ʻoumuamua

[qui] 8 de novembro de 2018

[ʔouˌmuəˈmuə]

«ʻOumuamua (/ˌməˈmə/ (About this sound listen)) is the first interstellar object detected passing through the Solar SystemFormally designated 1I/2017 U1, it was discovered by Robert Weryk using the Pan-STARRS telescope at Haleakala Observatory, Hawaii, on 19 October 2017, 40 days after it passed its closest point to the Sun. When first seen, it was about 33,000,000 km (21,000,000 mi; 0.22 AU) from Earth (about 85 times as far away as the Moon), and already heading away from the Sun. (…) Hawaiian term for scout»

pela manhã, no caminho do trabalho, faço um poema, diante do espanto… de ver uma nuvem minúscula e sozinha sobre o mar… e isto me lembrar do filme arrival… as imagens abaixo são apenas alguns fragmentos dos pensamentos desta manhã

exercício sobre a nuvem-nave (arrival)

a riba
a nuvem baixa
e só
sobre o mar
imagem etérea
lapso
memória
a nuvem nave
e se
sempre
(não importa o tempo)
‘tão ali
na nossa língua
o signo da chegada
uma rede
a linguagem
a nau
a pesca
o só e sempre margem
movimento
fóto(n)
retina
sinapse
sol
a nuvem riba,
fragmento
é o outro eu
a mesma poeira
de estrela
(uni)verso.

14h30 visita do fukuta.

22h05 aula terminada. por hoje…

«Conta-nos Gilberto Freyre em Casa-grande & senzala que havia um ditado corrente no Brasil patriarcal a respeito das mulheres: “Branca para casar, mulata para foder e negra para trabalhar” [1], que revela o pensamento masculino de então no qual a mulher é vista preconceituosamente como um objeto útil. No caso das brancas, úteis para interpretar o papel de mãe, mulher e dona de casa, relevantes para dar à família um status oficial e continuidade à linhagem familiar, devendo estar dentro dos modelos patriarcais; quanto às mulatas, principalmente aquelas mais bem feitas, mais bonitas, mais dóceis, o papel de coadjuvantes no cotidiano da vida patriarcal, dentro das casas-grandes, atuando como mucamas, submetidas muitas vezes a repasto sexual do senhor ou como iniciadoras das práticas sexuais dos filhos deste e também, não raras vezes, como vítimas das sinhás, que transplantavam o ódio de sua submissão à ordem masculina sobre as mucamas. Às mulheres negras, sem os predicados que as tornassem passíveis de agradarem sexualmente o senhor patriarcal, cabiam exercer o papel de animais de carga, o de suportar tarefas extenuantes, o de se esfalfar nas cozinhas sob os gritos das sinhás-donas, o de suar nas tarefas diárias das fazendas e dos engenhos». BRANCA PARA CASAR, por Marcos Hidemi de Lima (UEL-PG)

[1] FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. São Paulo: Círculo do livro, s/d, p. 48.

e a sugestão:

Poetisas No Topo (letra) Mariana Mello, Nabrisa, Karol De Souza, Azzy, Souto, Bivolt, Drik Barbosa

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