tudo o que não surge como consciência… retorna como destino

[qui] 15 de novembro de 2018

feriado. dia da república.

acordo com a sensação de perda – do amor que não terei coragem de viver, dos livros que nunca conseguirei terminar de ler… dos lugares que nunca irei… sinto como se fosse uma corrida contrarrelógio, e eu nunca fosse chegar, pois ainda não larguei… sempre perdido em mim, neste emaranhado cheio de nós atados e cegos que sou.

no final da tarde, olhando para os meus, pensei… a gente herda a dor e o sofrimento, mas no meio disto tudo, eu ainda tenho uma leveza em alguma parte de mim. ainda podemos ser flor nessa terra deserta.

no final da noite… algo arranha minha garganta. sensação angustiante.

***

«It Didn’t Start With You: How Inherited Family Trauma Shapes Who We Are and How to End the Cycle.»

***

«Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

(...) Porém meus olhos 
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode 
é sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos»

Trecho do Poema de sete faces. 
De Alguma poesia (1930)
Carlos Drummond de Andrade

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