of monster and men

[dom] 8 de abril de 2018

continuo só, em casa. pensando coisas… elena me habita. peguei o livrinho do freud, pra ler. tomei banho de sol… nu.

penso em várias coisas aleatórias… esse meu estranhamento em relação ao mundo, como se muitas vezes, como elena, eu estivesse atuando. e como é difícil estabelecer conexões com outras pessoas…

como um fruto de minha época, pensei neste auto-exílio… no fugir das relações por não me achar o suficiente, por me envolver nesta bruma pesada, e travar… ficar preso e não crescer.

mas precisarei crescer esse ano. afinal… como viver? como amar? como terminar essa graduação? e minha casa?

e amanhã? o que farei?

Of Monsters And Men – Love Love Love // Composição: Nanna Bryndis Hilmarsdottir // Well, maybe I’m a crook for stealing your heart away / Yeah, maybe I’m a crook for not caring for it / Yeah, maybe I’m a bad, bad, bad, bad person / Well, baby, I know / And these fingertips / Will never run through your skin / And those bright blue eyes / Can only meet mine across the room filled with people that are less important than you / All ‘cause you love, love, love / When you know I can’t love / You love, love, love / When you know I can’t love / You love, love, love / When you know I can’t love you / So I think it’s best we both forget before we dwell on it / The way you held me so tight / All through the night / ‘Til it was near morning / ‘Cause you love, love, love / When you know I can’t love / You love, love, love / When you know I can’t love / You love, love, love / When you know I can’t love you / All ‘cause you love, love, love / When you know I can’t love / You love, love, love / When you know I can’t love / You love, love, love / When you know I can’t love you

***

li este texto outro dia na timeline de um amiga, colo aqui:

Decreto da autorresponsabilidade

Escolho não colocar o peso de meu abandono infantil em meu relacionamento afetivo. Escolho não deixar a rejeição cortante da infância desfazer o laço do amor.
Se a relação está feliz ou triste, vou lidar com meu lado adulto, são coisas da vida. Minha criança ferida não chorará suas lágrimas por cima de meu bem. Chorará em meu colo de acolhimento em momentos apropriados. 

Escolho não ser dominada pela ganância faminta de minha criança no momento de usar o dinheiro que ganho com meu trabalho. Já sei que essa fome não cessa, que não há medida de satisfação. Aprendi que dinheiro é minha colheita e é sagrado, e não desvalorizo mais o valor do que dou ao mundo com meu serviço e ofício. Criança não trabalha e não lida com dinheiro.

Escolho não deixar nas mãos de minha criança ferida a decisão do que e quando comer, me alimentar. Sei que ela sente que açúcar, alcool e glúten vão finalmente preencher seu vazio de não ter sido vista, ouvida e considerada. Já compreendi que o que alimenta esse buraco é sentir plenamente minha dor, tomando essa responsabilidade em minhas mãos, com pulso firme e de forma amorosa. No entanto, escolho comer com prazer, desde que seja comer sabores para comer sabores, e não para entorpecer o desespero da solidão.

Escolho não fazer sexo e dar meu corpo para receber segurança de qualquer tipo, atenção ou aprovação. Essas são as necessidades infantis não satisfeitas, e não são razão para fazer sexo. Compreendi que criança não faz sexo e escolho fazê-lo para compartilhar de mim e de meu prazer, sem trocas escusas e camufladas. Sexo é poder, energia vital e felicidade. Eu dou, sou, estou e, assim também recebo de quem tem o mesmo tamanho que eu.

Dou quando escolho dar, recebo quando me abro, determino e ponho em ação o meu ser objetivamente no mundo.

Escolho parar de reclamar e dar de mim para a vida. E o passo fundamental é a autorresponsabilidades que tomo pelas minhas faltas e meus ais. Admito que já recebi tudo de meus pais, e o que ainda me falta, eu mesma vou buscar. O que é de meu pai e o que é de minha mãe, deixo com eles. Fico com o que é meu. Essa é a valiosa tarefa de discernir.

Vou para a Vida de mãos dadas com minha criança e sou a melhor mãe ou pai que ela poderia ter. Aceito as dificuldades da vida e escolho crescer com elas. Assim é.

Agradecendo aos ensinos, aos professores e à Vida, sigo. Texto: Andrea Quirino de Luca

outro filme visto, e que ainda estou digerindo… La Patota.

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