Archive for the '06' Category

mas como um país não é a soma de rios, leis, nomes de ruas, questionários e geladeiras

[ter] 6 de novembro de 2018

acordo resoluto. são duas e dezoito. aqueço meu chá de guaco e passo unguento, vaporub.

fichar dois txts: A classe média no espelho A elite do atraso

e preparar slide da aula:

se der… corrigir as avaliações.

e se der ainda… finalizar as tarefas no moodle.

***

«Uma coisa é um país,
outra uma cicatriz.»
Affonso Romano de Sant’Anna

já são três e onze… o tempo voa: dormir e ler amanhã:

O GOLPISMO PLUTOCRÁTICO E O ÓDIO À DEMOCRACIA: Reflexões na companhia de Jessé Souza, David Graeber e Jacques Rancière

e

AS FRATURAS DE UMA PÁTRIA PARTIDA – Por Mauro Iasi, Vladimir Safatle e Eduardo Viveiros de Castro

***

já são vinte e duas e cinquenta e oito… depois de um dia nulo. não fiz nada além de esperar e dormir, com atestado para o dia, e com a receita de antialérgico, antibiótico e analgésico. mas logo mais… há um caminhão de coisas me esperando.

tem me faltado coragem para viver. ah, guimarães…

estou a beira do colapso.

***

«Not to examine one’s practice is irresponsible;
to regard teaching as an experiment and to monitor
one’s performance is a responsible professional act.»
(Ruddock, 1984 apud Williams & Burden, 1997:55)

nota de rodapé:

RUDDOCK, J. Teaching as an art, teacher research and research-based teacher education.
Second Annual Lawrence Stenhouse Memorial Lecture, University of East Anglia, 1984 apud WILLIAMS, M. & BURDEN, R. L. Psychology for language teachers: a social constructivist approach. Cambridge: Cambridge University Press, 1997

SOUZA, Jessé José Freire de. A elite do atraso: da escravidão a Lava- jato. Rio de Janeiro: Casa da Palavra/Leya, 2017.

SOUZA, Jessé José Freire de. A classe média no espelho: Sua história, seus sonhos e ilusões, sua realidade. Rio de Janeiro: Estação Brasil/Sextante, 2018.

poema

 

 

a próxima aldeia

[sex] 6 de julho de 2018

notas da semana.

as professoras de história resolveram falar que estou acabado. olham para mim e dizem… como você está destruído.

e é nesses momentos em que estou realmente acabado, horrível, as pessoas sentem mais suscetíveis para falar de suas dores… e nessa nossa troca de dores, ela me disse que anda mal, angustiada… eu lhe conto de minhas dificuldades em viver. é assim, aparentemente não tem nada errado, tudo parece normal, mas a gente fica assim, com dificuldade para viver… se concentrar, ver sentido na vida.

*

mas ao menos tenho conseguido trabalhar, e do trabalho [meia boca] feito nas turmas… algumas meninas querem organizar um coletivo sobre gênero na escola, querem minha colaboração… e o rapaz, que escreveu na sua redação, me confidenciou, que o caso que ele narrou no texto, era a morte de sua mãe, pelo padrasto. me deu um aperto, um nó.

*

«Meu avô costumava dizer: “A vida é espantosamente curta. Para mim ela agora se contrai tanto na lembrança que eu por exemplo quase não compreendo como um jovem pode resolver ir a cavalo à próxima aldeia sem temer que – totalmente descontados os incidentes desditosos – até o tempo de uma vida comum que transcorre feliz não seja nem de longe suficiente para uma cavalgada como essa’». (Franz Kafka. “A Próxima Aldeia”, 1917.  tradução de Modesto Carone).

flesh and bone

[dom] 6 de maio de 2018

13h45

enquanto na outra tela vai rolando a founders’ cup of surfing, sento aqui para fazer o registro diário.

a 3ª temporada da série poldark finalizada. ainda sobrou tempo para ver talvez meu último filme [anon], direção de na netflix durante um bom tempo, já que cancelei a assinatura.

ainda faltam 7 provas para avaliar e digitar a nota.

e andei pensando… eu sei onde estou entrando, e sei que deve reagir e agir… e sobretudo, ter paciência e coragem para continuar respirando.

talvez andar mais, dar umas caminhadas… botar a bike para circular… encontrar amigos, mexer o corpo para chacoalhar a mente

e ser mais carne e osso.

***

«My insufficiency—whate’er you will:
I give the fight up: let there be an end,
A privacy, an obscure nook for me.
I want to be forgotten even by God.» Part V
Paracelsus Attains [1835], Robert Browning

«Somewhere, below, above,
Shall a day dawn—this I know—
When Power, which vainly strove
My weakness to o’erthrow,
Shall triumph. I breathe, I move,

I truly am, at last!
For a veil is rent between
Me and the truth which passed
Fitful, half-guessed, half-seen,
Grasped at—not gained, held fast».

