelo da crítica que Feynman faz ao ensino de física com o ensino de linguística/gramática na escola, que será apresentada nas próximas páginas, e o engajamento e valorização do ensino científico na escola, de se pensar cientificamente sobre os fenômenos.

Tópico 2 – A línguistíca, uma ciência.
Algumas ideias são abordas neste tópico:

O que é a linguística? Há um desconhecimento geral, mesmo entre pares, sobre o que é a ciência linguística, vista por uns como o saber de muitas línguas e/ou “de todas as regras da gramática normativa” (p.17), talvez por ser uma novidade, enquanto área de conhecimento, no Brasil, introduzida “nos cursos de letras” no final da década de 1960.

de acordo com Saussure, é uma “ciência que estuda as línguas naturais, as línguas que aprendemos sem instrução formal nos primeiros anos” de vida (p.18). É uma ciência natural. E seu caráter científico evidencia-se pelas fortes ligações com a psicologia, neurologia, teoria cérebro/mente, ciência da computação, lógica/matemática.

“Por que ensinar ciência?” (p.18). Duas linhas de raciocínio são apresentadas:
a) os argumentos de utilidade e de relevância social, ambos apontam para algo prático e util, para aplicações tecnológicas, que no caso, desembocam numa visão de que a linguística serve para “melhorar o desempenho da escrita e da leitura ou construir máquinas de tradução” (p.19); este mesmo raciocínio tem uma visão equivocada sobre o ensino da linguística, como se este pudesse ser empregado “no ensino da língua materna” (p.20). Equivocada porque além de utilitarista, ignora que uma “criança quando chega à escola, já têm pleno domínio da sua língua materna (…) a escola não ensina língua materna porque não há o que ensinar” (p.20)

b) “A ciência serve para nos deslumbrarmos com a natureza” (p. 20); pelo prazer de descobrirmos as coisas, mas é necessário empenho e tempo, estudar é uma tarefa árdua e necessária. “Mesmo numa ciência tão nova quanto à línguística, há um acúmulo de conhecimento e de técnicas que precisam ser aprendidos, e isso não é fácil” (p.20). E quanto ao ensino, “a linguística tem uma função, (…) ensinar uma segunda língua, a língua escrita (…) outra língua, com outra gramática p. 20)

Tópico 3 – As aulas de português

Apresenta um quadro (dados do PISA, ENEM, Provão com professores) das útimas décadas, sobre o domínio da língua escrita e da leitura no Brasil, que concordam com o diagnóstico de Feynman, nos anos 1950. “O fracasso das aulas de português no ensino médio e fundamental aparece também, como já dissemos, na nossa prática no ensino superior” (p. 21). Há uma falta de “familiaridade com a construção de argumentos, com o levantamento de hipóteses e conclusões” (p. 21). O problema em si não é a falta de adequação à norma culta e o domínio do sistema ortográfico, mas é linguístico, “os alunos que chegam à universidade têm um domínio de escrita e leitura abaixo do esperado: eles não sabem analisar e construir textos, argumentativos ou não, mesmo quando dominam o sistema ortográfico vigente” (p. 21). Eles são capazes de citar nomeclaturas da gramática tradicional, mas são incapazes de entender e identificar que se trata de uma metalinguagem e ao que ela se refere. (p22). “São incapazes de refletir sobre m fenômeno como a língua” (p. 22).

exemplo: acordo ortográfico
(a) cai o acento dos ditongos abertos das palavras paroxítonas.
“<ideia> e não mais <idéia>. poucas pessoas conseguem entender a regra, pois deconhecem os termos técnicos empregados (metalinguagem) e os poucos que entendem a regra têm dificuldade em aplicá-la porque, como bem identificou Feynmen, trocam o termo técnico por outras palavras, sem entender o que o conceito abarca, ou seja, não adianta saber que ‘paroxítonas’ são palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba se não soubermos aplicar o conceito, sem sabermos como ele foi instaurado e qual” (p.22) é o seu propósito – Aprender sem saber, para usar as palavras de Feynman. (p.23) Fora o aspecto comercial, isto demonstra a nos insegurança em relação à língua escrita.
O desafio é como apropriar-se do conceito de forma científica e não normativa?
“o ponto é: essa metalinguagem não pode ser aprendida como uma lista a ser decorada; ela precisa ser (re)inventada, o aluno precisa construir, descontruir e reconstruir essa metalinguagem para poder se apoderar dela.

