besta é tú

[sex] 23 de novembro de 2018

00:17 chegou a chuva. calor infernal.

o vizinho de bairro, lá do outro lado… no outro morro… resolveu discotecar para o bairro inteiro… durma-se com uma empolgação dessa… besta é tu… besta é tu¹

você está caindo pelas tabelas, olheiras monstro, quase 21 horas acordado (exceto pelos 3 ou 4 cochilos de 5 minutos no trânsito…), depois de passar 2 madrugas virado, e ter dormido só umas 4 horas nas últimas 48 horas… e de ter consumido uns 3 litros de café… você que quase não toma café.

exausto, mas vem aquela euforia de ter concluído uma disciplina… é, enviei o trabalho. é, ficou uma merda, uma grande merda… se vou passar? não sei. mas acabou… pronto. chega. deu.

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texto de mabel fricke

«para tornar-se pedra é preciso acrescentar. ganhar peso. se cobrir da quantidade exata em tons de cinza. aparentar solidez. camada por camada. pode se tornar se pedra sem nenhuma necessidade de ser sólido. para tornar-se pedra é preciso aceitar»

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Da estátua à pedra: percursos figurativos de José Saramago

«Saramago não foge ao que deveria ser, segundo Bourdieu (2001, p.78)², compromisso de cada ser pensante:

Se eu lembrar agora que as chances de parar essa máquina infernal repousam em todos aqueles que, detendo algum poder sobre as coisas da cultura, da arte e da literatura, podem, cada um em seu lugar e à sua maneira e, de sua parte, por mínima que seja, jogar seu grão de areia na engrenagem bem lubrificada das cumplicidades resignadas […], dirão talvez, de uma vez por todas, que sou desesperadamente otimista»

FERREIRA, S. Da estátua à pedra: percursos figurativos de José Saramago [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2015, 233 p. ISBN 978-85-68334-49-2. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org&gt;

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¹ Besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu. / Não viver nesse mundo, se não há outro mundo. / (Por que não viver?) / Não viver nesse mundo. / (Porque não viver?) / Se não há outro mundo. / (Por que não viver?) / Não viver outro mundo. / Besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu. / Não viver nesse mundo, se não há outro mundo. / (Por que não viver?) / Não viver nesse mundo. / (Porque não viver?) / Se não há outro mundo. / (Por que não viver?) / Não viver outro mundo. / E pra ter outro mundo, é preci-necessário viver. Viver contanto em qualquer coisa. / Olha só, olha o sol. O maraca domingo. O perigo na rua. / O brinquedo menino. A morena do Rio, pela morena eu passo o ano olhando o Rio. / Eu não posso com um simples requebro. Eu me passo, me quebro, entrego o ouro. / Mas isso é só porque ela se derrete toda só porque eu sou baiano. Mas isso é só porque ela se derrete toda só porque eu sou baiano. / Besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu… // Composição: Galvão / Moraes Moreira / Pepeu Gomes
² BOURDIEU, P. Contrafogos: táticas para enfrentar a invasão neoliberal. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

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