haf: por que (apenas) nós?

2019, fevereiro 18, segunda-feira

trocaram meu horário. só esqueceram de me avisar. fui pra escola só pra cumprir o haf. não dei aula. mas confesso que foi um alívio. estou com dificuldades em entrar em sala… ou melhor… ou pior… ver gente. hoje andei triste e exausto o dia inteiro… mas o mais engraçado, ou trágico, é que ontem eu não fiz nada…

estou num momento fora de controle… compulsivo e disperso… emoções a flor da pele, como se eu fosse capaz de chorar a qualquer instante…

esse negócio de parar de tomar a medicação não tá ajudando…

***

e eu devia estar contente… satisfeito, feliz, sei lá… os horários estão se encaixando, na escola trocaram meu horário… ficou bom. na ufsc, me deram as disciplinas que pedi no ajuste de matrícula… agora em março terá a última e derradeira audiência para encerrar essa novela mexicana e eu assumir a paternidade de izabel… fiz um quarto pra ela na minha casa… e pela primeira vez poderei ter minha filha morando na minha casa… dividir o teto com ela… e não precisarei mais que zélia more no mesmo terreno, porque já passou da hora de ela ir embora, porque ela só veio morar na casa cedida por meu pai para que eu pudesse ter o contato e criar o vínculo com izabel… mas já chegou a hora de era liberar a casa para meu pai, e a agora, com minha casa, que meu pai tem me ajudado a construir, que ainda está em obra, pequenos detalhes e pintura… mas já é habitável… e o registro… enfim… tudo se aprumando… e eu que devia estar bem… me sinto triste, exausto, com vontade de sumir.

como se eu não merecesse nada disso.

preciso procurar ajuda médica novamente. para sair desse buraco que andei a me meter. eu estou perigoso pra mim mesmo.

***

tentei começar a ler chomsky… estou tentando, já que não consigo ler nada esse ano.

52833839_10157037715022354_5769723868465856512_nNós nascemos chorando, mas esses gritos já anunciam os primeiros sinais de linguagem. O choro de bebês alemães reflete a melodia da fala alemã; o choro de bebês franceses reflete a fala francesa – algo aparentemente adquirido ainda no útero. Já no primeiro ano de vida, as crianças dominam o sistema sonoro de sua língua. Depois de mais alguns anos, elas começam a conversar com seus cuidadores. Essa notável habilidade, específica de nossa espécie, para adquirir qualquer linguagem humana – a “faculdade da linguagem” – há muito tempo levanta questões biológicas importantes, como as seguintes: qual é a natureza da linguagem? Como ela funciona? Como evoluiu?
Esta coleção de ensaios aborda a terceira questão mencionada: a evolução da linguagem. Apesar de afirmações em contrário, a verdade é que sempre houve um forte interesse sobre a evolução da linguagem, desde o início da gramática gerativa na metade do século XX. A gramática gerativa procurou, de modo inédito, fornecer descrições explícitas de línguas – gramáticas – que pudessem explicar aquilo que chamaremos de Propriedade Básica da linguagem, ou seja: o fato de que uma língua é um sistema computacional finito que produz uma infinidade de expressões, cada uma delas com uma interpretação definitiva nos sistemas semântico-pragmático e sensório-motor (informalmente, pensamento e som).

Por que apenas nós? Linguagem e evolução – Noam Chomsky, Robert C. Berwick – Tradução: Gabriel de Ávila Othero, Luisandro Mendes Souza

Por Que Nós? Marcelo Jeneci e Luiz Tatit

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