Reverie, Asolando [1889], Robert Browning

***

Carne e Osso — Zélia Duncan & Paulinho Moska

A alegria do pecado / Às vezes toma conta de mim / E é tão bom não ser divina / Me cobrir de humanidade me fascina / E me aproxima do céu // E eu gosto / De estar na terra / Cada vez mais / Minha boca se abre e espera / O direito ainda que profano / Do mundo ser sempre mais humano // Perfeição demais / Me agita os instintos / Quem se diz muito perfeito / Na certa encontrou um jeito insosso / Pra não ser de carne e osso / Pra não ser carne e osso / Composição: Moska e Zélia Duncan

 

monkey pilots and ether

[sex] 6 de abril de 2018

com minhas olheiras monstruosas… meu sono constante. dei aula cedo, organizei a bagunça… e chegaram os livros, ou melhor… passei na saraiva para pegá-los. e veio a questão… como ler? como estudar? o desafio. reaprender a ser sistemático. dedicar tempo e método. e dessa semana de férias da faculdade que tirei por conta, tive um respiro, mas não desisti ainda. afinal… é para levar a graduação a sério e entrar no mestrado, num tempo médio…

***

mas hoje faltei, não quis correr. dei um foda-se…

trilha de fundo:

the comsat angels – waiting for a miracle.

1. “Missing in Action” 0:00 2. “Baby” 4:03 3. “Independence Day” 7:02 4. “Waiting for a Miracle” 10:49 5. “Total War” 13:47 6. “On the Beach” 17:36 7. “Monkey Pilot” 21:18 8. “Real Story” 25:43 9. “Map of the World” 29:29 10. “Postcard” 33:20 11. “Home Is the Range” 37:30 12. “We Were” 41:05

The Comsat Angels were an English post-punk band from Sheffield and Doncaster, England, initially active from 1978 to 1995.

gang of four – entertainment!

01. Ether (00:00) 02. Natural’s Not In It (03:50) 03. Not Great Men (06:57) 04. Damaged Goods (10:03) 05. Return The Gift (13:30) 06. Guns Before Butter (16:36) 07. I Found That Essence Rare (20:22) 08. Glass (23:37) 09. Contract (26:06) 10. At Home He’s A Tourist (28:47) 11. 5.45 (32:17) 12. Anthrax (36:01) 13. Outside The Trains Don’t Run On Time (40:26) 14. He’d Send In The Army (43:42) 15. It’s Her Factory (47:24) 16. Armalite Rifle (50:34)

Entertainment! is the debut album by English post-punk band Gang of Four, released in September 1979.

legião urbana – dois

1. 0:00 Daniel na Cova dos Leões 2. 4:00 Quase Sem Querer 3. 8:41 Acrilic on Canvas 4. 13:21 Eduardo e Mônica 5. 17:53 Central do Brasil 6. 19:28 Tempo Perdido 7. 24:30 Metrópole 8. 27:20 Plantas Embaixo do Aquário 9. 30:14 Música Urbana 2 10. 32:55 Andrea Doria 11. 37:48 Fábrica 12. 42:44 “Índios”

 

qual é a pergunta cretina?

[ter] 6 de março de 2018

é a pergunta não feita.

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falta tempo… para ler e fichar e dar conta dessa bagaça toda. queria uma forma de anotar e as anotações caírem direto aqui. um tablet?

primeira aula de teoria literária…

***

SONO MODO EXTREMO dia todo.

 

enxugar tempo

[ter] 6 de fevereiro de 2018

notas da manhã #1

como enxugar o tempo… para caber a minha grade e não surtar.

***

notas da manhã #2

conquistar tempo para as atividades escolares.

 

 

mão na massa

[sáb] 6 de janeiro de 2018

e hoje já é sábado. já é dia 6. e eu estou exausto pelo trabalho duro durante o dia inteiro.

 

minha lua negra em capricórnio… e uma social hangover

[dom] 6 de agosto de 2017
«Os seres humanos têm mil facetas e mil máscaras que usam de acordo com as circunstâncias e as fortunas do jogo da vida… e às vezes nem a gente mesmo conhece quem a gente é na lua.»

só queria deixar registrado que fiz um monte de coisas sem pensar nas consequências; e mais uma vez agi de forma totalmente impulsiva e aleatória, e não queria entrar em parafuso tentando equacionar: o que outros vão pensar; e como eu vou pensar e agir a partir de como eu gostaria (minha expectativa ideal), deveria (a expectativa social) e poderei concretamente a partir do que foi experimentado, e seus efeitos colaterais provocados ora inimagináveis.

eu estou exausto. exagerei. fui além do que deveria. e agora? três garrafas de vinho é muito. meu corpo sente o efeito até o momento. e se você para pensar na loucura, que é agir como um garoto sem noção, você enlouquecerá. sentir-se vivo é bom, mas o que é feito é feito e o que virá… há de vir e isto é tudo.

aceite o imponderável, e apenas não simule afeição e afetação.

cara, seja honesto consigo. seja franco e olhe dentro de suas contradições… tu é isto, essa anarquia violenta, esse buraco negro, esse canibal mastigando gente… e cedo ou tarde tu vai estragar tudo.

zera e segue… amanhã é segunda. amanhã a gente se vê e ri das insanidades.

e publica isso e vai lavar a louça.

