ramona: erro! a origem da referência não foi encontrada.

2018, dezembro 15, sábado

sobre a inflamação no ouvido… e cotonetes, mãe diz que guardou algumas ramonas da vó. e a gente se pega a pensar: por que ramona?

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  • ramona³. [Do antr. Ramona, nome comercial de uma marca de grampos que veio a desaparecer.] s. f. Bras., GO. V. grampo
  • E o feminino de Ramão, forma catalã de Raimundo,  do Germânico RAGINMUND, “conselho, assembleia”, mais MUND, “mão”. (http://origemdapalavra.com.br/pergunta/palavra-ramona/)

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«um dia o século será deleuziano» – Michel Foucault

resposta de Deleuze ao jornal Libération, em 1986:

«Não sei o que Foucault queria dizer, nunca lhe perguntei. Foucault tinha um humor diabólico. Talvez quisesse dizer isto: que eu era o mais ingênuo dos filósofos da nossa geração. Em todos nós se encontram temas como a multiplicidade, a diferença, a repetição. Mas eu proponho conceitos quase em bruto, ao passo que os outros trabalham mais com mediações. A superação da metafísica ou a morte da filosofia nunca me disseram respeito, e da renúncia ao Todo, ao Uno, ao sujeito, nunca fiz disso um drama. Não rompi com uma espécie de empirismo, que procede a uma exposição direta dos conceitos. Não passei pela estrutura, nem pela linguística ou a psicanálise, pela ciência ou mesmo pela história, porque penso que a filosofia tem o seu material bruto que lhe permite entrar em relações, exteriores, mais necessárias ainda, com outras disciplinas. É talvez isto que Foucault queria dizer: eu não era o melhor, mas o mais ingênuo, uma espécie de arte bruta, se se pode dizer; não o mais profundo, mas o mais inocente ( desprovido da culpabilidade de “fazer filosofia” ).» do livro “O Mistério de Ariana”, Gilles Deleuze. Ed. Vega, Lisboa, 1996, p. 8.

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Ninguém é deleuziano *

É curioso como o texto de Deleuze pode parecer acessível e poderoso para alguns e tão obscuro e até delirante, para outros. O que tenho observado ao longo destes anos de trabalho com seu pensamento é que fazer ou não sentido, quando se trata de um texto de Deleuze, não depende de erudição filosófica, nem de qualquer posição epistemológica, metodológica ou mesmo ideológica, como pensam alguns, quando querem reduzir Deleuze ao papel de um mero pensador de maio de 68. Fazer ou não sentido, no caso de um texto de Deleuze e de outros autores como Nietzsche (um dos mais presentes na obra de Deleuze), depende muito mais da postura desde a qual o leitor exerce seu próprio pensamento. Me explico: em seu livro sobre Proust e também em Diferença e Repetição, Deleuze escreve que «só se pensa porque se é forçado»

Leia mais aqui:

NINGUÉM É DELEUZIANO – SUELY ROLNIK

  • Suely Rolnik. Entrevista a Lira Neto e Silvio Gadelha, publicada com este título in O Povo, Caderno Sábado: 06. Fortaleza, 18/11/95; com o título “A inteligência vem sempre depois” in Zero Hora, Caderno de Cultura.
    Porto Alegre, 09/12/95; p.8; e com o título “O filósofo inclassificável” in A Tarde, Caderno Cultural: 02-03. Salvador, 09/12/95.

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