Outro problema levantado: PCN e sua visao instrumental da gramática, onde a gramática normativa é vista como pronta e intocável, aplicável, exclusivo, ao texto escrito, numa visão anticientífica e pior, gera, pré-conceitos (p.23)

PROBLEMAS GRAVES
(i) a gramática normativa versa sobre a língua que não é a nossa (escrita) (…) O problema é o professor simplesmente não se dar conta que o aluno está aprendendo uma segunda língua, e para piorar, avalia como errada a língua do aluno, que não é a língua que ele (o professor) mesmo fala. (p.24)
(ii) a visão de língua perpetuada por esse tipo de gramática não contribui para um entendimento científico da linguagem humana – A linguística ao por a língua sob o foco naturalista pode contribuir para mudar esses estado de coisas. olhar científico permite entender a língua que falamos (e que somos) para aprendermos outras línguas. Essa visão naturalista nos dá ferramentas para entendermos as coisas, no caso, a língua, livre de preconceitos e imposições normativas. (p.26)
(iii) a gramática normativa está empreendada de preconceitos linguísticos – “nao há língua errada”. cientistas não ditam como a natureza deve ser, eles investigam como a natureza é. Mito da “língua errada”/”língua se deterioram”. Além do mito há questões de ordem ideológica: a língua do dominador é sempre a língua correta. (p.25) cícero, 50 a.c.
engendra um complexo de inferioridade em relação ao portuguÊs brasileiro (p.25)

Tópico 4 – A linguística na escola: sugestões

A linguagem é uma marca humana.
É um objeto natural e podemos estudá-la como tal. (p.27)
A linguística permite que as aulas de PTG tenham um direcionamento totalmente diferente do que normalmente vemos – que o professor se liberte da prisão de ter uma unica função que é ensinar a escrever e a ler

QUESTÕES
Como a linguagem surgiu nos humanos?
Quando ela surgiu?
Como sabemos isso?
Por que sabemos que não há linguagem em outros animais (embora eles tenham sistemas de comunicação)?
O que nos diferencia deles?
Como as crianças aprendem uma língua?
Como é a língua de sinais?
E as línguas inventadas, não apenas o Esperanto, mas o Klingon, o Dothraki e as línguas usadas em filmes, por que elas não são línguas naturais?
Como sabemos que a linguagem tem um componente inato?
Como surgiu o português brasileiro?
Como é o português brasileiro?

e as ideológicas…
Por achamos errado dizer ‘os meninos saiu’ e achamos normal o inglês ‘the boys left’?
o que faz de uma palavra um ‘palavrão’?
Por que alguns sotaques são considerados mais ‘bonitos’ e ‘corretos’ do que outros?

UMA CONTRIBUIÇÃO DA LINGUÍSTICA É NOS DEVOLVER A NOSSA LÍNGUA – para superarmos nosso complexo, e sobretudo INSTAURAR A REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE UM OBJETO DE ESTUDO QUE ESTÁ DISPONÍVEL PARA A ANÁLISE CIENTÍFICA. (p. 27)

O caso Maya Honda e Wayne O’Neil, o uso da língua para o ensino do raciocínio científico (p.27)
os alunos ‘fazendo o papel de linguistas’, desenvolvendo uma empreitada científica real.

A escola não pode ser um lugar de repressão, ainda mais com relação à língua, que é algo tão íntimo e tão cara à identidade pessoal e como grupo. (p.29)

ITEM 5. P.29. A linguistica na escola e o português brasileiro.

Ensinar o aluno a construir uma gramática usando o método científico (observar os dados, formular hipóteses, testá-las, refutá-las e assim construir a metalinguagem.

ex. ‘O João, beijo Maria’. Separa o sujeito do seu predicado com vírgula. é um erro, mas usá-lo como um dado na construção da gramática, não como algo a ser evitado. pois o aluno está operando um transplante da língua oral para a língua escrita. AUTOPERCEPÇÃO, SÃO LÍNGUAS DISTINTAS, COM GRAMÁTICAS DISTINTAS. p.30.

Nota que se trata de construir gramáticas; não é ensinar gramática, nem aplicar a gramática ao texto escrito. Esse texto exige um olhar crítico e a consciência sobre diferentes regras, diferentes gramáticas. Ele permite que as questões da escrita ganhem uma nova perspectiva: entender a gramática da escrita.

p.30 SINGULAR NU – nos diferencia de todas as outras língias românicas.
dificuldade dos professores inumerarem algumas caraterísticas do português brasileiro. “a concordância nominal obrigatória só no primeiro termo – (1) o meninos saiu (agramatical) – e a concordância verbal está tornando a presença do sujeito obrigatória”. “eu sai”, “você/ele/a gente/vocês/eles saiu”

p.31 “Quando pensamos em pôr a linguística na sala de aula – enquanto ciência – e acionar o nosso conhecimento linguístico para entender o português brasileiro, que é afinal a língua que falamos, julgamos que um dos aspectos mais importantes é restaurar o fascínio pela língua que falamos”. remete ao léxico “puta”. refletir a língua e suas sistematicidades.

