Archive for julho, 2018

it’s the end of the world as we know it

[ter] 31 de julho de 2018
That’s great, it starts with an earthquake / Birds and snakes, and aeroplanes / And Lenny Bruce is not afraid / Eye of a hurricane, listen to yourself churn / World serves its own needs / Don’t mis-serve your own needs / Speed it up a notch, speed, grunt, no, strength / The ladder starts to clatter / With a fear of height, down, height / Wire in a fire, represent the seven games / And a government for hire and a combat site / Left her, wasn’t coming in a hurry / With the Furies breathing down your neck / Team by team, reporters baffled, trumped, tethered, cropped / Look at that low plane, fine, then / Uh oh, overflow, population, common group / But it’ll do, save yourself, serve yourself / World serves its own needs, listen to your heart bleed / Tell me with the Rapture and the reverent in the right, right / You vitriolic, patriotic, slam fight, bright light / Feeling pretty psyched / It’s the end of the world as we know it / It’s the end of the world as we know it / It’s the end of the world as we know it and I feel fine / Six o’clock, T.V. hour, don’t get caught in foreign tower / Slash and burn, return, listen to yourself churn / Lock him in uniform, book burning, bloodletting / Every motive escalate, automotive incinerate / Light a candle, light a motive, step down, step down / Watch your heel crush, crush, uh oh / This means no fear, cavalier, renegade and steering clear / A tournament, a tournament, a tournament of lies / Offer me solutions, offer me alternatives and I decline / It’s the end of the world as we know it (I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) / I feel fine (I feel fine) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) / The other night I drifted nice continental drift divide / Mountains sit in a line, Leonard Bernstein / Leonid Brezhnev, Lenny Bruce and Lester Bangs / Birthday party, cheesecake, jellybean, boom / You symbiotic, patriotic, slam but neck, right, right / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it / It’s the end of the world as we know it / It’s the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it (time I had some time alone) / It’s the end of the world as we know it and I feel fine (time I had some time alone) / Compositores: John Michael Stipe / Michael E. Mills / Peter Lawrence Buck / William Thomas Berry
que os jogos comecem…

como uma besta a desembestar…

[seg] 30 de julho de 2018

como uma besta a desembestar… vou eu agindo sem pensar direito nas consequências… resolvi e desisti de dez horas, encerrei meu completa carga horária… depois de quatro anos e meio, sem mais nem menos, entrei na escola, na sala de aula, e dei um até mais para todas as turmas e colegas, encerrei um ciclo. não sou mais professor no apóstolo.

agora vou contar moedas até o final do ano.

agora vou passar em todas as disciplinas da graduação.

immigrant song

[sáb] 28 de julho de 2018
immigrant song // ah-ah, ah! / ah-ah, ah! / we come from the land of the ice and snow / from the midnight sun, where the hot springs flow / the hammer of the gods / w’ell drive our ships to new lands / to fight the horde, and sing and cry / valhalla, i am coming! / on we sweep with threshing oar / our only goal will be the western shore // ah-ah, ah! / ah-ah, ah! / we come from the land of the ice and snow / from the midnight sun where the hot springs flow / how soft your fields so green / can whisper tales of gore / of how we calmed the tides of war / we are your overlords / on we sweep with threshing oar / our only goal will be the western shore / so now you’d better stop and rebuild all your ruins / for peace and trust can win the day despite of all your losing / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh / ooh-ooh, ooh-ooh, ooh-ooh // compositores: jimmy page e robert plant
***
é… o retorno para o 2018/2 ficou para amanhã.

ideafix

[sex] 27 de julho de 2018

não desistir. mesmo que tenhas jogado tudo fora antes, continuar… estar aberto, pensar de forma positiva… fiquei mentalizando isto hoje.

não tirei a foto da neblina que tomou a tarde toda. a neblina que não deixou ver o eclipse lunar e a lua vermelha.

notas desse recesso escolar:

#ideafix… porque vi algo sobre Astérix, e lembrei de dora. como é bom abraçar a dora.

#paternidade 1 – gratidão ao meu pai, pelo esforço e dedicação em construir minha casa.

#paternidade 2 – tenho dificuldade em ser pai, há dias em que meu santo não bate com o de izabel. essa semana foi assim… momentos de abraço, e momentos de silêncio e frustração.

#faculdade 1 – saiu o resultado do ajuste de matrícula… consegui as quatro disciplinas solicitadas, mas duas vieram com matrícula compulsória… traduzindo… pedi no vespertino, consegui no noturno. mas eu não disponho de três noites… o que fazer? tentar reduzir dez horas na carga horária? teria mais tempo, mas perderia uma grana razoável e necessária. [não vou reclamar…

#faculdade 2 – tentar trancar é um atestado de fracasso dessa ideia toda de regresso para escola

#escola 1 – 30 horas não é o suficiente, em termos financeiros. é estar no limite, é cortar toda sorte de gastos, até os básicos, até fevereiro 2019. mas por outro lado… talvez seja o tempo necessário para dar conta… minimamente.

