Archive for the '04' Category

conversa fiada… do you speak bristol?

[ter] 4 de dezembro de 2018

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ever noticed how Bristolians put an L on the end of their words? 

[só pq estava aqui nos rascunhos… há dias… perdi o dia, mas esse acento é interessante…]

***

«Se fiamos num bem, que a mente cria,

                  Que outro remédio há aí senão ser triste?    

Antero de Quental, Sonetos»

resfriado. cansado. eu até tentei, mas não consigo sair dessa cama hoje. nem desse labirinto dos últimos dias… não consigo fazer coisas básicas.

[_] questões de teoria literária [função discente]
[_] questões para o jogo sociológico [função docente]
[_] preencher diários [função docente]
[_] ir trabalhar [sobrevivência]
[_] ajudar na construção da casa [família]
[x] estar com família [vida]
***
levantei… depois que insistiram, mas faltei.
e podei árvores… pra me distrair de ficar pensando nessas coisas que tenho que fazer e não faço. cravei um espinho no dedo, pra lembrar dele pelo resto da semana… tudo está doendo.
mas vi o sol branco [fff5f2] se pôr num céu rosa-azul, com uma borda tipo efeito 3D [anáglifo]. eu sei, as cores não eram essas… eu apenas estava fritando meus olhos ao expor meus fotorreceptores cruamente, sem filtro algum, por dois minutos enquanto o sol desaparecia.

ramphastos dicolorus

[dom] 4 de novembro de 2018

7h39 #tucano-de-bico-verde  #ramphastosdicolorus

16h31 gripei. tudo [es]tá dolorido. dora tomou banho hoje.

«(…) Ângela é doida. Mas tem uma lógica matemática na sua doidice aparente. E se diverte muito a escandalosa. Aguça-se demais e depois não sabe o que fazer de si. Que se dane. Entre o “sim” e o “não” só há um caminho. Escolher. Ângela escolheu “sim”. Ela é tão livre que um dia será presa.
– Presa por quê?
– Por excesso de liberdade.
– Mas essa liberdade é inocente?
– É. Até mesmo ingênua.
-Então por que a prisão?
-Porque a liberdade ofende.” 
C. Lispector – “Um Sopro de Vida».

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**

na tevê toca aquelas músicas antigas…

Queen – I want to break free // I want to break free / I want to break free / I want to break free from your lies / You’re so self satisfied I don’t need you / I’ve got to break free / God knows, God knows I want to break free / I’ve fallen in love / I’ve fallen in love for the first time / And this time I know it’s for real / I’ve fallen in love, yeah / God knows, God knows I’ve fallen in love / It’s strange but it’s true / I can’t get over the way you love me like you do / But I have to be sure / When I walk out that door / Oh how I want to be free, baby / Oh how I want to be free / Oh how I want to break free / But life still goes on / I can’t get used to living without, living without / Living without you by my side / I don’t want to live alone, hey / God knows, got to make it on my own / So baby can’t you see / I’ve got to break free / I’ve got to break free / I want to break free, yeah / I want, I want, I want, I want to break free / Compositor: John Deacon

Lulu Santos – Sincero // Você não pode me odiar / Só porque eu falei a verdade / Pior seria te iludir o tempo todo / Não vejo vantagem / Você precisa entender meu jeito de te querer / Pode até não ser como você imaginou / Mas eu te quero, eu te venero / Eu te adoro, só não vou te enganar / Porque eu sou sincero / Baby eu sou sincero / Você não pode me estranhar / Depois que eu falei a verdade / Pior seria te iludir o tempo todo / Não vejo vantagem / Você precisa entender meu jeito de te querer / Pode até não ser assim do jeito que você imaginou / Mas eu te quero, eu te venero / Eu te adoro, só não vou te enganar / Porque eu sou sincero / Baby eu sou sincero / Sou sincero / Sou sincero / Compositor: Lulu Santos

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não fiz nada. ansiedade em modo on… e evoluindo.

liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda

[qui] 4 de outubro de 2018

chegaram…
#O Uso da Poesia e o Uso da Crítica, T. S. Eliot
#Por que Apenas Nós? Linguagem e Evolução, Noam, Chomsky
#Gramática na Escola, Roberta Pires de Oliveira
***

do conselho de classe de hoje… valeu pelas narrativas, os exemplos… essas entregas. quando um professor se emociona ao falar sobre o processo pedagógico… quando a gente sente arrepiar a pele… só posso dizer que a jaque é uma pessoa linda.

