Archive for abril, 2018

titônia

[seg] 30 de abril de 2018

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O girassol-mexicano também conhecido como mão-de-deus, titônia, boldo-japonês, flor do amazonas e margaridão amarelo

***

O Girassol / Ira! / Tento me erguer / Às próprias custas / E caio sempre nos seus braços / Um pobre diabo é o que sou / Um girassol sem sol / Um navio sem direção / Apenas a lembrança / Do seu sermão / Você é meu sol / Um metro e sessenta e cinco de sol / E quase o ano inteiro / Os dias foram noites / Noites para mim / Meu sorriso se foi / Minha canção também / Eu jurei por Deus / Não morrer por amor / E continuar a viver / Como eu sou um girassol / Você é meu sol / Eu tento me erguer / Às próprias custas / E caio sempre nos seus braços / Um pobre diabo é o que sou / Um girassol sem sol / Um navio sem direção / Apenas a lembrança / Do seu sermão / Morro de amor e vivo por aí / Nenhum santo tem pena de mim / Sou agora um frágil cristal / Um pobre diabo / Que não sabe esquecer / Que não sabe esquecer / Como eu sou um girassol / Você é meu sol / Composição: Edgard Scandurra

poema de helena lanari

[dom] 29 de abril de 2018

das aulas de literatura e poesia:

poema de helena lanari

Gosto de ouvir o português do Brasil
Onde as palavras recuperam sua substância total
Concretas como fruto nítidas como pássaros
Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas
Sem perder sequer um quinto de vogal

Quando Helena Lanari dizia o «coqueiro»
O coqueiro ficava muito mais vegetal.

Sophia de Mello Breyner Andresen
In Geografia, 1.ª edição, Lisboa, Edições Ática, 1967
e pesquisando… encontro isto: Os versos falados de Sophia, por Eucanaã Ferraz 
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e a série do dia: Poldark

Poldark – Demelza’s Song

I’d pluck a fair rose for my love / I’d pluck a red rose blowing / Love’s in my heart / A-trying so to prove / What your heart’s knowing. / I’d pluck a finger on a thorn / I’d pluck a finger bleeding / Red is my heart / Wounded and forlorn / And your heart needing. / I’d hold a finger to my tongue / I’d hold a finger waiting / My heart is sore / Until it joins in song / Wi’ your heart mating.

***

não fotografei o girassol. não sai de casa… almocei com meu pai, ele contou estórias de sua infância e adolescência. foi bonito. são raros os momentos… esses momentos. e como sempre… a tarde foi linda… olhando tudo aqui de cima, esse azul, esse mar, esses barcos, esse horizonte…  e poente, esse céu rosa e púrpura esvaecendo… indo do azul cobre até o indico… quase negro.

wǔ (五)

[sáb] 28 de abril de 2018

The Rolling Stones – Sympathy For The Devil // Please allow me to introduce myself / I’m a man of wealth and taste / I’ve been around for a long, long year / Stole many a man’s soul to waste / And I was ‘round when Jesus Christ / Had his moment of doubt and pain / Made damn sure that Pilate / Washed his hands and sealed his fate / Pleased to meet you / Hope you guess my name / But what’s puzzling you / Is the nature of my game / I stuck around St. Petersburg / When I saw it was a time for a change / Killed the czar and his ministers / Anastasia screamed in vain / I rode a tank / Held a general’s rank / When the blitzkrieg raged / And the bodies stank / Pleased to meet you / Hope you guess my name, oh yeah / Ah, what’s puzzling you / Is the nature of my game, oh yeah / (Woo woo, woo woo) / I watched with glee / While your kings and queens / Fought for ten decades / For the gods they made / (Woo woo, woo woo) / I shouted out, / “Who killed the Kennedys?” / When after all / It was you and me / (Who who, who who) / Let me please introduce myself / I’m a man of wealth and taste / And I laid traps for troubadours / Who get killed before they reached Bombay / (Woo woo, who who) / Pleased to meet you / Hope you guessed my name, oh yeah / (Who who) / But what’s puzzling you / Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby / (Who who, who who) / Pleased to meet you / Hope you guessed my name, oh yeah / But what’s confusing you / Is just the nature of my game / (Woo woo, who who) / Just as every cop is a criminal / And all the sinners saints / As heads is tails / Just call me Lucifer / ‘Cause I’m in need of some restraint / (Who who, who who) / So if you meet me / Have some courtesy / Have some sympathy, and some taste / (Woo woo) / Use all your well-learned politesse / Or I’ll lay your soul to waste, mm yeah / (Woo woo, woo woo) / Pleased to meet you / Hope you guessed my name, mm yeah / (Who who) / But what’s puzzling you / Is the nature of my game, mm mean it, get down / (Woo woo, woo woo) / Woo, who / Oh yeah, get on down / Oh yeah / Oh yeah! / (Woo woo) / Tell me baby, what’s my name / Tell me honey, can ya guess my name / Tell me baby, what’s my name / I tell you one time, you’re to blame / Oh, who / Woo, woo / Woo, who / Woo, woo / Woo, who, who / Woo, who, who / Oh, yeah / What’s my name / Tell me, baby, what’s my name / Tell me, sweetie, what’s my name / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Woo, who, who / Oh, yeah / Woo woo / Woo woo // Compositores: Keith Richards e Mick Jagger

