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domingo de carnaval?

2019, março 3, domingo

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sozinho em casa, cantando alto… cartola, criolo, nação zumbi, caetano e tantos outros…

Nação Zumbi – Um Sonho

Estão comendo o mundo pelas beiradas
Roendo tudo, quase não sobra nada
Respirei fundo achando que ainda começava
Um grito no escuro, um encontro sem hora marcada
Ontem eu tive esse sonho
Nele encontrava com você
Não sei se sonhava o meu sonho
Ou se o sonho que eu sonhava era seu
Um sonho dentro de um sonho
E eu ainda nem sei se acordei
Desse sonho quero imagem e som
Pra saber o que foi que aconteceu
Hoje de manhã eu acordei sem imagem e sem som
Estão comendo o mundo pelas beiradas
Roendo tudo, quase não sobra nada
Respirei fundo achando que ainda começava
Um grito no escuro, um encontro sem hora marcada
Ontem eu tive esse sonho
Nele encontrava com você
Não sei se sonhava o meu sonho
Ou se o sonho que eu sonhava era seu
Um sonho dentro de um sonho
E eu ainda nem sei se acordei
Desse sonho quero imagem e som
Pra saber o que foi que aconteceu
Hoje de manhã eu acordei sem imagem e sem som
Um sonho dentro de um sonho
E eu ainda nem sei se acordei
Desse sonho quero imagem e som
Pra saber o que foi que aconteceu
Ontem eu tive esse sonho
Nele encontrava com você
Não sei se sonhava o meu sonho
Ou se o sonho que eu sonhava era seu

 

na casa daquele cara

2019, fevereiro 3, domingo

ontem fiquei cansado demais. mas fiz babaganuche;
ontem fizemos, eu e meu pai, uma estante para os livros… é provisoria, mas é melhor que em caixas de feira.
e os gatos adoraram a estante… mas não gostaram da ração nova.
anteontem eu deveria ter pintado, mas adiei. ontem eu devia ter pintado, mas choveu. hoje acordei tarde e até o momento estou sem vontade, mas é quase a única tarefa do dia.
a outra tarefa é achar a minha carteira de motorista, supostamente perdida na montanha de papéis sobre a mesa… e organizar os documentos nas pastas.
mas o clima de vento sul é tão gostoso e bonito… dá vontade de ficar o dia inteiro à toa. observando a dança das árvores, o mar crespo, os tesourões no alto do morro, entre as árvores, equilibrando-se ao vento, e na altura do meu olho… a poucos metros.
meu almoço, agora, é esdrúxulo… más ‘tá uma delícia: babaganoush, tomate seco, rúcula, feijão, mandioca frita, macarrão e batata. é um exagero eu sei, mas é o desjejum.
pelo segundo dia, dormi com a porta aberta e no sofá da sala… dora dormiu aos meus pés. quando o despertador tocou, ela fez uma festa… doce ilusão, voltei a dormir.
quando minha mãe me acordou hoje cedo, dora ficou faceira também… e quando meu pai me acordou… e quando a chuva me acordou… e quando izabel me acordou… enfim, fiquei deitado até as 13h. dora ficou aos meus pés. rocando e/ou suspirando.
nosso passeio foi adiado até o começo da tarde.
P_20190203_155900_HDR.jpglembrar de tirar foto da copa do garapuvu… nesses nossos passeios, eu costumo abraçar as árvores lá de casa…e curtir essa sensação de ficar bem pequeno e no meio da mata.
e a dora sabe esperar o mate… enquanto aqueço a água, preparo a erva na cuia, troco a água dela e dou a ração… mas é só pegar minha cuia e a garrafa térmica, que ela corre para o portão. ela sabe que é hora de explorar a mata, a rua/trilha e terrenos baldios da vizinhança…
mas hoje como me acordaram várias vezes… eu me recordo dos meus sonhos.
o que mais me marcou foi: havia alguma confraternização/reunião/visita na minha casa e eu não queria ver ninguém… e entre ficar na bad, alone, eu comecei a andar… e sair… e de repente, andando em espiral por cômodos, corredores, vielas, ruas, quadras… eu me perdi. e em algum momento fiquei/estava nu… e até que ao longe… avistei a construção do muro de pedras que havia estado numa das passagens anteriores… e me encontrei… mas era longe… e retornei, com a companhia de uma pessoa estranha, que era de longe, e que ia para a direção da mesma cidade que eu. e alguém me acordou.
e houve outro sonho, que não me recordo se foi antes desse ou depois… mas eu estava em um quarto de hotel, gigante… haviam pessoas, e era a reunião de alguma coisa.

ode descontínua e remota para flauta e oboé – de ariana para dionísio

2019, janeiro 3, quinta-feira

buscando coisas sobre o fio de ariadna, dos fragmentos da série de ontem… me deparei com isto, via Mário Amora Ramos:

Canção VI ( Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé) por Ná Ozetti

(Poema de Hilda Hilst, musicado por Zeca Baleiro)

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&

PRELÚDIOS-INTENSOS PARA OS DESMEMORIADOS DO AMOR.
I
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.

Hilda HilstObra poética reunida, pág. 228

***

calor infernal… então a gente aproveita para ver a segunda temporada de Westworld

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e eu ainda não acheio o fio de ariadne…

Nun habt ihr sie gehort die tochter des minos.
glaubt, sie zu kennen. ist sie nicht gut und schon?
einspinenn lassen habt ihr euch. von ihren worten. ihrem hübschen blick. doch glaubt mir. ein jeder, ob königstochter oder nicht, steht mit einem fuss im schatten. mit dem anderen im licht.

nimm das. es soll dich leiten. du musst tief hinein, bis in die mitte. dort im schatten wartet er. halb menrsch, halb tier. du musst schnell sein. triff ihn mitten ins herz. das ist mir einerlei. das band, das wir knüpfen… Versprich mir, das du es nie trennst.

Seit Tagen habe ich nichts gegessen. Meine Augen werden schwarz. Es geht zu Ende. So wie er einst ins Labyrinth hinabstieg… so steige ich nun in meins. Nun steh inch vor euch. Keines königs Tochter. Keines Mannes Weib. Keines Bruders Schwester. Ein loses Ende in der Zeit. So sterben wir alle gleich. Egal, in welches Haus geboren. Egal, in welches Gewand. Auf Erden kurz… oder lang gewesen. Nur ich selber knüpf mein Band. Selbst ob ich Hände reichte… oder Hände schlug… geht es für uns gleich zu Ende. Die dort oben haben uns längst vergessen. Sie richten uns nicht. Im Sterben bin ich ganz allein. Mein einziger Richter… Ich.