Archive for the '23' Category

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2019, março 23, sábado
capa contra capa
Legião Urbana Dois
Daniel na cova dos leões 0:11 Quase sem querer 4:00 Acrilic on canvas 8:40 Eduardo e Mônica 13:20 Central do Brasil 17:51 Tempo perdido 19:25 Metrópole 24:27 Plantas embaixo do aquário 27:16 Música urbana 2  30:10 Andrea Doria 32:50 Fábrica 37:43 Índios 42:39

1. Daniel na Cova dos Leões / Compositores: Renato Russo e Renato Rocha // Aquele gosto amargo do teu corpo / Ficou na minha boca por mais tempo / De amargo então salgado ficou doce / Assim que o teu cheio forte e lento / Fez casa nos meus braços e ainda leve / E forte e cego e tenso fez saber / Que ainda era muito e muito pouco / Faço nosso o meu segredo mais sincero /  desafio o instinto dissonante / A insegurança não me ataca quando erro / E o teu momento passa a ser o meu instante / E o teu medo de ter medo de ter medo / Não faz da minha força confusão / Teu corpo é o meu espelho e em ti navego / E sei que tua correnteza não tem direção / Mas, tão certo quanto o erro de ser barco / A motor e insistir em usar os remos / É o mal que a água faz, quando se afoga / E o salva-vidas não está lá porque não vemos /// 2. Quase Sem Querer / Compositores: Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Renato Rocha // Tenho andado distraído / Impaciente e indeciso / E ainda estou confuso / Só que agora é diferente / Estou tão tranqüilo / E tão contente… // Quantas chances desperdicei / Quando o que eu mais queria / Era provar pra todo o mundo / Que eu não precisava / Provar nada pra ninguém // Me fiz em mil pedaços / Pra você juntar / E queria sempre achar / Explicação pro que eu sentia / Como um anjo caído / Fiz questão de esquecer / Que mentir pra si mesmo / É sempre a pior mentira // Mas não sou mais / Tão criança, oh! oh! / A ponto de saber tudo… // Já não me preocupo / Se eu não sei por que / Às vezes o que eu vejo / Quase ninguém vê // E eu sei que você sabe / Quase sem querer / Que eu vejo / O mesmo que você… // Tão correto e tão bonito / O infinito é realmente / Um dos deuses mais lindos / Sei que às vezes uso / Palavras repetidas / Mas quais são as palavras / Que nunca são ditas? // Me disseram que você / Estava chorando / E foi então que eu percebi / Como lhe quero tanto… // Já não me preocupo / Se eu não sei por que / Às vezes o que eu vejo / Quase ninguém vê / E eu sei que você sabe / Quase sem querer / Que eu quero / O mesmo que você… /  Oh! Oh! Oh! Oh!… /// 3. Acrilic on Canvas // Compositor: Renato Russo // É saudade, então / E mais uma vez / De você fiz o desenho mais perfeito que se fezOs traços copiei do que não aconteceuAs cores que escolhi entre as tintas que inventeiMisturei com a promessa que nós dois nunca fizemosDe um dia sermos trêsTrabalhei você em luz e sombraE era sempre, Não foi por malEu juro que nunca quis deixar você tão tristeSempre as mesmas desculpasE desculpas nem sempre são sincerasQuase nunca sãoPreparei a minha telaCom pedaços de lençóis que não chegamos a sujarA armação fiz com a madeiraDa janela do seu quartoDo portão da sua casaFiz paleta e cavalete / E com as lágrimas que não ficaram com vocêDestilei óleo de linhaçaE da sua cama arranquei pedaçosQue talhei em estilete de tamanhos diferentesE fiz, então, pincéis com seus cabelosFiz carvão do baton que roubei de vocêE com ele marquei dois pontos de fugaE rabisquei meu horizonteE era sempre, Não foi por malEu juro que não foi por mal / Eu não queria machucar vocêPrometo que isso nunca vai acontecer mais uma veE era sempre, sempre o mesmo novamenteA mesma traiçãoÀs vezes é difícil esquecer: / “Sinto muito, ela não mora mais aqui”Mas então, por que eu finjoQue acredito no que invento?Nada disso aconteceu assimNão foi desse jeitoNinguém sofreuÉ só você que provoca essa saudade vaziaTentando pintar essas flores com o nomeDe “amor-perfeito”E “não-te-esqueças-de-mim” /// 4. Eduardo E Mônica // Compositor: Renato Russo // Quem um dia irá dizer que não existe razão / Nas coisas feitas pelo coraçãoE quem irá dizer que não existe razãoEduardo abriu os olhos mas não quis se levantarFicou deitado e viu que horas eramEnquanto Mônica tomava um conhaqueNo outro canto da cidadeComo eles disseram / Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer / E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer / Um carinha do cursinho do Eduardo que disse que / É uma festa legal e a gente quer se divertir / Festa estranha, com gente esquisita / Eu não tô legal não aguento mais birita / E a Mônica riu e quis saber um pouco mais / Sobre o boyzinho que