Francisco Tárrega – Capricho árabe

Alice Coltrane – Turiya e Ramakrishna

Claude Debussy – Rêverie

Silva – É Preciso Dizer // É preciso dizer / Quando olhas assim / Uma coisa me atropela / Dentro o peito / Como é que se faz / Elevado do chão / Eu flutuo nessa coisa / Do teu jeito / Era noite, já foi / Quase o dia passou / Eu me perco nessas horas / Que te vejo / Deixa ser como é / Tu fizeste outro mar / O oceano dessas coisas / Que desejo / Faz sentido, já é / Essa forma de ver / Sabes bem me manter / Sabes como chegar / Esse mar já deu pé / Nem preciso dizer / Amanhã há de ser / Nosso filme a passar // Compositores: Lucas Souza e Lucio Souza

Silva – Ainda Lembro // Ainda lembro o que passou / Eu, você, em qualquer lugar / Dizendo “aonde você for eu vou” / E quando perguntei / Ouvi você dizer / Que eu era tudo / O que você sempre quis / Mesmo triste eu ‘tava feliz / E acabei acreditando em ilusões / Eu nem pensava em ter / Que esquecer você / Agora vem você dizer / “Amor, eu errei com você / E só assim pude entender / Que o grande mal que eu fiz / Foi a mim mesmo” / Vem você dizer / “Amor, eu não pude evitar” / E eu te dizendo / “Ligue o som / E apaga a luz” / ‘Inda lembro o que passou / Eu, você, em qualquer lugar / Dizendo “aonde você for eu vou” / E quando perguntei / Ouvi você dizer / Que eu era tudo / O que você sempre quis / Mesmo triste eu ‘tava feliz / E acabei acreditando em ilusões / E eu nem pensava em ter / Que esquecer você / Agora vem você dizer / “Amor, eu errei com você / E só assim pude entender / Que o grande mal que eu fiz / Foi a mim mesmo” / Vem você dizer / “Amor, eu não pude evitar” / E eu te dizendo / “Ligue o som / E apaga a luz” // Compositores: Jose Fernando Gomes Dos Reis e Marisa De Azevedo Monte

Silva – Imergir // Fiquei a ver navios / No mar do seu jardim / Foi bem melhor a brisa / Do que pensei que iria ser / Navios dizem recomeço / Do mar ninguém chegou ao fim / Eu vou deixar seu nome imergir / Você tem seus motivos / E os cacos no jardim / Não vou tentar juntá-los / Melhor deixar o mar varrer / Navios dizem recomeço / Do mar ninguém chegou ao fim / Eu vou deixar seu nome imergir / Aah, aah, aah aah / Aah, aah, aah aah / Aah, aah, aah aah / Cartas, imergi-las / Fotos, imergi-las / Datas, imergi-las / Discos, imergi-los / Livros, imergi-los / Beijos, imergi-los / Rastros, imergi-los / Pro seu fim / Cartas, imergi-las / Fotos, imergi-las / Datas, imergi-las / Discos, imergi-los / Livros, imergi-los / Beijos, imergi-los / Rastros, imergi-los / Pro seu fim // Compositores: Lucas Souza e Lucio Souza

Silva – Infinito Particular // Eis o melhor e o pior de mim / O meu termômetro, o meu quilate / Vem, cara, me retrate / Não é impossível / Eu não sou difícil de ler / Faça sua parte / Eu sou daqui, eu não sou de Marte / Vem, cara, me repara / Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim / Só não se perca ao entrar / No meu infinito particular / Em alguns instantes / Sou pequenina e também gigante / Vem, cara, se declara / O mundo é portátil / Pra quem não tem nada a esconder / Olha minha cara / É só mistério, não tem segredo / Vem cá, não tenha medo / A água é potável / Daqui você pode beber / Só não se perca ao entrar / No meu infinito particular // Composição: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte

