tinnitus…

2019, abril 6, sábado

05:44 é cedo. vento sul. 20 nós. bebo o mate da manhã, enquanto a gata me olha estática aguardando algo, a ração diária… e um zumbido toma conta da minha cabeça.

acordei, era 04:00. e a primeira leitura foi… uma releitura… mas isto só me faz lembrar que preciso estudar mais… muito mais.

«Para que a revolução de um povo e a emancipação de uma classe particular da sociedade civil coincidam, para que um estamento se afirme como um estamento de toda a sociedade, é necessário que, inversamente, todos os defeitos da sociedade sejam concentrados numa outra classe…» Trecho tirado do texto Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, página 160.

07:21 é hora de sair… ir ao trabalho…

mas antes colo duas coisas interessantes lidas pela manhã: monkey see, monkey do

e se pássaros deixassem pegadas no céu, elas seriam assim…

***

19:05 essa música é linda, esse cara é lindo… essa interpretação é fodástica.

Ney Matogrosso – Nada Por Mim

e eu agora tentando lembrar a música que ouvi pela manhã, enquanto ia para o trampo… e pensei… preciso anotar isto… mas isto… isto era antes de pegar no sono no busão. então bora dar um reverso no setlist… cartola, caetano, criolo, drexler, gil… achei… Música de Gilberto Gil. No Piano: Antonio Adolfo. Faixa extraída do Songbook de Gilberto Gil – 1992 – Lumiar Discos.

Ângela Rô Rô – Deixar Você

Deixar você ir / Não vai ser bom / Não vai ser bom pra você / Nem melhor pra mim / Pensar que é só deixar de ver é acabou / Vai acabar muito pior / Pra que mentir e fingir que o horizonte termina ali defronte / E a ponte acaba aqui? / Vamos seguir / Reinventar o espaço / Juntos manter o passo / Não ter cansaço / Não crer no fim / O fim do amor / Oh, não / Alguma dor / Talvez sim / Que a luz nasce na escuridão…

Gilberto Gil – Deixar Você

UMBANDAUM 1982 GILBERTO GIL

***

e as vezes viver é bonito… as vezes viver dói… as vezes viver me deixa assim, meio angústiado. pensando… será que estou fazendo a coisa certa? e porque me sinto tão trancado, tão duro… tão quadrado – é tão bonito ver a liberdade no outro e quando ela brota dentro de você… que a minha maior dor é sentir-me nessa desembestada insistência em escapar [por sentir-me inadequado, impróprio, não-válido] quando [se eu pudesse] o que mais quereria era dar-me por inteiro.

Maria Bethânia – Quem Me Leva os Meus Fantasmas

letra de Pedro Abrunhosa

De que serve ter o mapa se o fim está traçado
De que serve a terra à vista se o barco está parado
De que serve ter a chave se a porta está aberta
De que servem as palavras se a casa está deserta

Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos em sonhos gigantes
E a cidade vazia da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada
Quem me diz onde é a estrada
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada
E me diz onde é a estrada

Aquele era o tempo em que as sombras se abriam
Em que homens negavam o que outros erguiam
Eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso abraçava de menos
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala nem a falha no muro
E alguém me gritava com voz de profeta
Que o caminho se faz entre o alvo e a seta

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