4’33” for piano, ode ao silêncio

[qui] 3 de maio de 2018

matei o dia.

pela manhã, tomei o medicamento e voltei a dormir.

pela tarde, consegui corrigir e digitar… na esperança de ir pela noite, e levar apenas uma falta e meia.

a noite chegou… não consigo me mexer. não consigo estar lá.

são duas faltas agora.

ontem… matei o dia também, mas ao menos consegui sair, não podia dar a impressão que fugia… e de minha queda, lancei corda para o alto… fui no médico, e quase parei no cinema para ver guerra infinita.

***

«meu coração bate sem saber que meu peito é uma porta que ninguém vai atender (…) eu já disse adeus antes mesmo de alguém me chamar, não sirvo pra quem dá conselho, quebrei o espelho, torci o joelho, não vou mais jogar…» Meu Coração, Arnaldo Antunes. Composição de Arnaldo Antunes e Ortinho

«Onde é que eu fui parar? Aonde é esse aqui? Não dá mais pra voltar. Por que eu fiquei tão longe? Não dá mais pra voltar e eu nem me despedi. Onde é que eu vim parar? Por que eu fiquei tão longe? Longe, longe, longe, longe, longe, longe, longe…» Longe, Arnaldo Antunes. Composição: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte

Arnaldo Antunes – «Ao Vivo No Estúdio»

0:00 Qualquer 3:18 Hotel Fraternité 7:55 Saiba 10:52 Sem Você 13:32 Fim do dia 16:48 Acabou Chorare 21:31 Para Lá 24:30 Se tudo Pode acontecer 27:52 2 Perdidos 31:44 Socorro 36:24 Judiaria 40:19 Num dia 45:10 As Coisas 47:57 Qualquer Coisa 50:56 O Que 54:14 Eu Não Sou da Rua 57:36 Quarto de Dormir 1:01:13 Contato Imediato 1:04:31 Pedido de Casamento 1:08:06 O Silêncio 1:15:13 Luzes 1:20:58 Um A Um 1:24:20 Velha Infância 1:30:10 Clipe Hotel Fraternité 1:34:50 Slide Show 1:37:37 O buraco do Espelho/Bandeira Branca 1:42:00 Cabimento 1:45:05 O Pulso

«às vezes acredito em mim, mas às vezes não. às vezes tiro o meu destino da minha mão. talvez eu corte o cabelo. talvez eu fique feliz. talvez eu perca a cabeça. talvez esqueça e cresça (…) talvez eu mate o que fui, talvez imite o que sou… talvez eu tema o que vem» Sem Você, Arnaldo Antunes. Composição: Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown

«Tá fazendo frio nesse lugar onde eu já não caibo mais, onde eu já não caibo mais, onde eu já não caibo mais, onde eu já não caibo em mim, mas se eu já me perdi como vou me perder…» 2 Perdidos, Arnaldo Antunes. Composição: Arnaldo Antunes e Dadi Carvalho

e me pus a editar por cá… perder meu tempo neste labirinto, encontrei várias coisas… achei até isto aqui: Felicidade – Marcelo Jeneci

e essa banda aqui: «Mordida (A Grande Garagem que Grava – 2005

01. pro inferno ninguém” (0:00). 02 “muro de pedra” (3:18). 03 “garota de programa” (6:25). 04 “Lado frágil” (10:10). 05 “Brunis sem fim” (13:43). 06 “Judy” (20:40). 07 “Sinais de fumaça” (24:28). 08 “sofá psicodélico” (28:26).

uma puta banda! muito boa! MORDIDA!

«Mordida – Borboletas da Estação»

e antes de virar a página e ir embora…

LEIA: Ode ao silêncio, por Victoria Tuller

«O pior silêncio é o da solidão, porque, aí, não tenho nada para traduzir em verbos que não seja meu abismo. Olhar para dentro e confrontar a si mesmo é o maior pesadelo de quem nunca dorme. Nas madrugadas, o imperador está nu. Aperto os olhos na escuridão, e, nas sombras da sala, enxergo meus próprios defeitos» por Victoria Tuller

John Cage: 4’33” for piano (1952)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: