Archive for the '11' Category

trekking trip tipo trupe

2019, fevereiro 11, segunda-feira

e dormi boa parte do dia, deste domingo. e das coisas que haviam… por serem feitas, fiz quase nada não. não lavei roupa, não limpei a casa… não terminei o planejamento… não vi o novo episódio de star trek… e nem fiz sala pra minha tia, não fiz a impressão do boleto pro meu pai… tão pouco pintei a cozinha, o quarto e o resto da sala. no máximo que fiz foi regar as plantas, o ajuste de matrícula e um quadro de horários não terminado.

e a título da postagem é o combinado pra próxima trilha… nada de dupla… um coletivo.

e na minha timeline aparece isto: «O Fascismo é fascinante, deixa a gente ignorante e fascinada…»

e o meu navegador, ao tentar traduzir seu texto, recria. algo como: à volta volta volta volta volta volta cans cans meus meus meus meus olhos olhos olhos olhos como a programação das palavras

Though I’m past
one hundred thousand miles
I’m feeling very still
And I think my spaceship knows which way to go
Tell my wife I love her very much
she knows

David Bowie – Space Oddity

e o meme do dia

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e a música do dia

«cães danados do fascismo babam e arreganham os dentes sai do ovo a serpente fruto podre do cinismo para oprimir as gentes nos manter no escravismo pra nos empurrar no abismo e nos triturar com os dentes ê república de parentes pode crer na nova babilônia eu e você somos só carne humana pra moer e o amor não é pra nós mas nós temos a pedrada pra jogar a bola incendiária está no ar (vai voar) fogo nos fascistas fogo, jah!» 

República dos parentes (fogo nos fascistas!) Chico César

editando:

ps1: já são cinco da madruga e só agora o sono chegou; deu pra ver o último episódio de star trek discovery (t2 ep4 – An Obol for Charon) e star wars (ep 7 – o despertadar da força)

ps2: os dias em que a casa fica aberta, dora dorme aos meus pés. sinto-me seguro… com ela, com o zóiudo, com a sorvete… engraçado com um cão e dois gatos me deixam mais calmo, feliz e seguro. é bom ter uma família animal.

 

 

tuzé

2019, janeiro 11, sexta-feira

hoje conheci um cara chamado Tuzé. cada coisa, uma mais linda que outra.

Ó, lua bela / Vista assim pela janela / Sobre as luzes da cidade / De beleza paralela / E entre elas um rapaz pretensioso / Namorando lua e terra / Num triângulo amoroso / Lua beija o mar escuro / A água iluminando / Da cidade as luzes dizem / Onde, quê e quando / Alto do arranha-céu / Meio meio do caminho / Serenata prateada pra quem está sozinho… // composição: Tuzé de Abreu

e para registro do cotidiano, do cansaço diário, mas também da alegria de estar em casa. depois de três dias de faxinação para deixar a casa da mãe tal qual eu entrei ano passado, arrumadinha… hoje foi o primeiro dia que pude parar e tomar um mate, pelo fim da tarde. entretanto, hoje foi dia de arrumação em minha casa… fiz lista de tarefas para as coisas da casa, pois há milhões de pequenas coisas por fazer… hoje já há fogão e gás, chuveiro, roupa na arara… e para amanhã a lista trás: estante, organização etc.

o deserto dos meus olhos

2018, novembro 11, domingo

eu paralisei. meu peito anda pesado. insisto em ser triste e vago.

ainda estou doente.

e amanhã tem prova e eu não consigo estudar. nem consigo sentar e corrigir/planejar as atividades docentes. essa ansiedade toda tem me paralisado…

***

abaixo uma colagem de referências sobre imagem e palavras

na semana que passou usei fragmentos deste programa [imagem da palavra] em sala de aula:

ontem vi words and pictures

e as primeiras palavras que li hoje, foram:

«Por que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem».
«O medo cega (…) são palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos (…) Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara». José Saramago.

***

o que me fez lembrar de uma passagem do filme kasper hauser

«Vejo uma caravana que vem pelo deserto atravessando a areia, guiada por um velho berbere. E este velho é cego. A caravana parou, alguns acreditam que eles se perderam, pois se depararam com as montanhas. Eles não conseguem seguir a bússola. Então o guia cego pega um punhado de areia e a come, como se fosse uma comida. ‘Meus filhos’, diz o cego, vocês estão errados, isto diante de nós não são montanhas, e sim , apenas sua imaginação. Prosseguiremos para o norte’. E então, sem discutirem, eles prosseguiram adiante e chegaram na cidade. E lá a história continua. Mas a história nesta cidade, eu não sei. Eu agradeço por terem ouvida minha história. Estou cansado agora» (Werner Herzog)

e na busca pelo filme, acabei no excelente vídeo abaixo [«o espaço nos fala», do canal prelúdios de Leon Idris Azevedo] e anotei aqui, porque, coincidência, mês passado, em sala, quando da aula sobre foucault, conversamos sobre esse debate… Noam Chomsky & Michel Foucault – Full debate on Human Nature

[ps: o título desta postagem é de um livro que acabo de descobrir e será minha próxima aquisição/leitura… livro de Leon Idris Azevedo]

vídeo, finalizado com esse belo poema «Quintanices» de Regina Dayeh

«Segui teu conselho
abri uma janela

palavras

dançam nas ruas estreitas
pelas avenidas
grafitam nos muros
ocupam espaços
correm na areia

entre rios e pontes
entre vagas ideias
as letras as frases
escapam pulando
em cores

na boca
no sangue
na mão

chega o poema
e junto o poeta
e vem o convite,
à festa folia
brincar de poesia
os sons
toda a luz.
arejam a casa
alegram a casa
habitam em mim.»

Publicado pela Miró Editorial, em 2013.