Archive for the '11' Category

o deserto dos meus olhos

[dom] 11 de novembro de 2018

eu paralisei. meu peito anda pesado. insisto em ser triste e vago.

ainda estou doente.

e amanhã tem prova e eu não consigo estudar. nem consigo sentar e corrigir/planejar as atividades docentes. essa ansiedade toda tem me paralisado…

***

abaixo uma colagem de referências sobre imagem e palavras

na semana que passou usei fragmentos deste programa [imagem da palavra] em sala de aula:

ontem vi words and pictures

e as primeiras palavras que li hoje, foram:

«Por que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem».
«O medo cega (…) são palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos (…) Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara». José Saramago.

***

o que me fez lembrar de uma passagem do filme kasper hauser

«Vejo uma caravana que vem pelo deserto atravessando a areia, guiada por um velho berbere. E este velho é cego. A caravana parou, alguns acreditam que eles se perderam, pois se depararam com as montanhas. Eles não conseguem seguir a bússola. Então o guia cego pega um punhado de areia e a come, como se fosse uma comida. ‘Meus filhos’, diz o cego, vocês estão errados, isto diante de nós não são montanhas, e sim , apenas sua imaginação. Prosseguiremos para o norte’. E então, sem discutirem, eles prosseguiram adiante e chegaram na cidade. E lá a história continua. Mas a história nesta cidade, eu não sei. Eu agradeço por terem ouvida minha história. Estou cansado agora» (Werner Herzog)

e na busca pelo filme, acabei no excelente vídeo abaixo [«o espaço nos fala», do canal prelúdios de Leon Idris Azevedo] e anotei aqui, porque, coincidência, mês passado, em sala, quando da aula sobre foucault, conversamos sobre esse debate… Noam Chomsky & Michel Foucault – Full debate on Human Nature

[ps: o título desta postagem é de um livro que acabo de descobrir e será minha próxima aquisição/leitura… livro de Leon Idris Azevedo]

vídeo, finalizado com esse belo poema «Quintanices» de Regina Dayeh

«Segui teu conselho
abri uma janela

palavras

dançam nas ruas estreitas
pelas avenidas
grafitam nos muros
ocupam espaços
correm na areia

entre rios e pontes
entre vagas ideias
as letras as frases
escapam pulando
em cores

na boca
no sangue
na mão

chega o poema
e junto o poeta
e vem o convite,
à festa folia
brincar de poesia
os sons
toda a luz.
arejam a casa
alegram a casa
habitam em mim.»

Publicado pela Miró Editorial, em 2013.

trate-me leão

[sáb] 11 de agosto de 2018

hoje foi dia de plantar cymbopogon citratus.

e ver o doc sobre asdrubal trouxe o trombone.

isquiotibiais e quadríceps

[sex] 11 de maio de 2018

algumas notas soltas do dia:

#dor sinto dores no corpo, principalmente nas coxas (isquiotibiais e quadríceps). começaram quando do início do tratamento com o cloridrato de ciprofloxacino. hoje comecei a sentir dores na região da articulação têmporo-mandibular. será que há conexão? e ainda estou com insônia. será?

#3 livros para coleção de futuras leituras

Estigma – Notas sobre a Manipulação da IdentidadeDeteriorada. Erving Goffman. editora LTC. Título Original: Stigma – Notes on the Management of Spoiled. Tradução Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes

O Que é Poesia. Fernando Paixão. editora brasiliense.

Do Espírito das Leis – Col. A Obra Prima de Cada Autor – Série OuroMontesquieu, Charles Luis de Secondat. Editora Martin Claret. Tradução Jean Melville

e sobre tradução… ler «PIETRO NASSETTI E A ORIGINALIDADE DA TRADUÇÃO», texto de Vinícius M.R. de Carvalho

#depois de mais ou menos vinte anos, vejo minha mãe com cabelos curtos. ficou poderosa.

#observei sil durante aqueles longos seis minutos, em que ela ouvia a canção.

 

fernet et taunay

[qua] 11 de abril de 2018

12h00 meio dia em ponto. vontade danada de ficar em casa. e procrastinar…

***

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mais sobre Taunay

Paisagem, Monumento e Crítica Ambiental na Obra de Félix-Émile Taunay

MATTOS, Claudia Valladão de. Paisagem, Monumento e Crítica Ambiental na Obra de Félix-Émile Taunay. 19&20, Rio de Janeiro, v. V, n. 2, abr. 2010. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/obras/obras_fet_cvm.htm&gt;

***

e para cerrar a noite, mais um fernet com coca.