e que eu sinto falta disso em mim.

pensava sobre isso quando voltava para casa… como esse é o primeiro ano em que eu não faço nada diferente…

***

«Livre é o estado daquele que tem liberdade. Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.» Jorge Furtado

ROMANCE XXIV OU DA BANDEIRA DA INCONFIDÊNCIA

Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
– e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras:
olhos colados aos vidros,
mulheres e homens à espreita,
caras disformes de insônia
vigiando as ações alheias.
Pelas gretas das janelas,
pelas frestas das esteiras,
agudas setas atiram
a inveja e a maledicência.
Palavras conjeturadas
oscilam no ar de surpresas,
como peludas aranhas
na gosma das teias densas,
rápidas e envenenadas,
engenhosas, sorrateiras.

Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
brilham fardas e casacas,
junto com batinas pretas.
E há finas mãos pensativas,
entre galões, sedas, rendas,
e há grossas mãos vigorosas,
de unhas fortes, duras veias,
e há mãos de púlpito e altares,
de Evangelhos, cruzes, bênçãos.
Uns são reinóis, uns, mazombos;
e pensam de mil maneiras;
mas citam Vergílio e Horácio
e refletem, e argumentam,
falam de minas e impostos,
de lavras e de fazendas,
de ministros e rainhas
e das colônias inglesas.

Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
uns sugerem, uns recusam,
uns ouvem, uns aconselham.

Se a derrama for lançada,
há levante, com certeza.
Corre-se por essas ruas?
Corta-se alguma cabeça?
Do cimo de alguma escada,
profere-se alguma arenga?
Que bandeira se desdobra?
Com que figura ou legenda?
Coisas da Maçonaria,
do Paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade?
Um gênio a quebrar algemas?

Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidência.
E diz o Vigário ao Poeta:
“Escreva-me aquela letra
do versinho de Vergílio…
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário,
com dramática prudência:
“Tenha meus dedos cortados,
antes que tal verso escrevam…
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus – pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).

Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
– e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras.
“Que estão fazendo, tão tarde?
Que escrevem, conversam, pensam?
Mostram livros proibidos?
Lêem notícias nas Gazetas?
Terão recebido cartas
de potências estrangeiras?”
(Antiguidades de Nimes
em Vila Rica suspensas!

Cavalo de La Fayette
saltando vastas fronteiras!
Ó vitórias, festas, flores
das lutas da Independência!
Liberdade – essa palavra
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)

E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.

O Romanceiro da Inconfidência
CECÍLIA MEIRELES

tag

[sáb] 4 de agosto de 2018

eu voltava para casa e conversava com ele. ia me narrando sobre suas crises de ansiedade, sobre suas dificuldades, e me disse assim:

quantas vezes estive ai, do outro lado da porta, e bastava um toque na campainha, ou mesmo na porta, ou um ‘olá, há alguém ai?’. quantas vezes estive ai, e em silêncio desisti, não sinalizei. petrificado, recuei.

hoje, novamente, ele foi até o portão, e recuou, sem conseguir encarar o rosto daquelas pessoas. aquele atraso provocou nele a sensação de que todos lhe julgariam… ficou ansioso, se descontrolou…

 

 

as cidades e a memória

[seg] 4 de junho de 2018

«Tudo isso para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar explicar ou ser imaginado explicando ou finalmente conseguir explicar a si mesmo que aquilo que ele procurava estava diante de si, e, mesmo que se tratasse do passado, era um passado que mudava à medida que ele prosseguia a sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente ao qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado mais remoto. Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos.

Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça que vive uma vida ou um instante que poderiam ser seus; ele podia estar no lugar daquele homem se tivesse parado no tempo tanto tempo atrás, ou então se tanto tempo atrás numa encruzilhada tivesse tomado uma estrada em vez de outra e depois de uma longa viagem se encontrasse no lugar daquele homem e naquela praça. Agora, desse passado real ou hipotético, ele está excluído; não pode parar; deve prosseguir até uma outra cidade em que outro passado aguarda por ele, ou algo que talvez fosse um possível futuro e que agora é o presente de outra pessoa. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.

– Você viaja para reviver o seu passado? – era, a esta altura a pergunta do Khan, que também podia ser formulada da seguinte maneira: – Você viaja para reencontrar o seu futuro?

E a resposta de Marco: – Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá.»

