Archive for the '07' Category

odas

2019, fevereiro 7, quinta-feira

notas:

meu black ganhou um elogio… da solange adão.

e tivemos uma puta vídeoaula sobre ODAs… sqn

e a turma do bem, ops, turma do caminho do bem

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e é nóix nas capirotagem no google class…

e trouxe os bulbos de bela da noite amarelas… a mirabilis jalapa… que a dona lurdes, me deu ontem.

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e agora correr de volta… que a janela de almoço já passou da hora.

está el que respeta la montañita y está el que no respeta nada

2019, janeiro 7, segunda-feira

amanhã é faxina… e mudança. hoje, foi dia de insônia… e de dormir pela manhã e acordar ao meio dia com os gatos

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foi dia também de sair de casa e pagar as contas e comprar o necessário.

e de receber a visita da sobrinha, que agora aderiu ao mate.

e lembrei disto:

«Está el que respeta la montañita y está el que no respeta nada»

*

hoje:

é dia de encaixotar as coisas…

é dia de iniciar tratamento…

e de estudar um pouco: esquizoanálise x terapias dominantes.

part of the machine, autopsicografia e outras notas aleatórias

2018, dezembro 7, sexta-feira

decidi não mais escrever. como se eu tivesse qualquer certeza. oscilo. talvez a solidão seja tão vasta que se eu não tomar nota por cá, talvez eu me perca neste emaranhado de melancolia e desrazão. estou muito confuso. e oscilo. no trabalho jane repara na minha magreza. sequei nos últimos meses… pedem dicas e segredos… tergiverso… fujo… minha nova compulsão… é apenas efeito colateral da medicação. quando me olho no espelho, lembro que samanta brinca toda vez que me vê nas terças ou quarta-feiras… diz ela que cada vez é maior minha cara de maluco. eu sei… a pele, as olheiras, o cabelo desgrenhado, o aspecto cansado… pois não há vontade de nada… eu apenas saio, quando consigo sair, e meu corpo vai estando… eu oscilo. nessa quinta-feira estive entre a raiva, o desespero e uma vontade de derramar meu pranto por nada, eu não me controlo bem por estes dias. no máximo eu tento dizer coisas com as minhas camisetas, coisas como, «quero que este canto torto feito faca corte a carne de vocês», ou «deixe me ir, preciso andar…» ou ainda, «O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente».

***

registro coisas escritas por estes dias:

exercício pela manhã

pela manhã
os barcos guardam o mar,
as nuvens o sol,
e um cão
os escombros.

30/10/2018 Sambaqui->Vargem Pequena

exercício pela tarde

capturar o movimento da palavra
no mergulho da ave,
na revoada, no bando,
no ninho repleto,
e nos teus olhos abertos
no instante preciso.

há qualquer coisa de pássaro nas palavras
um pena, uma asa,
eu preso(,)
(em) você passarinho.

06/12/2018 Sambaqui->Santo Antônio de Lisboa

***

notas sobre coisas aleatórias destes dias

#1 Bô Jornal -> http://bojornal.pt/

#2 Part of the machine, de Michael Marczewski

 

#3 Roteiro sentimental para o trabalho de campo

«Estejam abertos ao imprevisto, o que Malinowski (1997) chama de o imponderável da vida social, aquilo que escapa ao nosso planejamento, nos faz mudar de rota e acaba sendo revelador. Como na vida, não tentem direcionar demais o curso das águas, deixem a vida nos levar e tentem aproveitar os momentos de incerteza para perguntar aos nativos o que está acontecendo! Dificilmente o antropólogo escapa da pecha de chato, inconveniente ou louco. Chato porque pergunta sobre tudo, como a criança nas idades dos por quês. Inconveniente porque força as pessoas a se questionarem sobre o que é tido como naturalizado. E, louco, justamente, porque parece desconhecer as verdades inquestionáveis.
Não tenham medo do ridículo, espelhem-se no ofício dos palhaços que riem da sua própria miséria e, ao saberem-se ridículos, enfrentando sua vergonha, cumprem seu papel» PIRES, FLÁVIA FERREIRA. Roteiro sentimental para o trabalho de campo. In: cadernos de campo, São Paulo, n. 20, p. 143-148, 2011