tentava impressionar / E o Eduardo, meio tonto só pensava em ir pra casa“É quase duas e eu vou me ferrar” / Eduardo e Mônica trocaram telefoneDepois telefonaram e decidiram se encontrarO Eduardo sugeriu uma lanchoneteMas a Mônica queria ver um filme do GodardSe encontraram então no Parque da CidadeA Mônica de moto e o Eduardo de cameloO Eduardo achou estranho e melhor não comentarMas a menina tinha tinta no cabeloEduardo e Mônica era nada parecidoEla era de Leão e ele tinha dezesseisEla fazia medicina e falava alemãoE ele ainda nas aulinhas de inglêsEla gostava do Bandeira e do BauhausDe Van Gogh e dos MutantesDo Caetano e de RimbaudE o Eduardo gostava de novelaE jogava futebol-de-botão com seu avôEla falava coisas sobre o Planalto CentralTambém magia e meditaçãoE o Eduardo ainda estava no esquemaEscola cinema, clube televisãoE, mesmo com tudo diferenteVeio mesmo de repenteUma vontade de se verE os dois se encontravam todo diaE a vontade cresciaComo tinha de serEduardo e Mônica fizeram natação, fotografiaTeatro e artesanato e foram viajarA Mônica explicava pro EduardoCoisas sobre o céu a terra a água e o arEle aprendeu a beber deixou o cabelo crescerE decidiu trabalharE ela se formou no mesmo mêsEm que ele passou no vestibularE os dois comemoraram juntosE também brigaram juntos muitas vezes depoisE todo mundo diz que ele completa ela e vice-versaQue nem feijão com arrozConstruíram uma casa uns dois anos atrásMais ou menos quando os gêmeos vieramBatalharam grana e seguraram legalA barra mais pesada que tiveramEduardo e Mônica voltaram pra BrasíliaE a nossa amizade dá saudade no verãoSó que nessas férias não vão viajarPorque o filhinho do EduardoTá de recuperação (ah ah ha)E quem um dia irá dizer que existe razãoNas coisas feitas pelo coraçãoE quem ira dizerQue não existe razão /// 5. Central do Brasil (instrumental) /// 6. Tempo Perdido // Compositor: Renato Russo // Todos os dias quando acordo / Não tenho maisO tempo que passouMas tenho muito tempoTemos todo o tempo do mundoTodos os diasAntes de dormirLembro e esqueçoComo foi o diaSempre em frenteNão temos tempo a perderNosso suor sagradoÉ bem mais beloQue esse sangue amargoE tão sérioE selvagem! Selvagem!Selvagem! / Veja o sol / Dessa manhã tão cinza / A tempestade que chega / É da cor dos teus olhosCastanhosEntão me abraça forteE diz mais uma vezQue já estamos / Distantes de tudoTemos nosso próprio tempoTemos nosso próprio tempoTemos nosso próprio tempoNão tenho medo do escuroMas deixe as luzesAcesas agoraO que foi escondidoÉ o que se escondeuE o que foi prometidoNinguém prometeuNem foi tempo perdidoSomos tão jovens / Tão jovens! Tão jovens! /// 7. Metrópole // Compositor: Renato Russo // E sangue mesmo não e MerthiolateE todos querem verE comentar a novidadeOh tão emocionante um acidente de verdadeEstão todos satisfeitosCom o sucesso do desastreVai passar na televisão!Por gentileza aguarde um momentoSem carteirinha, não tem atendimentoCarteira de trabalho assinada sim senhorOlha o tumulto “façam fila por favor!Todos com a documentação / Quem não tem senha, não tem lugar marcadoEu sinto muito, mas já passa do horárioEntendo seu problema mas não posso resolverE contra o regulamento, esta bem aqui, pode verOrdens são ordensEm todo caso já temos sua fichaSó falta o recibo comprovando residênciaPra limpar todo esse sangue, chamei a faxineiraE agora eu já vou indo se não perco a novelaE eu não quero ficar na mão /// 8. Plantas Embaixo do Aquário // Compositor: Renato Russo // Aceite o desafio e provoque um desempate: / Desarme a armadilha e desmonte o disfarce.Se afaste do abismo —Faça do bom-senso a nova ordem;Não deixe a guerra começar.Pense só um pouco,Não há nada de novo.Você vive instatisfeito e não confia em ninguémE não acredita em nadaE agora é só cansaço e falta de vontade,Mas, faça do bom-senso a nova ordem:Não deixe a guerra começar. /// 9. Música Urbana 2 // Compositor: Renato Russo // Contra todos e contra ninguémO vento quase sempre nunca tanto dizEstou só esperando o que vai acontecerTenho pedras nos sapatosOnde os carros estão estacionadosAndando por ruas quase escurasOs carros passamAs ruas tem cheiro de gasolina e óleo dieselPor toda a plataforma, toda plataformaVocê não vê a torreTudo errado mas tudo bemTudo quase sempre como eu quisSai da minha frente que agora eu quero verNão me importam os seus atosEu não sou mais um desesperadoSe ando por ruas quase escuras / As ruas passam /// 10 Fábrica // Compositor: Renato Russo // Nosso dia vai chegar / Teremos nossa vez / Não é pedir demais / Quero justiça / Quero trabalhar em paz / Não é muito o que lhe