As Cidades Invisíveis. Italo Calvino. pág. 28-29

***

é chegaram… A poesia soviética [Poesia Soviética. Lauro Machado Coelho. Algol Editora 656 páginas. Ano: 2007] e os dois de Italo Calvino [Por que ler os clássicos (Edição de bolso). Italo Calvino. Tradução: Nilson Moulin. Companhia de Bolso] e As Cidades Invisíveis. Italo Calvino. Companhia das Letras, 2017, 2ª edição, 21ª reimpressão. Tradução Diogo Mainardi].

***

depois de dez dias em casa… segunda é dia de trabalho. e aquele dilema, aquela dificuldade de sair para o mundo real… ver pessoas, fazer uma cara sociável… cumprir horários.

tem sido tenso viver nesse último mês, nesses últimos anos.

programei postagem para a semana toda, no outro blogue [assim esqueço].

nota importante… se eu não tiver forças para viver por mim, que eu tenha por izabel. hoje, ela me contou que está triste, profundamente triste, mortalmente triste…

contei pra ela do sonho que tive ontem. acordei ainda com sua reminiscência, eu engolia um copo cheio de areia, e me via triste e engasgando, e meu pai, de carro, chegou, e pensei, preciso de ajuda, preciso dizer para ele, que sozinho eu não consigo sair dessa, olha meu estado... e subitamente acordei, ainda engasgado.

[tenho estado engasgado por muito tempo já. é um engasgar na garganta, no peito, nos sonhos…]

e foi simbólico. precisamos de ajuda. terapia, mas sobretudo, mudança de rotinas e hábitos.

***

depois de quase cinco meses em sala, hoje, as coisas começaram a fazer sentido. acorda raimundo [Curta-metragem. Drama/ficção. Brasil. 1990. Direção e roteiro: Alfredo Alves]…

lembrar de Adorno, e sua educação contra a barbárie.

lembrar Marcuse

lembrar Florestan

 

outra forma de ver é devorar

[sex] 4 de maio de 2018
00:01
John Cage: 4'33" for piano (1952)
John Cage: Ocean of Sounds
John Cage: In a landscape (1948)
John Cage: Amores (1943)
John Cage: A Book of Music (1944)
John Cage: Five
John Cage: Daughters of the Lonesome Isle (1945)
John Cage: Mysterious Adventure
John Cage: Forever and Sunsmell (1942)
John Cage: A Flower (1950)
John Cage: Forever and Sunsmell (1942)
John Cage: Variations II (1961)
John Cage: Cheap Imitation (1969)
John Cage: Bacchanale (1938/1940)
John Cage: Second Construction (1940)
John Cage: The Seasons, Ballet in one Act (piano version) (1947)
John Cage: First Construction (1939)
John Cage: Summer
John Cage - Primitive
John Cage - Litany for the Whale (1980)
John Cage: Living room music (1940)
Chet Baker - Almost blue

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«Almost blue / Almost doing things we used to do / There’s a girl here and she’s almost you / Almost / All the things that you promised with your eyes / I see in hers too / Now your eyes are red from crying / Flirting with this disaster became me / It named me as the fool who only aimed to be / Almost blue / It’s almost touching it will almost do / There’s a part of me that’s always true…always / Not all good things come to an end now it is only a chosen few / I’ve seen such an unhappy couple»  Compositor: Elvis Costello

1h17. tive uma sacada…
vou tocar o terror, virar a madrugada, corrigir tudo que falta, digitar tudo que falta. tirar da cartola uma aula e ir. porque se eu for dormir… não vou mais uma vez, e o estrago será absurdo.

Mordida – Previsível + Açucar

e foi essa canção, lá atrás [olha a minha cara de clint eastwood], no filme do Wellington Sari, que me levou até essa ótima banda.

abaixo, trabalho solo de Paulo de Nadal, vocalista da banda. Paulo De Nadal – A carta de Caminha, Paulo De Nadal – Mais Flores Que Espinhos, entre outras…

Outra forma de ver, é devorar
outra forma de cor, é decorar
outra forma de sim, dissimular
outra de vento, aventurar
outra forma de rua, arruinar
outra forma de água, é aguardar
outra forma de dor, adormecer
outra forma de reta, derreter,
e outra ainda é arretar
outra forma de ser é esquecer
e quantas formas devem ter
de se gostar, de se querer,
de se gostar de si
outra forma de circo é circular
outra forma de som é assombrar
outra forma de luz, alucinar
outra forma de disco, discordar
outra forma de uva, enviuvar
outra forma de voo, trovoar
outra forma de crer é escrever
outra forma de sol, absolver,
e se preferir soluçar
outra forma de furo, enfurecer
e quantas formas devem ter
de se gostar, de se querer,
de se gostar de si