#escola 2 – quase na hora, e ainda nem corrigi as recuperações. argh…

 

doppelgänger

[seg] 23 de julho de 2018

«Toda arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo.
Os que descem além da superfície, fazem-no a seu próprio risco.
Os que leem o símbolo, fazem-no a seu próprio risco.»
Oscar Wilde

…..

há dias em que você quer ir… mas há outros dias, como esse aqui, hoje, em que nada te faz levantar.

fibonacci

[qui] 19 de julho de 2018

«se você fosse um bicho, qual seria e por quê?»

gato… pela beleza, autonomia e gestualidade. cão… pela fidelidade, companheirismo e afeto. caracol… pela poesia, pelo tempo, por fibonacci.

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dez centímetros acima do chão

[qua] 18 de julho de 2018

o difícil é controlar a ansiedade [e ando em círculos, afundando o chão… onde o horizonte é a própria cauda]. e essa vontade de ir embora [e de estar seguro? como se isso fosse possível… mas no fundo é isso, o desejo de não estar aqui e agora]. o perigo maior é quando você duvida de tudo. e ai não há lugar seguro. pois você é seu maior perigo.

[e os outros são estranhos, eles me dizem, eles percebem minha ausência. neste instante,  quero ainda mais passar de forma invisível…

*

comecei a leitura de dez centímetros acima do chão, porque é pequeno, e há a ilusão que começarei e acaberei.

tem me sufocado a ideia de começar as coisas da vida e deixar as pontas soltas…

sinto-me quebrado.

ipê roxo em floração

[seg] 16 de julho de 2018

o ipê roxo em floração…

e eu tenho que fazer um esforço danado para sair de casa. semana de formação…

perdi a rematrícula

[sex] 13 de julho de 2018

só para registrar…

uma semana exaustiva. cansaço, dormindo no ônibus, dormindo no sofá, virando madrugada. eu no piloto automático… submerso na montanha de papéis e avaliações… produzindo notas… e no fechar da noite, da semana, do bimestre… numa sexta-feira treze…

no comentário da colega, depois do conselho de classe, no ponto do ônibus, sobre as disciplinas que ela vai cursar, e qual eu cursarei… descubro que perdi a data da rematrícula… e fiquei preso neste ponto, para dobrar a ansiedade… eu nem me liguei na data da rematrícula e perdi.

e agora?

é aguardar o ajuste para tentar algo. já estava cético, pelo ia zerado se conseguiria algo, e como conseguiria encaixar datas, mas agora… ficou foda. seria um pouco triste ficar neste ponto do caminho. um mês de hype, um mês de frequência… e morri na praia.

ps: sexta, sábado e domingo sem as doses diárias, porque não me organizei e perdi a hora para pegar a medicação. faltei a sessão de terapia dessa quinta-feira também.

lá vou eu me desmontando continuamente. me afundando… fiquei triste e cansado.

vontade de ficar quieto. sozinho. tchau.

a próxima aldeia

[sex] 6 de julho de 2018

notas da semana.

as professoras de história resolveram falar que estou acabado. olham para mim e dizem… como você está destruído.

e é nesses momentos em que estou realmente acabado, horrível, as pessoas sentem mais suscetíveis para falar de suas dores… e nessa nossa troca de dores, ela me disse que anda mal, angustiada… eu lhe conto de minhas dificuldades em viver. é assim, aparentemente não tem nada errado, tudo parece normal, mas a gente fica assim, com dificuldade para viver… se concentrar, ver sentido na vida.

*

mas ao menos tenho conseguido trabalhar, e do trabalho [meia boca] feito nas turmas… algumas meninas querem organizar um coletivo sobre gênero na escola, querem minha colaboração… e o rapaz, que escreveu na sua redação, me confidenciou, que o caso que ele narrou no texto, era a morte de sua mãe, pelo padrasto. me deu um aperto, um nó.

*

«Meu avô costumava dizer: “A vida é espantosamente curta. Para mim ela agora se contrai tanto na lembrança que eu por exemplo quase não compreendo como um jovem pode resolver ir a cavalo à próxima aldeia sem temer que – totalmente descontados os incidentes desditosos – até o tempo de uma vida comum que transcorre feliz não seja nem de longe suficiente para uma cavalgada como essa’». (Franz Kafka. “A Próxima Aldeia”, 1917.  tradução de Modesto Carone).

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