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milágrimas

[ter] 12 de junho de 2018
hoje rastejei…
ando assim por esses tempos…
e agora cheio de salompas

ando a acreditar que as dores comigo trocam de lugar

sano um ponto, elas migram para outro, cá

no mais… continuo adiando o inadiável.
há uma montanha de papel por corrigir…
há tantas coisas em modo espera…
mas não desanimar, pensar positivo, achar qualquer coisa boa, não deixar a mente negar tudo… ver o mundo como terra devastada.
*

Itamar Assumpção

“Milágrimas” (Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo

Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto esqueça o seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas
Sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

 

a torto e a direito, ou o dia do homem bambolê

[sáb] 12 de maio de 2018

editado, porque dormi quase 24 horas seguidas.

sab 4h14-10h37 dom – offline, no pc.

dormi entre poemas e gramáticas.

acordei muito cedo.

#dia letivo. sábado na escola.

#nayara, no busão, e com ela, às vezes eu travo, fico ansioso, o jeito dela me encanta. às vezes me acho muito seco. mas hoje, falei como uma matraca, às vezes faço isso.. saio falando «a torto e a direito»… ela também me provoca isso. sinto-me meio adolescente nessas horas. é muito estranho tudo isso.

#kit de alimentos – coleta. passei a manhã na sala… com luana, edneusa, gilson e outras colegas… recebendo e organizando… e rindo um bocado. stories do homem bambolê.

e pensei, talvez essa minha necessidade de organizar esteja ligado ao pânico de estar à deriva. eu sou o caos…

#stories… e na volta… meio dia e pouco… fotos aleatórias da estrada… girassol mexicano…

#amanda. um boa conversa… e como é bacana, trocar ideia com pessoas que normalmente você não conversa… e como a gente vai tateando no escuro… mas também fui matraca.

#em casa, dei um oi para mãe, fiz um lanche fui dormir… dormi, acordei, jantei e voltei a dormir, acordei, quase meia noite, tomei medicamento e voltei a dormir.

 

 

 

zona do crepúsculo e outras pesquisas…

[sex] 12 de janeiro de 2018

«… Burn down the disco
Hang the blessed DJ
Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed DJ
Because the music they constantly play

On the Leeds side-streets that you slip down
On the provincial towns that you jog’round
Hang the DJ…» Composição: Johnny Marr / Morrissey

**

***

e no mundo real… paredes são como labirintos, os gatos pretos são bichos selvagens que derrubam tudo de madrugada, o sono é pesado demais para a leveza do despertador… e o jejum vai até meados da tarde. as coisas seguem no seu ritmo lento ou rápido, depende de quem é o observador.

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