brutti, sporchi e cattivi

[qua] 5 de dezembro de 2018

Acordei pensando nisto: de onde vem essa necessidade/mania de autossabotagem. Quando as coisas vão bem, ou mesmo não tão ruim assim… vem esse desejo de morte e de dor.

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Feios, sujos e malvados. É um puta filme… provavelmente vi em 2006/2007. Não me recordo se foi recomendação de sander (videobeta) ou de rafa (cineparedao). Mas desde então é um referência presente no meu imaginário. Assim como várias outras lições aprendidas com Rafaela e Sander.

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Hoje preciso ir trabalhar, porque se faltar mais um dia, tudo, além da implosão, explodira na cara de todos e a aparente normalidade desabara e serei descaradamente só destroços  e ruínas. Essa coisa disforme, retorcida e quebrada, sem nenhum véu.

Coleto questões para o jogo sociológico:

Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus textos:

Falo somente com o que falo: a linguagem enxuta, contato denso; falo somente do que falo: a vida seca, áspera e clara do sertão; falo somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na míngua. Falo somente para quem falo: para os que precisam ser alertados para a situação da miséria no Nordeste.”

A sociologia brasileira surgiu no nordeste como forma de analisar os principais problemas que afligiam brasileiros a partir da chamada Herança colonial

Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário entrando no campo da sociologia,

  1. a linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social para determinados leitores.

  2. a linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para que seu texto seja lido.

  3. o escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da perspectiva do leitor.

  4. a linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social para todos os leitores.

  5. a linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta do escritor para convencer o leitor

E colo um TRECHO DO POEMA DE FERREIRA GULLAR.

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19h08. tenho mais cinquenta minutos para responder algo… eu literalmente travei, não consigo sair do lugar. parte de mim diz: desiste, não vai dar… parte ainda diz… tenta, qualquer coisa é melhor que não tentar, você só precisa de duas… mas você não terminou de ler os textos…

19h12. joguei os dados. e nem essa trilha de fundo para manter foco, concentração e memória vai ajudar. desisto.

agora preciso segurar meu humor… não me devorar por dentro.

19h47 eu aqui projetando o futuro sem conseguir dar conta das coisas do cotidiano. um perdido.

Devo vários pedidos de desculpas.

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