Questões para entender a linguagem humana. -> como pontapé para vários tipos de atividades e converss: por que alguns grupos usam uma linguagem marcada? quais grupos usam esse item? Ele é usado no português europeu? como surgiu esse uso? De onde vem a palavra ‘puta’? Quais são as diferentes funções desse item na língua de quem o utiliza? qual é a metalinguagem que precisamos para descrever seus usos? p. 32/33
[Exemplo PUTA] P. 32. (a) puta como predicado nominal. ex.: médica/puta. (b) puta como interjeição. ex.: puts/puta. (c) intensificador (próximo ao adverbio muito). ex.: (6) esse é um puta (operando com advérbio) filme chato. (8) esse é um puta filme. “há algum outra palavra que faça isso, avaliar qualitativamente sem ser um adjetivo”. p.33

Exemplo do trabalho na escola. Potencializar no estudante os aspectos INVESTIGATIVO -> ANALÍTICO -> CONSTRUIR GRAMÁTICA. Hoje temos o processo que é EXPOSITIVO -> NORMATIVO > DECORA. P.34

“Não se trata de trazer a Linguística para ensinar a língua materna” (porque ela é inata, o aluno já domina), “mas para Oferecer um olhar científico sobre a nossa língua materna, para encará-la como um objeto natural, merecedor de um estudo sistemático e com ela construir uma gramática. p.34

[ corpora? ] qual é a regra (código de escrita) por trás de uma forma linguística? Exemplos: Num/não. O internetês. p.35
palavrões / puta

“Ensinar quanto a linguagem humana é fascinante, complexa e divertida. Usar isto como mote para arquitetar um ensino sobre a língua.” p.36
“A gramática não é algo dado, é uma construção (uma teoria) que realizamos para entender um objeto natural” p.36
“a Linguística pode e deve entrar na sala de aula, não para ensinar a ler e escrever, mas para das aos alunos um óculos naturalista com o qual olhar para a língua e assim nos libertar da gramática (que não é nossa, nem do aluno e nem do professor – ver NOLL)
“Não é função da linguística ensinar norma culta ou ler e escrever, mas despertar o interesse para a nossa língua, para as línguas naturais. E a reflexão crítica sobre essas línguas terá, acreditamos, reflexos positivos não apenas na leitura e escrita, mas na nossa identidade (DESDOBRAR/desfazer – a dignidade do indivíduo, o complexo de inferioridade, miopia no que ensinar). p.36

we dont deserve love

[dom] 25 de março de 2018

ok. depois de me arrastar durante os últimos dois dias e meio… são oito e quarenta da noite, faltam ainda cinco páginas para finalizar o texto de linguística que apresentarei amanhã cedo. terminarei… se eu não me perder por aqui!?!

mas os textos de literatura (brasileira e portuguesa) vão passar batido, e as aulas de amanhã… vou rascunhar pela tarde. ainda não fiz o plano de ensino das aulas de sociologia e estou seriamente pensando em jogar a toalha em literatura brasileira.

okay, nada de novo no front.

***

Arcade Fire - We Don't Deserve Love

Keep both eyes on the road tonight
‘Cause I’m driving home to you
A terrible song on the radio
Baby, what else is new?

You don’t want to talk
You don’t want to touch
You don’t even wanna watch TV
You say I can’t see the forest for the trees
So burn it all down, and bring the ashes to me

Keep both eyes on the road tonight
‘Cause God knows where I’ve been
Officer please, don’t check my breath
That ain’t my only sin

You don’t want to talk
You don’t want to touch
You don’t even wanna watch TV
If you can’t see the forest for the trees
Just burn it all down, and bring the ashes to me

Keep you waiting, hour after hour
Every night, in your lonely tower
Looking down at all the wreckage
When we met, you’d never expect this
And you said, maybe we don’t deserve love
Maybe we don’t deserve love
Maybe we don’t deserve love
We don’t deserve
We don’t deserve love
Maybe we don’t deserve love

