leda m’and’eu!

[ter] 3 de abril de 2018

não escrevo. não durmo. tenho sono.

meu resumo ainda não feito [e que talvez nem seja… e cada minuto que passa,  uma nova desistência, e vai se confirmando: não faço.] será algo assim:

dos trovadores da ocitânica, góticos [de godos… que absurdo, como é tão óbvio isso… em que mundo eu habitei até então], a literatura cortesã, lírica, em romance, até as cantigas de amigo e escárnio, passando pelos goliardos…

e eu rabisco coisas assim na lateral dos textos:

gorjeiam [do francês gorge] primaverais estes pássaros, e o amor não estaciona / tão pouco tem estação.

palavras… cortesão, vilanesco, dona… jogos de olhares, desejo de morte… tesão, queria tanto te comer. deslizar pela tua pele nua encharcada pelo meu suor. encaixar… gozar… me faz gozar em ti.

e busco referências… devia estudar. preciso estudar… um curso não se faz assim, correndo contra o tempo, fugindo dos textos… fatigado. toma um café comigo, me tira dessa zona… de cara sério, me deixa fugir… eis minha vilania.

pois estou a me enrolar no final das contas.

2h27. chega por hora… mas eis ainda uma alba de Nuno Fernandes Torneol.

«Seis Cantigas de Amigo»*1967 – “Leda M’and’eu” de Nuno F.Torneol, por José Mário Branco.

***

nota incidental nessa bagaça: «Bwana Bwana / Me chama que eu vou / Sou tua mulher robô / Teleguiada pela paixonite… / Que não tem cura / Que não tem culpa / Pela volúpia / [..] Adeus sarjeta / Bwana me salvou / Não quero gorjeta / Faço tudo por amor…»

e o algorítimo… que algo… Jorge Ben Jor – Que pena… «Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim / Que pena, que pena / Ela já não é mais a minha / pequena / Que pena, que pena…»

e aqui, Gal Costa e Caetano Veloso – Tá Combinado. «… E eu acredito num claro futuro / de música, ternura e aventura / Pro equilibrista em cima do muro… »

3h08

***

e o sono? foi… e enquanto me observava ontem, indo para o trabalho no final da tarde, tentando captar o fluxo de pensamentos… e abismado, constatava, é quase irracional, eu como um desejo volumoso e incontrolável, indo, existindo, e isto não faz nenhum sentido. um silencioso estrondo a deriva, perdido…

«[..] Só não se esquece que eu também te amo Só não se esquece Não se endurece que eu também te amo Não se endurece Como se faz Pra ter o teu carinho Poder ganhar teu colo E ter felicidade? Não quero mais Viver assim sozinha Eu vou fugir de casa Você vai ter saudade.» Letra e música: Mallu Magalhães Voz: Gal Costa

3h23

***

drummond

«Entre uvas meio verdes, / meu amor, não te atormentes. / Certos ácidos adoçam / a boca murcha dos velhos / e quando os dentes não mordem / e quando os braços não prendem / o amor faz uma cócega / o amor desenha uma curva / propõe uma geometria.»

3h36

***

e outras notas: “Eu sei, mas não devia” de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra no Provocações https://www.youtube.com/watch?v=ruN_LR60ZfQ

e porque o livrinho do freud tá ali me olhando…

CLARICE LISPECTOR: A VIDA É UM SOCO NO ESTÔMAGO | MARIA LÚCIA HOMEM

e a ruína da imagem narcísica do meu eu.

4h22.

***

parei.

18h42

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