Archive for the '06' Category

a história que a história não conta

2019, março 6, quarta-feira

com minha armadura de cartola… fui pra escola… encarar o mundo, e  registro aqui meus parabéns à estação primeira…

Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, Malês

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Enredo: História pra Ninar Gente Grande
Compositores: Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo a Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não tá no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de Cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, Malês
(Mangueira)

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô abre alas pros teus heróis de barracões (bis)
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões
(São verde-e-rosas as multidões)

as tentações da manhã

2019, fevereiro 6, quarta-feira

6h35 mate feito. e já roncando. lá fora um coral… das mais variadas aves. ainda faz escuro, é o finalzinho da madrugada…

5h58 acordei, antes do despertador, e ainda envolto nas brumas do sonho… ou pesadelo?

dois motoqueiros estavam festando na casa do vizinho… então, eles resolvem adentrar o meu quintal… por aquela antiga entrada do cinamomo – que não existe mais faz uns vinte anos, no mínimo – e eu arremesso um lápis, que acerta a roda traseira, enquanto estacionam. ao tirarem os seus capacetes, eu descubro quem é ele e quem é ela. e peço desculpa, pela minha ignorância e brutalidade, eles sentem-se ofendidos… vieram me ver. ela veio me ver… ele acompanhava ela. aceitam minhas desculpas… conhecem minha casa… e de repente, vira e termina como uma propaganda de cerveja, bizarramente, como uma direta para o meu estado de homem-gelo. 

acordei neste instante. e ao percorrer os fragmentos destes sonhos… vão se somando outras imagens, sobrecamadas, numa amálgama, e seus possíveis significados… há elementos de coisas que eu pensei e vivi ontem… momentos, lugares, pessoas, medos e desejos. eu só não entendi qualé dos dois motoqueiros?!

06:51 a tentação é a soneca do despertador, essa vontade absurda de voltar a dormir… e a maquininha na mente dizendo… não tem problema nenhum chegar um bocadinho atrasado…

06:59 há uma avalanche de frases musicais… identifico todas, exceto a que deu o estarte. será que ela existe? fragmento: somos memória e desejo

07:03 não há mal nenhum em pegar o 7h25. e se eu soubesse da programação de hoje cedo… péssima hora, quando emprestei minha folhinha com a programação lá na segunda. talvez…

07:04 e a justificativa matemática: como eu faltei ontem, e não terei o certificado… e pelas minhas contas, pela carga horária que tenho, posso faltar 3 turnos na semana de formação… e se eu voltasse a dormir mais uma horinha? que tentação.

Somos-medo-e-desejo-Somos-feitos-de-silencio-e-som07:09 não é memória… é medo. lembrei…

e achei esse texto aqui de Cibele Prado Barbieri:

«Sobre amor e gozo, há certas coisas que não sei dizer…»

07:28 é… menos de 12 horas e eu já me arrependendo da vivo, instabilidade fudid… só caindo esse negócio… e ps: eu só vou pela tarde.

07:43 o sono novamente chegou.

o microbioma e o dia de reis

2019, janeiro 6, domingo

acordei cedo. tenho andado cansado e um tanto irritado…

acordei em tempo de ver minha mãe antes de ela ir trabalhar, e enquanto mateava, ela lembrou que hoje é dia de reis, dia de comer doce, pois era o dia de desmanchar a árvore e o presépio e as crianças comiam os doces da árvore.

na hora lembrei de tim.

A Festa do Santo Reis – Tim Maia

t54169105-b1424731487_s400Hoje é o dia do Santo Reis / Anda meio esquecido / Mas é o dia da festa do Santo Reis / Hoje é o dia do Santo Reis / Anda meio esquecido / Mas é o dia da festa do Santo Reis / Eles chegam tocando sanfona e violão / Os pandeiros de fita carregam sempre na mão / Eles vão levando, levando o que pode / Se deixar com eles, eles levam até os bode / É os bode da gente, é os bode méé / É os bode da gente, é os bode méé / Hoje é o dia do Santo Reis hum / Hoje é o dia do Santo Reis, hoje é o dia / Hoje é o dia do Santo Reis, é o dia da festa // Compositores: Marcio Leonardo Sossio
e ouvi isto pela tarde um bocado de caetano e de gil…

Back In Bahia – Gilberto Gil

download (1)Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui / Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim / Puxando o cabelo / Nervoso, querendo ouvir Celly Campelo pra não cair / Naquela fossa / Em que vi um camarada meu de Portobello cair / Naquela falta / De juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir / Naquela ausência / De calor, de cor, de sal,de sol, de coração pra sentir / Tanta saudade / Preservada num velho baú de prata dentro de mim // Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar / Do luar que tanta falta me fazia junto do mar / Mar da Bahia / Cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar / Tão diferente / Do verde também tão lindo dos gramados campos de lá / Ilha do norte / Onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar / Por algum tempo / Que afinal passou depressa, como tudo tem de passar / Hoje eu me sinto / Como se ter ido fosse necessário para voltar / Tanto mais vivo / De vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá // Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui / Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim / Puxando o cabelo / Nervoso, querendo ouvir Celly Campelo pra não cair // Naquela fossa / Em que vi um camarada meu de Portobello cair / Naquela falta de juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir / Naquela ausência / De calor, de cor, de sal, de sol, de coração pra sentir / Tanta saudade / Preservada num velho baú de prata dentro de mim // Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar / Do luar que tanta falta me fazia junto do mar / Mar da Bahia / Cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar / Tão diferente / Do verde também tão lindo dos gramados campos de lá / Ilha do norte / Onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar / Por algum tempo / Que afinal passou depressa, como tudo tem de passar / Hoje eu me sinto / Como se ter ido fosse necessário para voltar / Tanto mais vivo / De vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá

e que cabelo bonito o de caetano.

Asa Branca – Caetano Veloso

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Quando olhei a terra ardendo / Qua fogueira de São João / Eu perguntei a Deus do céu, uai / Por que tamanha judiação / Eu perguntei a Deus do céu, uai / Por que tamanha judiação / Que braseiro, que fornalha / Nem um pé de prantação / Por farta d’água perdi meu gado / Morreu de sede meu Alazão / Por farta d’água perdi meu gado / Morreu de sede meu Alazão / Inté mesmo a asa branca / Bateu asas do sertão / Intonce eu disse a deus Rosinha / Guarda contigo meu coração / Intonce eu disse a deus Rosinha / Guarda contigo meu coração / Hoje longe muitas léguas / Nessa triste solidão / Espero a chuva cair de novo / Para mim vortar pro meu sertão / Espero a chuva cair de novo / Para mim vortar pro meu sertão / Quando o verde dos teus olhos / Se espalhar na prantação / Eu te asseguro, não chore não, viu / Que eu vortarei, viu, meu coração / Eu te asseguro, não chore não, viu / Que eu vortarei, viu, meu coração // Compositores: Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga

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e achei isto interessante essa reportagem de James Gallagher, da BBC:

«A maior parte do seu corpo não é humana»

resumidademente diz ela que somos mais micróbio do que humano. se contarmos todas as células, e retirarmos a parte do microbioma, resta apenas 43% humano.
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fiz bolhas nas mãos… ajudando na passagem da fiação. amanhã termina a parte elétrica da casa… segunda e terça é dia de encaixotar tudo daqui. quarta-feira limpeza da casa nova… e até domingo próximo mudança.