Keep both eyes on the road tonight
‘Cause I’m driving home to you
A terrible song on the radio
Baby, what else is new?
Been hiding my scars in broad daylight bars
Behind laugh tracks on TV
If you can’t see the forest for the trees
Just burn it all down, and bring the ashes to me

Keep you waiting, hour after hour
Every night, in your lonely tower
Looking down at all the wreckage
When we met you’d never expect this
And you say, maybe we don’t deserve love
Keep you waiting, hour after hour
Every night, in your lonely tower
Looking down at all the wreckage
When we met you’d never expect this
And you say, maybe we don’t deserve love
Maybe we don’t deserve love
Maybe we don’t deserve love
We don’t deserve
We don’t deserve love
(We don’t deserve love)

Mary, roll away the stone
The men that you love
Always leave you alone
Well go on Mary
Roll away the stone
The men you love always leave you alone
You hear your mother screaming
You hear your daddy shout
You try to figure it out
You never figure it out
Your mother’s screaming
That you don’t deserve love
If you don’t deserve love
And if I don’t deserve love
Could we deserve?
Come down off your cross
And tell me!
It’s always the Christ-types
Mary, roll away the stone
The one that you love
Is gonna leave you alone
Particularly the Christ-types
Mary, roll away the stone
The one you love
Always leave you alone
It’s always the Christ-types
You’re waiting on

 

***

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quadro verde

[sáb] 24 de março de 2018

#1770 (é esse…)

Mas alguém, algum ser humano,
poderá escalar o céu?
Mas alguém, algum ser humano,
poderá vencer a morte?
Só os deuses vivem eternamente
ao lado do glorioso Shamash
Nós, homens – pobres mortais
Temos nossos dias bem contados
Só podemos falar vento
Só podemos agir vento
Só podemos empreender ventos!
(Gilgamesh)

 

«Daqui de dentro o sol é pouco Eu berro Pinturas velhas não renovam mais Meu ar Vem me acalma Traz os discos Fica O que eu preciso é me esquecer Me conta mais de você Esse sorriso é grande ajuda Fica Estende o braço e me aponta Pra onde eu vou (…)» Rubel. Quadro Verde.

***

112 palavras. Salvo há poucos segundos.

i’m checkin’ trouble, sure movin’ down the line

[sex] 23 de março de 2018

passei o começo do ano calculando tanto e já na segunda semana de escola/universidade… eu já perdi completamente o controle dos planos, de mim… e essa é a primeira janela maior, com certo fôlego, onde eu deveria conseguir por as tantas pendências em dia, mas tudo o que eu queria é agora é…

jogar conversa fora e sentir um pouco de prazer.

mas vou ficar aqui, penitente, me zerar. e não aprofundar as minhas contradições.

três canções:

SOBRIEDADE

(Dado Villa-Lobos | Nenung) Eu estava sóbrio de vinho Talvez andasse seco demais Pra me achar pelo caminho Pra me guiar só pelos sinais E te vi só dessa vez como jamais havia visto A sua força sem limites se tornando seu sorriso Não, nada demais Sim: tudo o que há se fez sentido Não, nada a temer Além de viver sem saber disso (As palavras na garrafa) as palavras na garrafa Vem e vão se embaralhar A lembrança da esperança Que vemos evaporar Hoje em dia se dependo que não seja tanto de ti Pra que possa viver livre, irmos juntos por queremos ir Ficar juntos, irmos juntos… Só por querermos ir Só dentro de mim é que equilíbrio o caos do mundo Tanto a perguntar, tanto a saber, é tudo o que há… Tanto a perguntar, tanto a viver, é tudo o que há Eu sóbrio demais, eu sonho demais, Eu quero achar, sentindo se há Nós seres mortais, teus gestos finais vão te definir… De frente pro infinito No centro do caos…