 

 

gripei… stand by your gun

[dom] 11 de março de 2018

gripei. febre e sinusite.

me enrolei. fiz nada.

e a vontade é apenas dormir.

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apenas ouvi um bocado de george ezra

Stand by Your Gun  // George Ezra // I wouldn’t recommend what I have done / No the prophets pointed out where I went wrong / Singing, go figure our your desires / My darling, stand by your gun / See we don’t need / No nothing more / We’re quite attached to the forty-four / Take a chance / Take your words / We fall down, we go there, we go anywhere / My mistakes lit like embers on your tongue / In the foreground, you’re still busy getting young / Singing, go figure out your desires / My darling, stand by your gun / See we don’t need / No nothing more / We’re quite attached to the forty-four / Take a chance / Take your words / We fall down, we go there, we go anywhere singing / Go figure our your desires / My darling, stand by your gun / See we don’t need / No nothing more / We’re quite attached to the forty-four / Take a chance / Take your words / We fall down, we go there, we go anywhere / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Waste your time, on lessons learned / How long will you go? will you go? will you go? and / Compositores: George Barnett / Joel Laslett Pott

vestibular

[seg] 11 de dezembro de 2017

feito. agora é esperar… para ver se você não cagou a redação… se tirar 3,0 há chance. menos que isso, é corte.

Mude.
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama. Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. o novo lado,
o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer,
o novo amor. a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda!

__________________________
Poema de Edson Marques.
Declamado por Antônio Abujamra.
Programa Provocações, TV Cultura.

 

***

keep

[qua] 11 de outubro de 2017

A letra morta naquele quadro:

É minha.

registrei assim, no keep.

o nativo relativo

[seg] 11 de setembro de 2017

«A ideia antropológica de cultura coloca o antropólogo em posição de igualdade com o nativo, ao implicar que todo conhecimento antropológico de outra cultura é culturalmente mediado. Tal igualdade é, porém, em primeira instância, simplesmente empírica ou de fato: ela diz respeito à condição cultural comum (no sentido de genérica) do antropólogo e do nativo. A relação diferencial do antropólogo e o nativo com suas culturas respectivas, e portanto com suas culturas recíprocas, é de tal ordem que a igualdade de fato não implica uma igualdade de direito ¾ uma igualdade no plano do conhecimento. O antropólogo tem usualmente uma vantagem epistemológica sobre o nativo. O discurso do primeiro não se acha situado no mesmo plano que o discurso do segundo: o sentido que o antropólogo estabelece depende do sentido nativo, mas é ele quem detém o sentido desse sentido ¾ ele quem explica e interpreta, traduz e introduz, textualiza e contextualiza, justifica e significa esse sentido. A matriz relacional do discurso antropológico é hilemórfica: o sentido do antropólogo é forma; o do nativo, matéria. O discurso do nativo não detém o sentido de seu próprio sentido. De fato, como diria Geertz, somos todos nativos; mas de direito, uns sempre são mais nativos que outros.» (excerto, do texto ‘o nativo relativo‘ de eduardo viveiros de castro).

 

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estou lendo também:

images (1)

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ps: não fiz nada hoje. tempo corre… parar tudo agora e ir corrigir trabalhos dos terceiros anos. pra ontem.

 

exercício sobre o desejo da palavra

[ter] 11 de outubro de 2016

Sou a porra de um viciado…

viciado em dor.

dê tempos em tempos

me pego olhando algumas fotos dela,

relembrando aquele amor tão curto

vivido… anos atrás.

sou um cara esperto,

pra sacar que eu não sou nada esperto

esperto porra nenhuma,

e que estou um bocado perdido

nesta loucura toda que é a minha vida.

cara sério, bom moço, aparentemente normal,

não cumpro quase nenhum requisito,

um desajustado sob a casca

do um tudo bem, ‘tá tudo certo…

não há nada certo, e tudo é um tanto injusto.

e sabe esses artigos de auto-ajuda

dizendo pra voce ficar longe dessas pessoas

vampirescas, sugadoras de nossas energias…

e dia sim, dia não, eu me pergunto:

como ficar longe desta

parte significativa de mim,

que nesses dias tristes e ansiosos,

me envolve por inteiro,

o evapora toda minha energia vital.