***

23h00 nota adicional. consegui, sobrevivi. mas foi apavorante entrar em sala… um aperto no peito, uma apatia, e carreguei uma tonelada de peso, sobre as costas e sobre o peito.

e na correção das avaliações…

duas músicas vieram quando lia as seguintes palavras «será» e «ninguém é igual a ninguém»

em transição

[qua] 4 de abril de 2018

ouço minha respiração, como é estranho. sou pesado como o ar no meu peito. e essa quantidade irascível de palavras tem relação com o silêncio da minha boca. a sede que seca. e ser e aprender sendo mais peripatético, talvez. preciso descer, e é isso. chega mais perto de mim… e o que os outros estão a falar… sei lá eu, todo esse negócio de definição de identidade… é fachada fechada. apenas vou ficar por cá, em paz com o meu caos. e amanhã, cedo, a gente se encontra noutra batida do mar, na mudança do vento. quando esse garapuvu cair. pois não vim aqui para impressionar, mas eu devia não esquecer dos meus defeitos. dar um viva a vaia e sacar, que se é apenas isso aí, que mal se vê, esse monte de b e s t e i r a s / d e s p r o p ó s i t o s / p e r a l t a g e n s / i n u t i l i d a d e s / d e l í r i o s. amanhã a lua, o sol, estarão em outras casas… e os planetas poderão até se achegar.

«O poeta pôde falar por metáforas, como por exemplo em: “Todos os outros, deuses e guerreiros, dormiam a noite inteira“; e logo a seguir diz: “quando olhava para a planície de Troia… o ruído das flautas e das siringes“. Seguramente, “todos” está em lugar de “muitos” por metáfora, pois o termo “todo” contém a ideia de “muito”. Também: “a única que não se deita”, deve-se entender por metáfora, pois o mais conhecido é o que está só.» Arte Poética – Aristóteles

***

01 – Nada em vão – 00:00 02 – Hourglass – 03:06 03 – Mon nom – 06:39 04 – Irene – 10:48 05 – Mana – 14:06 06 – Fall asleep – 16:46 07 – The ribbon – 20:06 08 – O cometa – 24:56 09 – Cavalo – 27:49 10 – I’m ready – 30:25 11 – Tardei – 34:16

Nada em vão / No espaço entre eu e você / No silêncio um grito / O sim e o não / Eis então / Que o pedaço de mim / Que é só teu / É intento sem / Tanto intenção / Quando eu vejo você / Me olhando assim / Vendo em mim / O que eu vejo em ti / Qual razão / É medir o imenso da sede / Se cede o senso / À sensação / Ilusão / É a veste que / Faz-te volver / Que me envolve e verte / Afeto e afã / Quando eu vejo você / Me olhando assim / Vendo em mim / O que eu vejo em ti / Compositor: Rodrigo Amarante De Castro Neves
***

e incidental: Little Joy – Little Joy

isto a cima foi salvo há dez horas atrás…

e abaixo… há poucos segundos, antes de trocar o nome do blogue, ao abrir o google, um doodle que homenageia maya angelou:

Still I Rise

You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I’ll rise.
Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
’Cause I walk like I’ve got oil wells
Pumping in my living room.
Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I’ll rise.
Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops,
Weakened by my soulful cries?
Does my haughtiness offend you?
Don’t you take it awful hard
’Cause I laugh like I’ve got gold mines
Diggin’ in my own backyard.
You may shoot me with your words,
You may cut me with your eyes,
You may kill me with your hatefulness,
But still, like air, I’ll rise.
Does my sexiness upset you?
Does it come as a surprise
That I dance like I’ve got diamonds
At the meeting of my thighs?
Out of the huts of history’s shame
I rise
Up from a past that’s rooted in pain
I rise
I’m a black ocean, leaping and wide,
Welling and swelling I bear in the tide.
Leaving behind nights of terror and fear
I rise
Into a daybreak that’s wondrously clear
I rise
Bringing the gifts that my ancestors gave,
I am the dream and the hope of the slave.
I rise
I rise
I rise.
Maya Angelou, “Still I Rise” from And Still I Rise: A Book of Poems.  Copyright © 1978 by Maya Angelou

 

mas o que é mesmo gramática?

