#deadvlei #yora ​ ( ​ヨラ​ )

[qua] 17 de outubro de 2018

1h34

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A NIGHT AT DEADVLEI “The night before returning to Windhoek, we spent several hours at Deadvlei,” writes Beth McCarley, who was photographing in Namibia. “The moon was bright enough to illuminate the sand dunes in the distance, but the skies were still dark enough to clearly see the Milky Way and Magellanic Clouds. Deadvlei means ‘dead marsh.’ The camelthorn trees are believed to be about 900 years old but have not decomposed because the environment is so dry.” McCarley’s image received a merit award in the 2015 Traveler Photo Contest. See the winners and explore editors’ favorite photos »

e hoje as horas voam no relógio… tenho aula para preparar cedo.

ontem teve sessão cinema com a filha.

***

23:51

chuva. aula. um bate-papo com mariana e cássio, reencontros dessa vida ufsquiana. aulas… teoria literária e linguística… cansado estou. sono… quinta-feira acordar cedo.

colo abaixo parte do texto de apresentação da Olimpíada Brasileira de Linguística

SOBRE YORA

O tecido linguístico do Brasil é vasto. Muitos são os fios que se emaranham, atam e se enredam para tecê-lo. Nessa trama variada estão as línguas dos vários povos que, século após século, atravessaram e se assentaram em nosso território. Nesta edição, comemoramos o aniversário de uma passagem especial: em 2018, marca-se os 110 anos do início da imigração japonesa no nosso país.

O percurso de muitos imigrantes japoneses ​– assim como alemães, italianos, poloneses e outros povos ​– começou no campo, vindo inicialmente para os latifúndios, no cenário da recém-abolida escravidão. Com o tempo, eles abandonaram as grandes propriedades e estabeleceram comunidades rurais baseadas na agricultura familiar, as “colônias” ​– foi assim que se espalharam no Brasil espécies como caqui, abóbora cabotiá, tangerina poncã e pepino japonês. Além das plantas, floresceu ali o koronia-go ​, o “falar da colônia”, uma grande costura entre o português brasileiro, os dialetos de diferentes partes do Japão e as línguas ryukyunanas. É o falar que, ​hoje, muitos descendentes relembram nostalgicamente como uma referência aos antepassados, a como falavam seus avôs e avós – ou, de forma mais familiar, seus ditian ​e ​batian ​.

Nessa tessitura, o pronome pessoal português “eu” passou por uma intrigante trajetória. Incorporado ao ​koronia-go ​, sofreu modificações fonéticas e ganhou a forma “yo”. Neste novo ambiente, não poderia ter permanecido sozinho, no singular; combinou-se ao sufixo plural japonês “-ra”, formando o nome que porta essa edição da olimpíada: ​yora ​ ( ​ヨラ​), “nós”.

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