 

 

ser mais que uma besta de carga

[qui] 6 de abril de 2017

11h04 só para registro:

dormi mal. o corpo não aguentou e desmaiou… acordei todo quebrado e um pouco cansado. acordei tarde. derrubei o pote de moedas antigas. quase furei o olho na bomba do mate. percebi que o vencimento de duas contas não era hoje, como eu imaginava… foi ontem, pagavéis somente na caixa, que merda. não fechou nem a primeira semana do mês e já estou devendo pra umbando de gente. triste.

sem contar as 5oo avaliações sobre a mesa me esperando…

***

14h42 outras notas:

mateei, almocei, organizei os papeis por turma… carai… é muita coisa. mas não toquei em nada. sigo me enrolando… deixando as horas passarem. tirei essa citação abaixo da timeline do didi

«O tempo é o campo do desenvolvimento humano. O homem que não disponha de nenhum tempo livre, cuja vida – afora as interrupções puramente físicas, do sono, das refeições etc. – esteja toda ela absorvida pelo seu trabalho para o capitalista, é menos que uma besta de carga. É uma simples máquina, fisicamente destroçada e brutalizada intelectualmente, para produzir riqueza para outrem. E, no entanto, toda a história da indústria moderna revela que o capital, se não tiver um freio, tudo fará, implacavelmente e sem contemplações, para conduzir toda a classe operária a esse nível de extrema degradação». “Trabalho assalariado e capital & salário, preço e lucro” de K. Marx (Ed. Expressão Popular)

23h32 nota final.

numa noite debatendo sobre avaliação (e nos insurgindo contra a normativa do governo), mas que no frigir dos ovos… não tocamos em nenhum ponto dessa fala abaixo, lida por acaso, por agora (pra ser honestos, passamos muito longe – anoto para o dia em que eu ressuscitar):

Diz que numa aula não se aprende nada, que os exames são o método mais falível que existe, que chumbar é a prova que a escola não funciona. O que pode ser diferente? Como se avalia um aluno?
A afirmação é radical. Mas toda a regra tem exceção. Aprendi Francês escutando aula, porque me apaixonei pela professora. A aprendizagem é antropofágica. Não se aprende o que o outro diz, apreendemos o outro. Um professor não ensina aquilo que diz, transmite aquilo que é. Poderá acontecer aprendizagem em sala de aula, se forem criados vínculos e esses vínculos não são apenas afetivos, também são do domínio da emoção, da ética, da estética… O que dizer da avaliação? Que quase não existe, nas escolas. Um ministro de má memória introduziu mais exames no sistema. Mais exames não melhoram o sistema, porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura. O teste é o instrumento de avaliação mais falível que existe. Conceber itens de teste, garantir fidelidade e tudo mais é um exercício extremamente rigoroso, assim como assegurar que as condições são as mesmas para todos quando se aplica o teste. Além disso, corrigir o teste também introduz uma subjetividade enorme. Esses instrumentos de avaliação apenas «provam» a capacidade de acumulação cognitiva, de armazenamento de informação em memória de curto prazo, para debitar no exame e esquecer.

Qual é então o modelo de avaliação que preconiza?
A avaliação praticada na Ponte e no Projeto Âncora é aquela que a lei estabelece: avaliação formativa, contínua e sistemática. Em muitas escolas aplica-se o teste e dá-se uma nota sem saber o que se faz. Há quem confunda avaliação com classificação e dê a nota a partir dos resultados dos testes.

extraída de:  José Pacheco: «Procurem nas escolas professores que ainda não tenham morrido». disponível em: http://www.noticiasmagazine.pt/2017/jose-pacheco/

janaína é passageira…

[seg] 6 de março de 2017

«Janaína é passageira, passa as horas do seu dia em trens lotados, filas de supermercados, bancos e repartições que repartem sua vida. Mas ela diz que apesar de tudo ela tem sonhos… Ela diz que um dia a gente há de ser feliz» Janaína. Biquini Cavadão.

***

Ando a esquecer coisas pela vida. esqueci objetos e parte significativa de mim por aí, o dia todo. foi um dia longo. estressante. cansativo. e ausente. o trabalho pedagógico, excetuando os 3 terceiros da manhã, foi uma bosta durante a tarde e a noite. me desentendi com 2 turmas (a ultima da tarde e a primeira da noite), e joguei a toalha em outras 7 turmas. não foi um bom dia.

ocupei espaços. não houve aula pela tarde e pela noite, apenas… apenas tentativa em algumas turmas e nas outras… contei o tempo.

você acorda as 5:30. chega em casa as 23:30.

it’s not good. it’s not enough.

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