Silva – Beija Eu // Seja eu! / Seja eu! / Deixa que eu seja eu / E aceita / O que seja seu / Então deita e aceita eu / Molha eu! / Seca eu! / Deixa que eu seja o céu / E receba / O que seja seu / Anoiteça e amanheça eu / Beija eu! / Beija eu! / Beija eu, me beija / Deixa / O que seja ser / Então beba e receba / Meu corpo no seu / Corpo eu, no meu corpo / Deixa! / Eu me deixo / Anoiteça e amanheça (ah ah ah ah ah ah ah) / Seja eu! / Seja eu! / Deixa que eu seja eu / E aceita / O que seja seu / Então deita e aceita eu / Molha eu! / Seca eu! / Deixa que eu seja o céu / E receba / O que seja seu / Anoiteça e amanheça eu / Beija eu! / Beija eu! / Beija eu, me beija / Deixa / O que seja ser / Então beba e receba / Meu corpo no seu / Corpo eu, no meu corpo / Deixa! / Eu me deixo / Anoiteça e amanheça (ah ah ah ah ah ah ah) / Beija eu! / Beija eu! / Beija eu, me beija / Deixa / O que seja ser / Então beba e receba / Meu corpo no seu / Corpo eu, no meu corpo / Deixa! / Eu me deixo / Anoiteça e amanheça ahh // Compositores: Arnaldo Antunes, Arto Lindsay e Marisa Monte

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do insight… ser ponta de lança, ponta firme, um homem válido.

e das coisas de hoje… sábado de folga total.

um depósito de pigmentos férricos

[sex] 27 de abril de 2018

minhas olheiras estão monstruosas

e por falar em olheiras, lembrei dessa canção cá: na estrada, aqui cantada por silva

composição de marisa monte e nando reis.

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que cara esperto que sou… deve R$ 4,00 para BU [biblioteca universitária] e ainda não terminei de ler os livros.

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*

e bizarramente me peguei recordando do meu primeiro beijo juvenil.

*

cantarolando, do nada, «alguém está tentando acreditar que as coisas vão melhorar ultimamente. A gente não consegue ficar indiferente debaixo desse céu…»

*

e voltando para casa… após conversar com sil, tive um insight…

the vulture

[qui] 26 de abril de 2018

no labirinto… perdendo-me das tarefas urgentes…

***

Gilberto Gil – Back in Bahia

Lobão – Me Chama

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the vulture

dragging his hunger through the sky
of my skull shell of sky and earth

stooping to the prone who must
soon take up their life and walk

mocked by a tissue that may not serve
till hunger earth and sky be offal

Samuel Beckett

 

***

modenburg – a bridge between edinburgh and modena

 

bat macumba obá, miss marvel e o gato de schrödinger

[ter] 24 de abril de 2018

apontamentos da madrugada

Triste, Louca Ou Má

[Francisco, El Hombre]

Triste louca ou má / Será qualificada / Ela quem recusar / Seguir receita tal / A receita cultural / Do marido, da família / Cuida, cuida da rotina / Só mesmo rejeita / Bem conhecida receita / Quem não sem dores / Aceita que tudo deve mudar / Que um homem não te define / Sua casa não te define / Sua carne não te define / Você é seu próprio lar / Um homem não te define / Sua casa não te define / Sua carne não te define / Ela desatinou / Desatou nós / Vai viver só / Ela desatinou / Desatou nós / Vai viver só / Eu não me vejo na palavra / Fêmea: Alvo de caça / Conformada vítima / Prefiro queimar o mapa / Traçar de novo a estrada / Ver cores nas cinzas / E a vida reinventar / E um homem não me define / Minha casa não me define / Minha carne não me define / Eu sou meu próprio lar / Ela desatinou / Desatou nós / Vai viver só / Composição: Juliana Strassacapa***

Miss Marvel | E a violência quando se trata de representatividade

Excelente!!! Quadro em Branco, canal de Henrique Jacks e Otavio Oliveira. Ou ainda este… Nietzsche | Realidade e a Mecânica Quântica

***

Os Mutantes – Bat Macumba (1969) ou Gilberto Gil e Mutantes – Batmacumba

Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba oh
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba
Bat Macumba ê ê, Bat Macum
Bat Macumba ê ê, Batman
Bat Macumba ê ê, Bat
Bat Macumba ê ê, Ba
Bat Macumba ê ê
Bat Macumba ê
Bat Macumba
Bat Macum
Batman
Bat
Ba
Bat
Bat Ma
Bat Macum
Bat Macumba
Bat Macumba ê
Bat Macumba ê ê
Bat Macumba ê ê, Ba
Bat Macumba ê ê, Bat
Bat Macumba ê ê, Batman
Bat Macumba ê ê, Bat Macum
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba oh
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso / Gilberto Moreira

 

frequência insuficiente

[seg] 23 de abril de 2018

notas do dia:

abandonei o semestre.

pontuei as atividades do estudantes e digitei notas no professor online -> agora só falta organizar o trabalho de recuperação paralela de nota.