TROUBLE MAN

(Marvin Gaye – Trouble Man Soundtrack 1972) I come up hard, baby, but now I’m cool / I didn’t make it sugar, playing by the rules / I come up hard, baby, but now I’m fine / I’m checking trouble, sure moving down the line / I come up hard, baby, but that’s OK / Because Trouble Man don’t get in my way / I come up hard, baby / I’ve been for real, baby / Going to keep moving, going to roll to town / I come up hard, come on, get down / There’s only three things that’s for sure: / Taxes, death and trouble / This I know, baby, this I know, child / Yeah, let the sweat through you, baby / Got me singing, yeah, yeah, ooh / I come up hard, baby, I had to fight / Took him on madness with all my might / I come up hard, I had to win / Then start all over and then again / I come up hard, but that’s OK / Because Trouble Man don’t get in my way / I’ve heard some places and I’ve seen some faces / I’ve never had tensions, I give my directions / When people say; that’s OK, they don’t bother me / I’m ready to make it, don’t care about the weather / Don’t care about no trouble, got myself together / No laughing, no crying, protection’s all around me / I come up hard, baby / I’ve been for real, baby / With the Trouble Man / Moving, going tight / I come up hard, come on, get down / There’s only three things for sure: / Taxes, death and trouble / This I know, baby / This I know, baby / Hey now, let it sweat, baby / I come up hard, but now I’m cool / I didn’t make it, baby, playing by the rules / I’ve come of heart, baby, but now I’m fine / I’m checking trouble, sure, hey, moving down the line

POR UNA CABEZA

(Carlos Gardel y Alfredo Le Pera) Por una cabeza de un noble potrillo que justo en la raya afloja al llegar, y que al regresar parece decir: No olvidés, hermano, vos sabés, no hay que jugar. Por una cabeza, metejón de un día de aquella coqueta y risueña mujer, que al jurar sonriendo el amor que está mintiendo, quema en una hoguera todo mi querer. Por una cabeza, todas las locuras. Su boca que besa, borra la tristeza, calma la amargura. Por una cabeza, si ella me olvida qué importa perderme mil veces la vida, para qué vivir. Cuántos desengaños, por una cabeza. Yo juré mil veces, no vuelvo a insistir. Pero si un mirar me hiere al pasar, su boca de fuego otra vez quiero besar. Basta de carreras, se acabó la timba. ¡Un final reñido yo no vuelvo a ver! Pero si algún pingo llega a ser fija el domingo, yo me juego entero. ¡Qué le voy a hacer..!

a lembrança da esperança que vemos evaporar

[qui] 22 de março de 2018

sabe quando você lê o texto… e ouve a voz da pessoa na sua mente, como se ela estivesse falando aquelas palavras. com alguns textos sinto isto.

cortei a barba.

e antes que a cabeça vá longe demais, e minha solidão veja coisas…

faça o básico, cuida da saúde.

***

onde, no final da tarde, indo pra escola, e um cara, no meio da rua, com sua máquina na mão, até o último segundo, antes do ônibus passar, manteve-se focado, e deu um shot… clicou o sol, poente. e eu não me contive… papel e caneta e o desejo de escrever uns versos sobre aquele sol… e fotografar do meu jeito.

splash e espelho / o sol desabou por inteiro / no mar vermelho.

ou

maré cheia vaga / a gota dourada / explodiu no horizonte.

ou

sol (des)encarnado / no ápice da onda / borrões de fogo.

Praia de Sambaqui, Florianópolis.

***

e agora um pouco de dado, que confesso, não conhecia. (do cd O PASSO DO COLAPSO)

COLAPSO

(Dado Villa-Lobos | China | Jr. Black) Vou derreter o chão Descer o morro Minhas lágrimas são como fogo Do chão ao céu Do sangue ao pó Sob a calma de um silêncio Ensurdecer Eu sou a força e o que move o desejo dos deuses Eu sou O espelho da assombração. Vou sedar o riso de tanta gente Paralisar a vontade do ser Lhe acordar no feitiço de um sonho Dizendo uma verdade absoluta Que eu sou a força e o que move o desejo dos deuses Eu sou O espelho da assombração. Que eu sou o mar que engoliu a cidade E o reino de deus O parágrafo da conclusão. Vou me deitar no chão da sua calçada, eu vou Descer com a última estrela do céu. Nada ficará pra sempre como antes, eu sei.

BELEZA AMERICANA

(Laufer | Fausto Fawcett) Virgens suicidas em cidade centro-oeste Estranha Nova York, urbano Armagedon Apache, faroeste, comanche Casais fugitivos em estradas desertas, Moicanos e beatniks Casais fugitivos Bonnie and Clyde Virgens suicidas em cidade centro-oeste Italiana Nova York, gangster irlandesa black Jovens milionários da web, lua subúrbio da Nasa Uma garota filha de chinês com americana Vai me guiando Uma garota sino-americana num vestidinho oriental típico Vai me guiando e marrenta me dizendo: – foi mal, mas eu sou duplamente imperial Vai me guiando por enigmáticas Paris-Texas Por estravagantes Paris Hilton Vai me guiando por pesadelos, paraísos Abismos da vertigem americana Primitiva e industrial, cinema do poder mundial Beleza americana beleza Mande um beijo pra Las Vegas, Hollywood como vai Montanhas rochosas, encruzilhadas de New Orleans Grand Canyon CSI, FBI