***

talvez seja por ai,

eu ficar longe de todo mundo,

sou a porra de um cara viciado em dor,

um zé mané narcisista,

e tímido ao extremo,

inconstante, suicida em potencial…

***

eu ando triste por estes dias,

e tudo sem motivo aparente…

ontem, apenas foi quase impossível sair da cama,

cheguei a inventar uma dúzia de desculpas

para faltar ao unico compromisso do dia…

meu trabalho.

mas

quase todas as segundas são assim,

dificeis de levantar…

***

e agora mudando de assunto: estou pensando em fazer vestibular… letras? o fetiche de fazer letras… todas as minhas segundas opções, nos cinco vestibulares que prestei…

ou serviço social? reaproximar-me da teoria… e num novo local de atuação… me parece ser mais palpável e sensata essa opção.

mas porra… eu não sou sensato…

***

exercício sobre o desejo da palavra

e o poema não brota de minha boca. / ele não tem som. / ele não traduz nada. / tão pouco decifra o indizível. / ele apenas não está ali. / não há raiz. //  só o que resta é essa ansia de recebe-lo. / de tê-lo por perto, / e não importa se a curto tempo, / de passagem, estrangeiro,  / como os olhos desconhecidos / que se esbarram / num infinito atômo de tempo… / e mergulham-se, insanos e negros, / quanticamente ao nada. // esse poema que não está… / e que nunca será, / e que um dia padeceu disto… / de estar e ir-se qual o vento / , as palavras, / o toque suave, / a saudade, / o pó, / o aroma quente… / o gosto esvaecido dos lábios da coisa amada. // é só isto, / esse resto de homem / sozinho pela rua… / trinta e poucos, / alguns pelos brancos, / um medo de amar…  / uma noite longa…  // já sinto saudades tuas, / ó poema que nunca vinha… / e agora já era.

[sobre os dois meses que fiquei procurando um poema… anotei até algumas coisas em folhas soltas… mas nada, não havia um mote. e eis que o mote surge… a dificuldade de escrever um poema… há uma duzia desses pelo blogue. esse exercício acima, fiz agora. e vai assim, cru]

 

 

 

 

procura-se um amigo para o fim do mundo

[dom] 11 de setembro de 2016

 

envelopes vermelhos.

como um espectador projeta-se nas emoções alheias, aquelas de cinema. tudo que pensa é na sua contradição. como é sentir todas as emoções, por extensão, compartilhar os encontros e desencontros de cada personagem… ele ri, ele, as vezes, chora. na fantasia sente-se como um personagem cinematrográfico. mas o mundo interno é um caos, um sobrevivente… e o exterior uma procrastinação, aleatoriedades… uma couraça.

tem andando muito tempo noutra dimensão. mas não está triste, apesar de um tristeza recorrente, aparecer dia sim dia não. encarar o mundo, as vezes é pesado… é dificil sair desse local. desse ponto que ninguém além dele mesmo tem acesso. ás vezes na solidão há uma segurança, uma certa paz.

mas, compartilhando esse universo de emoções alheias, há um gosto doce.. ele gosta de filmes doces. mas, as vezes há um amargo… uma melancolia.

***

‘bora começar um dia, além do filme matinal. sem sonhos hoje, apenas um dia solitário, e grato, pelas companhias que o dia me dará, apenas por hoje.

«Sometimes, all I need is the air that I breathe»

 

***

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«Quem pode ser alguém neste vazio funcional? Quantos salários vão calar a sua opinião? Normas de conduta, sem respirar… Acomode a angústia só mais uma vez. Quando controlado, esconde a frustração, Mas em controle impõe as mesmas condições» Dead Fish

«…instituição como órgão regulador, que canaliza as ações humanas quase da mesma forma como os instintos canalizam o comportamento animal. Em outras palavras, as instituições proporcionam métodos pelos quais a conduta humana é padronizada, obrigada a seguir por caminhos considerados desejáveis pela sociedade. E o truque é executado ao se fazer com que esses caminhos pareçam ao indivíduo como os únicos possíveis.» (BERGER, Peter; A perspectiva sociológica – A sociedade no homem; p. 96; 1976). citações extraídas de MOSTRA DE PROTOCOLOS VERBO-IMAGÉTICOS

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