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«só posso te pedir que nunca se leve tão a sério»

[qua] 23 de maio de 2018

11h26 aqui, na última hora, mas ainda tentando… vasculhando esse emaranhado de palavras, ideias e pontas soltas, que é este blogue, atrás da referência de um filme que usei um tempo atrás em sala e não encontro no hd.

e algumas coisas que encontro bastante… links quebrados, nomes não categorizados, e canções de jorge drexler e lenine… e é deste último, que cito mais uma vez [eu sei que já anotei ela, aqui, em algum lugar], a canção do dia: [Todos os Caminhos – Lenine e Dudu Falcão], que se conecta com o vídeo que vi ontem [O Monge e o Pianista, do canal Antídoto]. É sobre rir-se de si e não se levar tão a sério

«eu já me perguntei se o tempo poderá realizar meus sonhos e desejos, / será que eu já não sei por onde procurar ou todos os caminhos dão no mesmo / e o certo é que eu não sei o que virá / só posso te pedir que nunca se leve tão a sério / nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério, / é tanta coisa pra se desvendar. / por tudo que eu andei e o tanto que faltar, não dá pra se prever nem o futuro, / o escuro que se vê quem sabe pode iluminar os corações perdidos sobre o muro / e o certo é que eu não sei o que virá / só posso te pedir que nunca se leve tão a sério / nunca se deixe levar, a nossa vida passa / e não há tempo pra desperdiçar. // composição de Lenine e Dudu Falcão»

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o filme que busco cá…

Família no papel, 2012 ( BR ) · Português · Documental · Classificação-18 · 52 minutos de vídeo HD. Dirigido por Fernanda Friedrich e Bruna Wagner.

..

11h55. almoçar e ir. não baixei o vídeo e nem achei o pendrive.

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23h55 edição/créditos finais.

rotina rotina rotina rotina rotina rotina rotina acordei rotina rotina um bocado mais cedo rotina rotina rotina e essa história de pensar em não levar-se tão a sério deixou-me mais leve, ou será marte em trígono com a lua natal? mas o fato é que até consegui desbloquear o modo ansiedade aguda e sair com minha cara escamada pela rua. e como ando redondo coloquei aquela camisa, das maiores que tenho, que diz «deixe me ir, preciso andar». e perdi o trem, mas ganhei o caminho, mesmo que meu pé doa, que meu dedo esteja quase roxo, fui andando, encontrar o sol e o vento frio de maio. já  estava certo do meu atraso pra vida… mas há as caronas inesperadas, as gentilezas, as coisas imponderáveis.

notas mentais

#nota mental do início da tarde. quando a pessoa vem te dizer que sonhou contigo… ela só queria dizer que sonhou contigo. não há nada além disto.

#nota mental do meio da tarde. eu sei, aquela piscada quando ela disse que minha camisa era bonita… é eu sei, foi over. tiozão, não se flerta com a ‘sorinha assim não.

#nota mental da noite. professor-aluno é relação hierárquica, não devia ser, mais ainda é. não flertar. ser sério. profissional. mesmo que algumas pessoinhas te deixem encabulado. mantenha-se na linha homê. não sê escroto como seus colegas.

#fragmentos para uma poesia:

o cílio negro sobre a tela/página em branco

o sol que trespassa a pálpebra é vermelho. a carne, por dentro, é vermelha.

a porta lascada abre um buraco para outra dimensão. uma fresta na altura do peito.

 

 

 

frequência insuficiente

[seg] 23 de abril de 2018

notas do dia:

abandonei o semestre.

pontuei as atividades do estudantes e digitei notas no professor online -> agora só falta organizar o trabalho de recuperação paralela de nota.

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pesquisas: http://blog.brasilacademico.com/2016/01/memoscorm-jogo-de-memoria-gratuito-para.html

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Idioma Desconhecido

Produzido por: Ninguém Filmes Direção:José Marques de Carvalho Jr

Difícil Ser Funcionário, Poema de João Cabral de Melo Neto, e declamação de Patrícia Kalil

Difícil ser funcionário

João Cabral de Melo Neto

Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.

É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores.

Eu nunca suspeitara
Tanta roupa preta;
Tão pouco essas palavras —
Funcionárias, sem amor.

Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas;
Há uma garrafa de tinta
Que nunca bebeu álcool.

E os arquivos, Carlos,
As caixas de papéis:
Túmulos para todos
Os tamanhos de meu corpo.

Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança

Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis.
Se os pudesse encarar…
Fazer seu nojo meu…

Carlos, dessa náusea
Como colher a flor?
Eu te telefono, Carlos,
Pedindo conselho.

O poema acima, escrito em 29-09-1943, revela a decisiva influência de Carlos Drummond de Andrade nas primeiras produções do autor. Inédito, foi extraído dos “Cadernos de Literatura Brasileira”, nº. 01, publicado pelo Instituto Moreira Salles em Março de 1996, pág.60.