[ps> engraçado que ao ouvir… veio-me a memória esse vídeo aqui> Análise do texto “A Promessa” do livro de C. Wright Mills, A Imaginação Sociológica.

e do JARDIM DE CACTUS

LUZ E MISTÉRIO

(Beto Guedes | Caetano Veloso) Oh! Meu grande bem / Pudesse eu ver a estrada /  Pudesse eu ter / A rota certa que levasse até / Dentro de ti // Oh! meu grande bem / Só vejo pistas falsas / É sempre assim / Cada picada aberta me tem mais / Fechado em mim // És um luar / Ao mesmo tempo luz e mistério / Como encontrar / A chave desse teu riso sério // Doçura de luz / Amargo e sombra escura / Procuro em vão / Banhar-me em ti / E poder decifrar teu coração // És um luar / Ao mesmo tempo luz e mistério / Como encontrar / A chave desse teu riso sério // Oh grande mistério, meu bem, doce luz / Abrir as portas desse império teu / E ser feliz

DIAMANTE

Hoje em dia sei que um simples dia É tão belo quanto um diamante Som nas ruas, ouvidos despertos Vento e música e árvores dançantes Faz um tempo, eu aguardava tudo Para um dia especial distante Fui ficando mais calado e mudo Até sacar que o futuro é uma meta flutuante Dê sua mão, venha até mim Com o seu corpo e seu coração Que é brilhante, claro e belo Hoje vejo claro, é claro que te quero Hoje lembro e sinto saudades de nada Vi o que vi, fiz o que fiz, Paguei o preço por ter tido a lição O tempo é um professor sem pressa, mas é exigente E chega a hora de tornar o agir Ficar mais claro, forte e inteligente.

 

 

ainda esperando godot

[qua] 21 de março de 2018

os milésimos… os segundos… os minutos… as horas vão se avolumando. e sono é tanto.

5h47


«sempre achando alguma coisa para vivermos». p. 104.

referências na aula de teoria literária>>
uma vela para dario – dalton trevisan
o erotismo – george bataille
vida – paulo leminski
casa grande e senzala – gilberto freyre
zero – ignácio de loyola brandão

8h50

seminário definido:

Feynman, a linguística e a curiosidade. Renato Miguel Basso e Roberta Pires de Oliveira. Matraga, rio de janeiro, v.19 n.30, jan./jun. 2012

11h45


essa é a canção que será cantada por nós professores… no dia da família

George Harrison – Here comes the sun

Here comes the sun (doo doo doo doo) / Here comes the sun, and I say / It’s all right / Little darling, it’s been a long cold lonely winter / Little darling, it feels like years since it’s been here / Here comes the sun / Here comes the sun, and I say / It’s all right / Little darling, the smiles returning to the faces / Little darling, it seems like years since it’s been here / Here comes the sun / Here comes the sun, and I say / It’s all right / Sun, sun, sun, here it comes / Sun, sun, sun, here it comes / Sun, sun, sun, here it comes / Sun, sun, sun, here it comes / Sun, sun, sun, here it comes / Little darling, I feel that ice is slowly melting / Little darling, it seems like years since it’s been clear / Here comes the sun / Here comes the sun, and I say / It’s all right / Here comes the sun / Here comes the sun, and I say / It’s all right / It’s all right

13h45


e essa… porque tenho um fone de ouvido… e posso ouvir música quando retorno para casa, depois das aulas da noite.

Jorge Drexler – Aquiles por su talon es Aquiles

Se es lo que se es / lo que siempre se ha sido / Se siente lo que se siente / en el centro del centro silente / tenga o no tenga evidente sentido / Y rara vez se es tal y como se quiere / se llora lo que se llora / uno no elige de quien se enamora / ni elige qué cosas a uno lo hieren / Y en lo más sutil de los cuerpos sutiles / lejos de la noria de causas y efectos / se tiene el corazón que se trae por defecto / así como Aquiles, por su talón, es Aquiles / La sed, aquella sed / la que el agua no cura / La cruz de un presentimiento / que nos suelta hacia los cuatro vientos / con el mandamiento de buscar a oscuras / Y en lo más sutil de los cuerpos sutiles / lejos de la noria de causas y efectos / se tiene el corazón que se trae por defecto / así como Aquiles, por su talón, es Aquiles / Se es lo que se es

22h20

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