que o amor encubra o som do mundo a ruir

[ter] 30 de outubro de 2018

1h16 Jair Naves – Um Trem Descarrilhado

Pavor que eu sinto nos ossos,
é mais do que eu suporto
Numa convalescente crença, eu me escoro
eu sobrevivo como eu posso

Enche o meu copo,
que o amor encubra o som do mundo a ruir

Ora é desgosto, ora é ódio
estampado nos meus olhos
Não sei quanto a você, mas eu não me conformo
Nos tiraram o que um dia foi nosso

Então fecha os meus olhos,
que o amor encubra o som do mundo a ruir

Vem no meu colo,
que o amor encubra o som do mundo a ruir

Ah, o que me condena?
Ah, quão longa é a minha pena?
Ah, é essa agonia interminável a minha sentença?
Ah, a sensação de não pertencimento ainda me enfrenta

Posto à prova, um fardo eu carrego
um coração inquieto, um trem descarrilhado

Vendo o mundo a ruir,
para onde eu eu devo ir?
Vendo o mundo a ruir,
o que os céus me reservam?

O mundo a ruir

Eu sei de cor, eu sei
Eu sei de cor
A lei maior, eu sei
A lei maior
A luta se faz valer
pelo que eu julgo certo, por só ter feito o bem
A lei maior, eu sei
A lei maior
Eu sei de cor, eu sei
Eu sei de cor
A lei maior, eu sei
A lei maior
A luta se faz valer
por quem me amou e por quem eu amei
O bem maior, eu sei
O bem maior

4h33 acordei era três e meia. não consigo dormir. o mundo virtual está tóxico. o mundo concreto está tóxico.

10h26 depois de enrolar-me por uma hora… já levantei. mas me sinto cansado… me dei conta que não fiz a tarefa de reformular/aprimorar as regras fonéticas do corpus que coletei (isto era ontem… ainda… quando…). e faz umas duas semanas e não fiz os apontamentos nos trabalhos dos alunos… e para fechar qualquer alternativa para o improviso… para o adiamento… não poderei utilizar nenhum recurso audiovisual no período vespertino… e aquela vontade constante de não sair de casa só aumentou. vamos prestar atenção nessa porra toda… como se processa essas engrenagens que conforma a base afetivo-volitiva deste sujeito cá… quais emoções (afetos), quais motivações (vontades)… que desejos, necessidades e interesses permeiam o meu ser. por que ando cá eu neste lodo pantanoso…

12h12 adormeci, acordei agora. okay. sei que não irei. mas o que farei… voltarei a dormir ou vou arrumar toda essa bagunça? preciso… mas o alentecer é dominante.

12h52 cama. mas antes recado dizendo que você vai faltar.

17h27 acordo novamente. dormi quase o dia inteiro… no rádio ao longe toca:

Down Em Mim
Barão Vermelho / Compositor: Cazuza

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier tocar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down… down

17h38 eu ainda cheiro ao peixe de ontem… e ainda estou em jejum. e lembro que ontem me bateu uma vontade de apagar tudo isto cá.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: