o umbigo da lua (e narciso)

[qui] 29 de novembro de 2018

perdi-me neste labirinto. percebi uma certa conexão entre as três imagens aleatórias: um exoesqueleto alado de borboleta… uma folha seca do cafeeiro… um esqueleto de laboratório.

o quão tóxico sou?

acordei mal. sentindo-me mal. faltei pela manhã. não queria encontrar as pessoas… não queria ver gente.

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o eu como reconhecimento… a imagem simboliza o próprio eu.

o eu é uma estrutura dual («pois eu é um outro»… um duplo de si mesmo, parceiro, simbólico).

subprodutos:

o eu ideal, aquilo que está por trás de todas as nossas máscaras? a solução imaginária.

o ideal de eu, instância simbólica… ser como x para desejar y.. ideais que nos regulam

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«O déficit habitacional é a medida oficial utilizada para medir o problema da moradia no país. O Brasil em 2007 tinha 5,8 milhões de domicílios em déficit. Depois do maior crescimento da indústria imobiliária do país, o déficit aumentou para 6,3 milhões. O Chile não é diferente. Divulgado como o mercado imobiliário mais potente da América Latina o déficit habitacional no país se mantém em 2017 igual ao de 20 anos atrás. De outro lado, o Brasil possuía 7,9 milhões de imóveis desocupados e o Chile também apresenta duas vezes mais imóveis desocupados que o déficit. O problema, portanto, não é de déficit, de incapacidade produtiva ou de falta de moradias, mas de exclusão. O que temos é uma superprodução imobiliária excludente e que a maior parte das políticas apenas aprofunda. Em síntese: muita gente sem casa e muita casa sem gente». Vitor Hugo Tonin

Carrano – O bicho que nasceu para a eternidade (Direção Willian Ceará)

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Qual a origem dos nomes dos países da América Latina?

mētztli é lua, xictli é centro e co é lugar.

e sobre a pareidolia:

«é melhor acender uma vela do que praguejar contra a escuridão». Adágio

«Os humanos, como outros primatas, são um bando gregário. Gostamos da companhia uns dos outros. Somos mamíferos, e o cuidado dos pais com o filho é essencial para a continuação das linhas hereditárias. Os pais sorriem para a criança, a criança retribui o sorriso, e com isso se forja ou se fortalece um laço. Assim que o bebê consegue ver, ele reconhece faces, e sabemos agora que essa habilidade está instalada permanentemente em nossos cérebros. Os bebês que há 1 milhão de anos eram incapazes de reconhecer um rosto retribuíam menos sorrisos, eram menos inclinados a conquistar o coração dos pais e tinham menos chance de sobreviver. Nos dias de hoje, quase todos os bebês identificam rapidamente uma face humana e respondem com um sorriso bobo.

Como um efeito colateral inadvertido, o mecanismo de reconhecimento de padrões em nossos cérebros é tão eficiente em descobrir uma face em meio a muitos outros pormenores que às vezes vemos faces onde elas não existem. Reunimos pedaços desconectados de luz e sombra, e inconscientemente tentamos ver uma face.» Sagan, Carl (1995). The Demon-Haunted World – Science as a Candle in the Dark (O Mundo Assombrado pelos Demônios). New York: Random House

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