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[anotar aqui o poema feito hoje]

[anotação feita, terça-feira, 11h24]

exercício sobre o pulsar do corpo estelar // o sol encara o olhos nus / como é duro resistir / e não desatar-se / nesta irradiação / que alimenta e devora // e toda dor humana nesta terra / e tal empatia / e o dilema constante / e a utopia / nada podem / não acessam os códigos deste outro idioma.

[ps 1: e achei isto aqui abaixo… quando transcrevia/recriava o exercício acima]

Onde quer que você esteja
Em Marte ou Eldorado
Abra a janela e veja
O pulsar quase mudo
Abraço de anos-luz
Que nenhum sol aquece
E o oco escuro esquece

Composição: Augusto De Campos / Caetano Veloso

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«Video realizado para la exposición de Augusto de Campos / Despoemas en Buenos Aires, 2014. Inspirado no videoclip de Paulo Barreto de 1984» Gonzalo Aguilar.

[ps 2: O que é um PULSAR]

i’m checkin’ trouble, sure movin’ down the line

[sex] 23 de março de 2018

passei o começo do ano calculando tanto e já na segunda semana de escola/universidade… eu já perdi completamente o controle dos planos, de mim… e essa é a primeira janela maior, com certo fôlego, onde eu deveria conseguir por as tantas pendências em dia, mas tudo o que eu queria é agora é…

jogar conversa fora e sentir um pouco de prazer.

mas vou ficar aqui, penitente, me zerar. e não aprofundar as minhas contradições.

três canções:

SOBRIEDADE

(Dado Villa-Lobos | Nenung) Eu estava sóbrio de vinho Talvez andasse seco demais Pra me achar pelo caminho Pra me guiar só pelos sinais E te vi só dessa vez como jamais havia visto A sua força sem limites se tornando seu sorriso Não, nada demais Sim: tudo o que há se fez sentido Não, nada a temer Além de viver sem saber disso (As palavras na garrafa) as palavras na garrafa Vem e vão se embaralhar A lembrança da esperança Que vemos evaporar Hoje em dia se dependo que não seja tanto de ti Pra que possa viver livre, irmos juntos por queremos ir Ficar juntos, irmos juntos… Só por querermos ir Só dentro de mim é que equilíbrio o caos do mundo Tanto a perguntar, tanto a saber, é tudo o que há… Tanto a perguntar, tanto a viver, é tudo o que há Eu sóbrio demais, eu sonho demais, Eu quero achar, sentindo se há Nós seres mortais, teus gestos finais vão te definir… De frente pro infinito No centro do caos…

TROUBLE MAN

(Marvin Gaye – Trouble Man Soundtrack 1972) I come up hard, baby, but now I’m cool / I didn’t make it sugar, playing by the rules / I come up hard, baby, but now I’m fine / I’m checking trouble, sure moving down the line / I come up hard, baby, but that’s OK / Because Trouble Man don’t get in my way / I come up hard, baby / I’ve been for real, baby / Going to keep moving, going to roll to town / I come up hard, come on, get down / There’s only three things that’s for sure: / Taxes, death and trouble / This I know, baby, this I know, child / Yeah, let the sweat through you, baby / Got me singing, yeah, yeah, ooh / I come up hard, baby, I had to fight / Took him on madness with all my might / I come up hard, I had to win / Then start all over and then again / I come up hard, but that’s OK / Because Trouble Man don’t get in my way / I’ve heard some places and I’ve seen some faces / I’ve never had tensions, I give my directions / When people say; that’s OK, they don’t bother me / I’m ready to make it, don’t care about the weather / Don’t care about no trouble, got myself together / No laughing, no crying, protection’s all around me / I come up hard, baby / I’ve been for real, baby / With the Trouble Man / Moving, going tight / I come up hard, come on, get down / There’s only three things for sure: / Taxes, death and trouble / This I know, baby / This I know, baby / Hey now, let it sweat, baby / I come up hard, but now I’m cool / I didn’t make it, baby, playing by the rules / I’ve come of heart, baby, but now I’m fine / I’m checking trouble, sure, hey, moving down the line

POR UNA CABEZA

(Carlos Gardel y Alfredo Le Pera) Por una cabeza de un noble potrillo que justo en la raya afloja al llegar, y que al regresar parece decir: No olvidés, hermano, vos sabés, no hay que jugar. Por una cabeza, metejón de un día de aquella coqueta y risueña mujer, que al jurar sonriendo el amor que está mintiendo, quema en una hoguera todo mi querer. Por una cabeza, todas las locuras. Su boca que besa, borra la tristeza, calma la amargura. Por una cabeza, si ella me olvida qué importa perderme mil veces la vida, para qué vivir. Cuántos desengaños, por una cabeza. Yo juré mil veces, no vuelvo a insistir. Pero si un mirar me hiere al pasar, su boca de fuego otra vez quiero besar. Basta de carreras, se acabó la timba. ¡Un final reñido yo no vuelvo a ver! Pero si algún pingo llega a ser fija el domingo, yo me juego entero. ¡Qué le voy a hacer..!

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