***

pesquisas: http://blog.brasilacademico.com/2016/01/memoscorm-jogo-de-memoria-gratuito-para.html

***

Idioma Desconhecido

Produzido por: Ninguém Filmes Direção:José Marques de Carvalho Jr

Difícil Ser Funcionário, Poema de João Cabral de Melo Neto, e declamação de Patrícia Kalil

Difícil ser funcionário

João Cabral de Melo Neto

Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.

É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores.

Eu nunca suspeitara
Tanta roupa preta;
Tão pouco essas palavras —
Funcionárias, sem amor.

Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas;
Há uma garrafa de tinta
Que nunca bebeu álcool.

E os arquivos, Carlos,
As caixas de papéis:
Túmulos para todos
Os tamanhos de meu corpo.

Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança

Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis.
Se os pudesse encarar…
Fazer seu nojo meu…

Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos,
Pedindo conselho.

O poema acima, escrito em 29-09-1943, revela a decisiva influência de Carlos Drummond de Andrade nas primeiras produções do autor. Inédito, foi extraído dos “Cadernos de Literatura Brasileira”, nº. 01, publicado pelo Instituto Moreira Salles em Março de 1996, pág.60.

***

[anotar aqui o poema feito hoje]

[anotação feita, terça-feira, 11h24]

exercício sobre o pulsar do corpo estelar // o sol encara o olhos nus / como é duro resistir / e não desatar-se / nesta irradiação / que alimenta e devora // e toda dor humana nesta terra / e tal empatia / e o dilema constante / e a utopia / nada podem / não acessam os códigos deste outro idioma.

[ps 1: e achei isto aqui abaixo… quando transcrevia/recriava o exercício acima]

Onde quer que você esteja
Em Marte ou Eldorado
Abra a janela e veja
O pulsar quase mudo
Abraço de anos-luz
Que nenhum sol aquece
E o oco escuro esquece

Composição: Augusto De Campos / Caetano Veloso

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«Video realizado para la exposición de Augusto de Campos / Despoemas en Buenos Aires, 2014. Inspirado no videoclip de Paulo Barreto de 1984» Gonzalo Aguilar.

[ps 2: O que é um PULSAR]

moça preta do curuzu

[dom] 22 de abril de 2018

Beleza Pura // Compositores: Caetano Veloso // Não me amarra dinheiro não / Mas formosuraDinheiro nãoA pele escuraDinheiro nãoA carne duraDinheiro nãoMoça preta do CuruzuBeleza puraFederaçãoBeleza puraBoca do RioBeleza puraDinheiro nãoQuando essa preta começa a tratar do cabeloÉ de se olharToda a trama da trançaA transa do cabeloConchas do marEla manda buscar pra botar no cabeloToda minúciaToda delíciaNão me amarra dinheiro nãoMas elegânciaNão me amarra dinheiro nãoMas a cultura Dinheiro nãoA pele escuraDinheiro nãoA carne duraDinheiro nãoMoço lindo do BadauêBeleza puraDo Ilê AiyêBeleza puraDinheiro yeahBeleza puraDinheiro nãoDentro daquele turbante dos Filhos de GandhiÉ o que háTudo é chique demaisTudo é muito eleganteManda botarFina palha da costa e que tudo se tranceTodos os búziosTodos os óciosNão me amarra dinheiro nãoMas os mistérios

porque há dias andava em mim memória… beleza pura.
***
fiz um cronograma¹. das tarefas para manhã, atrasei, mas cumpri. das da tarde e da noite… não fiz nada, me perdi.
grama1 – substantivo masculino, unidade de massa, do «grego grāmma,atos “caráter de escrita, sinal gravado, letra, texto, inscrição, registro, lista, documento, livro, tratado; p. ext. no pl., letras, ciência, cultura, instrução; nota de música, algarismo, acento gráfico; figura de matemática, no pl. traços, desenho, pintura; grama (24.ª parte da onça)”, pelo lat. gramma,ātis “grama ou escrópulo (peso de dois óbolos) = 1,5 g”» (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).
***
e eu cansei. cansei dessa situação toda.

