na distância do mundo

[sáb] 19 de maio de 2018

a personagem.

é nítida a sua negação. e como tem abandonado o corpo e a vida aos movimentos sem sentido, desconexos. é distante. talvez haja uma certa autopunição implícita, uma renúncia, ou algo do gênero. dos fatos: não responde aos contatos, e abandonou as rotinas básicas de cuidado para consigo e para com os demais; é recorrente a falta ao emprego, e não realiza o seu trabalho de forma eficaz. se enrola. está em fuga. permanece nos seus espaços de conforto. longe de qualquer contato mais profundo e humano.

acordei pensando nisto. na distância do mundo.

***

Kid Abelha – Nada Sei (Apnéia)

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber…

Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar…

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante

Vou errando
Enquanto tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar…

Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar…

Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só prá me afogar…

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar…

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo
Me deixar passar
Errando
Enquanto o tempo me deixar…

Composição: George Israel / Paula Toller

 

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