Archive for the '20' Category

às vezes você fecha os olhos…

[seg] 20 de agosto de 2018

às vezes você fecha os olhos…

e foi-se um minuto,

noutras, uma hora…

e em alguns momentos… o dia, o final de semana, o ano…

a década.

 

 

lagartear

[dom] 20 de maio de 2018

dia de pequenas coisas…

lagartear. admirar os pássaros. ouvir as meninas. correr com o cão. editar poemas. acordar tarde. comer horrores. me perder no tempo.

e fico olhando… esperando… quando vou dar o primeiro passo? e sair portão a fora, e ir… caminhar.

ao uso inadequado da língua

[sex] 20 de abril de 2018

ao uso inadequado da língua

***

ñ sei. queria te escrever. dizer que te esqueci. que foi assim, de um momento para o outro, nunca nem vi, não mais passou pela cabeça, nada, nenhum borrão. mas isto é apenas um texto ficcional, uma carta de uma estranha para um estranho. não passa pela cabeça reescrever cada verso, como um diálogo de personagem de cera. mas sabe, hoje fiz uma besteira, falei coisa que não devia… talvez eu pudesse gravar, sabe, captar uma ideia alheia, escondido, e depois remontar, como se fosse tua voz nesse corpo estranho, ou minha, sei lá… 1h05

tempos atrás flertei com carla, éramos gatos. eu mais um rato que gato. não me deixei comer. aticei e corri, e me restou na estante um ferreira gullar.

tempos atrás flertei com marx, selvagem… nunca li. é o menor dos dez tomos que ainda esperam minha resposta. não fichei, nem carta escrevi. me fiz de peso de porta. preciso dormir. 1h09

é preciso ter uma personagem. é impossível ler um texto que não é claro. eu não sei escrever, vê, isto é uma não escrita, pois não sei pensar nessa forma linear que eu acho que você têm. o que eu tenho é essa mistura de ideias, como se minha cabeça fosse um fosso de mil vozes indo para todas as direções narrativas… inarrativas¹, antinarrativas, o dito que não diz: esse antitexto… eu cuspo, eu expilo minhas entranhas aqui, letra por letra, na tua cara. se você sente o cheiro dessa carne podre, e desse sangue, e dessa merda toda, tudo certo… estou aqui e sou parte de ti.

se você está contando linhas, palavras, sacando sentidos… tentando entender porque estás ainda a ler… desiste não. tenho bom coração, apesar de tudo. 1h16

eu entrei em pânico. eu me desesperei. eu fugi de você. nunca apareci para aquele café, nem jogar conversa fora. eu não sei… eu me desesperei. 1h24

fiquei nu, ao seu lado. na espera teu corpo jogar-se sobre o meu, mas tinha medo de amanhã eu já não ser o mesmo. de ser absorvido, enredado, entranhado pelo teu corpo-ser-sexo. jogando sempre o jogo duro, ir até o limite do blefe. fazer você desistir. perder. não você. eu-você. você me disse em mais de uma vez, com mais de uma voz, e em mais de um corpo, você me disse: vem. as vezes eu fui, as vezes eu fui e fiquei. e de outras vezes, eu nunca voltei. fiquei ai, em algum dos teus corpos, como expressão de dor, e de ser imune, de ser bom, de ter amado como amam as crianças e também os amantes. fui muito besta nessa vida.

me guardei para todos os carnavais. só havia carnaval por você. 1h33

há um nome para isto, é eu sei, há um nome. 1h34.

mas eu vou deitar, e vou levantar e abrir esse editor de texto e ainda escrever mais uma porção de linhas porque eu preciso escrever uma porção de linhas e isto é porque é dessa forma, quase compulsiva. 1h36

nota de rodapé.

¹ inarrativas>

«pesquisar 1: lendas inarrativas, disponível em http://artedosdias.blogspot.com.br/»

«pesquisar 2: amendoeira, disponível em: http://www.narrativasvisuais.com»

 

***

I used to know where the bottom was
Somewhere far under the ocean waves
Up on a ledge I was looking down
It was far enough to keep me safe
But the ground was cracked open
Threw me in the ocean
Cast me out away at sea
And the waves are still breaking
Now that I awaken
No one’s left to answer me
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
I used to sleep without waking up
In a dream I made from painted walls
I was a moment away from done
When the black spilled out across it all
And my eyes were made sober
World was turned over
Washing out the lines I’d seen
And my heart is still breaking
Now that I awaken
No one’s left to answer me
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
I’m a call without an answer
I’m a shadow in the dark
Trying to put it back together
As I watch it fall apart
I’m a call without an answer
I’m a shadow in the dark
Trying to put it back together
As I watch it fall apart
My inside’s out, my left is right
My upside’s down, my black is white
I hold my breath, and close my eyes
And wait for dawn, but there’s no light
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Nothing makes sense anymore, anymore
Compositores: Mike Shinoda
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