[dom] 4 de março de 2018

21 páginas para estudos gramaticais + 60 páginas para literatura portuguesa 1.

e um pacote imenso de ansiedade e procrastinação.

mas homem, saia daqui e vá lá fichar os textos… para logo mais, amanhã cedo, debater em sala.

***

It’s All Over Now, Baby Blue / Compositor: Bob Dylan / You must leave now, take what you need, you think will last / But whatever you wish to keep, you better grab it fast / Yonder stands your orphan with his gun / Crying like a fire in the sun / Look out the saints are comin’ through / And it’s all over now, baby blue / The highway is for gamblers, better use your sense / Take what you have gathered from coincidence / The empty-handed painter from your streets / Is drawing crazy patterns on your sheets / This sky, too, is folding under you / And it’s all over now, baby blue / All your seasick sailors, they are rowing home / All your reindeer armies, are all going home / The lover who just walked out your door / Has taken all his blankets from the floor / The carpet, too, is moving under you / And it’s all over now, baby blue / Leave your stepping stones behind, something calls for you / Forget the dead you’ve left, they will not follow you / The vagabond who’s rapping at your door / Is standing in the clothes that you once wore / Strike another match, go start anew / And it’s all over now, baby blue

“It’s all over now, Babe Blue”- Bob Dylan – Negro Amor (versão: Cetano Veloso e Péricles Cavalcanti) / Vá, se mande, junte tudo que você puder levar / Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já / Seu filho feio e louco ficou só / Chorando feito fogo à luz do sol / Os alquimistas já estão no corredor / E não tem mais nada, negro amor / A estrada é pra você e o jogo é a indecência / Junte tudo que você conseguiu por coincidência / E o pintor de rua que anda só / Desenha maluquice em seu lençol / Sob seus pés o céu também rachou / E não tem mais nada, negro amor / E não tem mais nada, negro amor / Seus marinheiros mareados abandonam o mar / Seus guerreiros desarmados não vão mais lutar / Seu namorado já vai dando o fora / Levando os cobertores? E agora? / Até o tapete sem você voou / E não tem mais nada, negro amor / E não tem mais nada, negro amor / As pedras do caminho deixe para trás / Esqueça os mortos eles não levantam mais / O vagabundo esmola pela rua / Vestindo a mesma roupa que foi sua / Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor / E não tem mais nada, negro amor

***

carbono alterado

[dom] 4 de fevereiro de 2018

último dia das férias

***

dia ansioso… tudo em suspensão. uma jogada mal dada e tudo se explode no ar…

preciso saber a grade de horário das disciplinas…

para escolher os dias de trabalho.

e para ferrar… das 6 disciplinas de 4 créditos obrigatórias da primeira fase… apenas uma é dada num dia só, as demais são fatiadas e intercaladas nos demais 4 dias.

e ferrou… porque cinco FI não é agora que seja viável,

agora é tentar rever a disposição das turmas… diminuir um dia de trabalho na manhã… negociar… negociar.

***

fiquei escondido finalizando a maratona de altered carbon.

 

água demais afoga a planta

[qui] 4 de janeiro de 2018

ganhei mais uma da a.i. no twilight struggle.

vou me mudar para a casa da frente… aquela em reforma ainda – não haverá pia e nem fogão,e nem essa vista incrível, aqui da casa da mãe.

demolição final da casa… restou apenas o telhado.

desenhei no chão… o cômodos. amanhã começamos a levantar as paredes.

na baia norte há uma céu de estrelas no mar… são os barcos pesqueiros…

e da ressaca de histories de ontem… e das musicas aleatórias… foi dia de ouvir músicas.

trilha de fundo «quando você botou o dedo no meu coração abriu um rio…»  VID_36560329_131842_103.gif

Karina Buhr – Desperdiço-te-me

 

«quando você botou o dedo no meu coração / abriu um rio, abriu meus olhos / de que a sala estava escura / que brilhava pele dura e paixão / hoje desperdiço-me / sentada nesse jardim / vendo a vida passar por mim / assim / hoje desperdiço-me / vendo um pedaço da vida passar por mim / e não faço nada pra conter / o desvio de poder sobre mim / que passou de mim pra você / quando te vi pela segunda vez / então desperdiço-te-me nesse cansaço da vida / que passa por mim /então desperdiço-te-me nesse cansaço da vida que passa por mim»

ps: é aniversário da luz.

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