82 livros essenciais da literatura portuguesa

[sáb] 21 de abril de 2018

colocando os rascunhos em dia.

lembrando que não fiz as leituras para literatura portuguesa…

http://notaterapia.com.br/2016/09/19/82-livros-essenciais-da-literatura-portuguesa-e-outras-para-baixar-gratuitamente/

 

ao uso inadequado da língua

[sex] 20 de abril de 2018

ao uso inadequado da língua

***

ñ sei. queria te escrever. dizer que te esqueci. que foi assim, de um momento para o outro, nunca nem vi, não mais passou pela cabeça, nada, nenhum borrão. mas isto é apenas um texto ficcional, uma carta de uma estranha para um estranho. não passa pela cabeça reescrever cada verso, como um diálogo de personagem de cera. mas sabe, hoje fiz uma besteira, falei coisa que não devia… talvez eu pudesse gravar, sabe, captar uma ideia alheia, escondido, e depois remontar, como se fosse tua voz nesse corpo estranho, ou minha, sei lá… 1h05

tempos atrás flertei com carla, éramos gatos. eu mais um rato que gato. não me deixei comer. aticei e corri, e me restou na estante um ferreira gullar.

tempos atrás flertei com marx, selvagem… nunca li. é o menor dos dez tomos que ainda esperam minha resposta. não fichei, nem carta escrevi. me fiz de peso de porta. preciso dormir. 1h09

é preciso ter uma personagem. é impossível ler um texto que não é claro. eu não sei escrever, vê, isto é uma não escrita, pois não sei pensar nessa forma linear que eu acho que você têm. o que eu tenho é essa mistura de ideias, como se minha cabeça fosse um fosso de mil vozes indo para todas as direções narrativas… inarrativas¹, antinarrativas, o dito que não diz: esse antitexto… eu cuspo, eu expilo minhas entranhas aqui, letra por letra, na tua cara. se você sente o cheiro dessa carne podre, e desse sangue, e dessa merda toda, tudo certo… estou aqui e sou parte de ti.

se você está contando linhas, palavras, sacando sentidos… tentando entender porque estás ainda a ler… desiste não. tenho bom coração, apesar de tudo. 1h16

eu entrei em pânico. eu me desesperei. eu fugi de você. nunca apareci para aquele café, nem jogar conversa fora. eu não sei… eu me desesperei. 1h24

fiquei nu, ao seu lado. na espera teu corpo jogar-se sobre o meu, mas tinha medo de amanhã eu já não ser o mesmo. de ser absorvido, enredado, entranhado pelo teu corpo-ser-sexo. jogando sempre o jogo duro, ir até o limite do blefe. fazer você desistir. perder. não você. eu-você. você me disse em mais de uma vez, com mais de uma voz, e em mais de um corpo, você me disse: vem. as vezes eu fui, as vezes eu fui e fiquei. e de outras vezes, eu nunca voltei. fiquei ai, em algum dos teus corpos, como expressão de dor, e de ser imune, de ser bom, de ter amado como amam as crianças e também os amantes. fui muito besta nessa vida.

me guardei para todos os carnavais. só havia carnaval por você. 1h33

há um nome para isto, é eu sei, há um nome. 1h34.

mas eu vou deitar, e vou levantar e abrir esse editor de texto e ainda escrever mais uma porção de linhas porque eu preciso escrever uma porção de linhas e isto é porque é dessa forma, quase compulsiva. 1h36

nota de rodapé.

¹ inarrativas>

«pesquisar 1: lendas inarrativas, disponível em http://artedosdias.blogspot.com.br/»

«pesquisar 2: amendoeira, disponível em: http://www.narrativasvisuais.com»

 

***

I used to know where the bottom was
Somewhere far under the ocean waves
Up on a ledge I was looking down
It was far enough to keep me safe
But the ground was cracked open
Threw me in the ocean
Cast me out away at sea
And the waves are still breaking
Now that I awaken
No one’s left to answer me
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
I used to sleep without waking up
In a dream I made from painted walls
I was a moment away from done
When the black spilled out across it all
And my eyes were made sober
World was turned over
Washing out the lines I’d seen
And my heart is still breaking
Now that I awaken
No one’s left to answer me
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
I’m a call without an answer
I’m a shadow in the dark
Trying to put it back together
As I watch it fall apart
I’m a call without an answer
I’m a shadow in the dark
Trying to put it back together
As I watch it fall apart
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Compositores: Mike Shinoda
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