Archive for the '18' Category

trancado

2019, abril 18, quinta-feira

rir com jungle.

crise de ansiedade.

pensamentos mórbidos.

sinto-me uma merda.

tranquei o curso.

caminhar pra pensar…

um passeio por cacupé pra pensar…

tomo notas…

izabel

reunião de pais

caminhar com izabel

casa, eu babá de jungle.

 

via espessa… consoantes líquidas.

2019, abril 18, quinta-feira

02:30 vibrantes / laterais / tapes.

14:04 deitado na cama penso: como eu consigo dar tantas voltas sem sair do lugar… por que me afundo tanto em pensamentos? até banho eu já tomei, basta apenas colocar uma camiseta, escovar os dentes e ir lá devolver o livro na biblioteca, pagar a multa por quase uma semana de atraso, pegar a negativa da bu e do ru e trancar a porra do curso. é tão simples… tão simples.

fico pensando milhões de coisas, algumas são nitidamente fugas aleatórias… outras são os tais pensamentos negativos. porra cabeça, ajuda. se mexe rapaz…

me distraio com o cão. ouço peter broderick. respondo a mensagem que me questionava: por que odiei a poesia do mural?

II

Se te pertenço, separo-me de mim.
Perco meu passo nos caminhos de terra
E de Dionísio sigo a carne, a ebriedade.
Se te pertenço perco a luz e o nome
E a nitidez do olhar de todos os começos:
O que me parecia um desenho no eterno
Se te pertenço é um acorde ilusório no silêncio.

E por isso, por perder o mundo
Separo-me de mim. Pelo Absurdo.

Via Espessa (1989) In: Da poesia Hilda Hilst.


maxresdefault (1)

II

Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro

Um arco-íris de ar em águas profundas.

Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.

Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.

Amavisse (1989) In: Da poesia Hilda Hilst.

15:09 foi um ato falho. talvez eu quisesse chamar atenção?! ou apenas não me dei conta do lapso.

mas agora preciso ir… preciso ir. deixarei o passeio pelo bósforo inconcluso. nosso contato em suspensão… o cão que rói tudo trancado no quarto. e a casa sozinha, com os animais.

o vencedor

2019, março 18, segunda-feira

20h52 preciso traduzir essa coisa toda que estou sentindo neste exato instante. Não estou feliz aqui. Tento resistir diariamente, mas o ambiente, as pessoas do ambiente tornam o ar irrespirável, tóxico. Olho pra minha filha e me parte, não poder dar um ambiente melhor, saudável, para ela. Sei que não sou responsável pela loucura dos outros, por seus traumas, medos, obsessões, por suas frustrações, mas não consigo não me deixar afetar… E isso me sufoca, essa gente me sufoca. E já não tenho fé em mim mesmo… É só dor, tristeza e mágoa. E me vejo reproduzindo um ambiente nocivo pra ela, tanto o quanto foi o de minha infância e adolescência. E eu não consigo ser melhor, ser mais isso que quase nunca tive. Eu me sinto exausto nesse mundo. Talvez seja dai que venha esse nó, essa dor aguda no peito, essa vontade incontrolável  de chorar, esse desejo de sumir… toda essa coisa de morte e de dor.

×××

De não conseguir ser além do que essa falta. E ainda assim me sentir responsável pela falta alheia. Que prepotência…  achar que as coisas giram em torno de você. E que vc consegue ser diferente, mais e melhor do que você acha que é… E que isto vai mudar o mundo e os outros.

E na primeira adversidade você se acha uma merda, e se cala sem conseguir lutar, se achando mais fraco, desprezível e insignificante que de fato é.

Ri disso, mas levanta… faz o que é possível, tenta ao menos respirar de forma a destravar o peito e desanuviar a mente. Resiste, vive, meu amigo, morre não.