peço / Eu quero trabalho honesto / Em vez de escravidão / Deve haver algum lugar / Onde o mais forte / Não consegue escravizar / Quem não tem chance / De onde vem a indiferença / Temperada a ferro e fogo? / Quem guarda os portões da fábrica? / O céu já foi azul, mas agora é cinza / E o que era verde aqui já não existe mais / Quem me dera acreditar / Que não acontece nada / De tanto brincar com fogo / Que venha o fogo então / Esse ar deixou minha vista cansada / Nada demais /// 11.Andrea Doria // Compositor: Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá // Às vezes parecia que, de tanto acreditarEm tudo que achávamos tão certoTeríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:Faríamos floresta do desertoE diamantes de pedaços de vidro.Mas percebo agoraQue o teu sorrisoVem diferenteQuase parecendo te ferir.Não queria te ver assim —Quero a tua força como era antes.O que tens é só teuE de nada vale fugirE não sentir mais nada.Às vezes parecia que era só improvisarE o mundo então seria um livro abertoAté chegar o dia em que tentamos ter demaisVendendo fácil o que não tinha preço.Eu sei — é tudo sem sentido.Quero ter alguém com quem conversarAlguém que depois não use o que eu disseContra mim.Nada mais vai me ferir.É que eu já me acostumeiCom a estrada errada que eu seguiE com a minha própria lei.Tenho o que ficouE tenho sorte até demaisComo sei que tens também. //12. “Índios”// Compositor: Renato Russo // Quem me dera, ao menos uma vezTer de volta todo o ouro que entreguei a quemConseguiu me convencerQue era prova de amizadeSe alguém levasse embora até o que eu não tinhaQuem me dera, ao menos uma vezEsquecer que acreditei que era por brincadeiraQue se cortava sempre um pano-de-chãoDe linho nobre e pura sedaQuem me dera, ao menos uma vezExplicar o que ninguém consegue entenderQue o que aconteceu ainda está por virE o futuro não é mais como era antigamenteQuem me dera, ao menos uma vezProvar que quem tem mais do que precisa terQuase sempre se convence que não tem o bastanteE fala demais por não ter nada a dizerQuem me dera, ao menos uma vezQue o mais simples fosse visto como o mais importanteMas nos deram espelhosE vimos um mundo doenteQuem me dera, ao menos uma vezEntender como um só Deus ao mesmo tempo é três / E esse mesmo Deus foi morto por vocês / É só maldade então, deixar um Deus tão triste / Eu quis o perigo e até sangrei sozinho / Entenda… Assim pude trazer você de volta pra mim / Quando descobri que é sempre só você / Que me entende do início ao fim / E é só você que tem a cura para o meu vício / De insistir nessa saudade que eu sinto / De tudo que eu ainda não vi / Quem me dera, ao menos uma vez / Acreditar por um instante em tudo que existe / E acreditar que o mundo é perfeito / E que todas as pessoas são felizes / Quem me dera, ao menos uma vez / Fazer com que o mundo saiba que seu nome / Está em tudo e mesmo assim / Ninguém lhe diz ao menos obrigado / Quem me dera, ao menos uma vez / Como a mais bela tribo, dos mais belos índios / Não ser atacado por ser inocente / Eu quis o perigo e até sangrei sozinho / Entend… Assim pude trazer você de volta pra mim / Quando descobri que é sempre só você / Que me entende do início ao fim / E é só você que tem a cura para o meu vício / De insistir nessa saudade que eu sinto / De tudo que eu ainda não vi / Nos deram espelhos e vimos um mundo doente / Tentei chorar e não consegui 

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acordei, com o som de dora. ela e jungle andavam correndo pelo terreno do vizinho. e ele, como filhote que é, às vezes perturba ela demais. fiz meu mate… liguei meu pc e abri o youtube. e estava lá… sugestão de vídeo: índios – legião. voltei no tempo… eis a trilha sonora do dia. lembrei que vinte anos atrás (1999) era basicamente sobre a legião que eu pesquisava na internet nos computadores da biblioteca da etfsc.
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e que eu tenha um dia bonito. que eu tenha coragem de viver. que eu consiga fazer tudo que preciso fazer. que eu cuide de mim.

ingá banana

2019, janeiro 23, quarta-feira

hoje conheci inga laurina.

depois de um dia exaustivo… mas prazeroso. para fechar, ganhei a pedra da bancada do banheiro e uns ingá banana pra provar.

image002

hoje é dia de dormir em paz.

 

mais bicho que fruta

2018, dezembro 23, domingo

quero coisas assim:

videopoema de cassiana maranha

mais bicho que fruta

ps: estou viciado nesse negócio de vídeo poemas. e a culpa é desta moça cá:

poema de Matilde Campilho / música de Bianca Zampier

Conversa de Fim de Tarde Depois de Três Anos no Exílio