Archive for the '26' Category

mel de leão

2019, fevereiro 26, terça-feira

agora, antes das oito da manhã e já extrapolei todos os limites do bom senso e do aceitável. por um descuido, por um lapso. eu sou o lapso. relapso.

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agora, depois das sete da noite, e buscando mais na memória sobre o mito de sansão, das estórias de infância, das narrativas de minha mãe e de minhas leituras, pois meu primeiro livro, foi uma bíblia sagrada – edição palavra viva, da editora stampley ent., nihil obstat frei alcino costa, belíssima edição com a capa da cruz dourada, traduzidas pelos missionários capuchinhos de lisboa, repleta de ilustrações e reproduções de quadros clássicos de salvador dali, lucas van valckenborgh, jean-baptiste-camille corotrembrandt, gerbrand van den eckhoutdomenico feti, laurent de la hyrebriton rivière, pieter de grebber, giovanni battista piazzetta, peter paul rubens, jan victors, bernardo cavallino, jean pynas, carl bloch, alessandro turchi, andrea schiavone, entre inúmeros outros; que ganhei no dia 30 de junho de 1985, como anotado na folha de rosto, pela letra de meu pai.

download (2)encontrei essa indicação de leitura: Mel de Leão – O Mito de Sansão, livro de David Grossman

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na trilha de fundo:

Sulamericano (BaianaSystem · Manu Chao); Salve (BaianaSystem · BNegão · Antonio Carlos & Jocafi)

Éterea (Criolo)

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o brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus

2019, janeiro 26, sábado

eu ainda não escrevi nada!

mas estou engasgado, as palavras pensadas, saem aos turbilhões e ainda sem clareza. o copo está sujo. está tudo borrado.

sei apenas dessa agonia, tristeza, e pensamentos mórbidos, um pouco/bocado de raiva, impotência, medo… a energia pesada dessas pessoas do entorno me (des)armam… queria ser alegre e rir mais das (des)graças da vida, mas há dias em que olho pra tudo e só vejo abismo… me sinto atado a eles, e suas dores e loucuras…

preciso encontrar forças em algum lugar, e cuidar de mim. estar forte para não desabar fácil assim.

só sei que se a gente não explode, a gente implode.

hoje não sou boa cia.

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«É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia

Não é?»

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colhi folhas de capim limão no quintal e fiz uma infusão.
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images
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ps: mas o dia não foi perdido: agendei a revisão da bike.

objetos verbais não identificados

2018, dezembro 26, quarta-feira

eu simplesmente estou tão pilhado… que não consigo dormir.

3h21-3h57 -> deitado, mas a mente voando.

Next Year // Two Door Cinema Club // I don’t know where I am going to rest my head tonight / So I won’t promise that I’ll speak to you today / But if I ever find / Another place / A better time / For that moment I was never what I am // Take me to where you are / What you’ve become / And what you will do when I am gone / I won’t forget, I won’t forget // Maybe someday you’ll be somewhere / Talking to me as if you knew me / Saying  I’ll be home for next year, darling / I’ll be home for next year // In between the lines is the only place you’ll find / What you’re missing but you didn’t know was there / So when I say goodbye you must do your best to try / And forgive me this weakness / This weakness // ‘Cause I don’t know what to say / Another day / Another excuse to be sent your way / Another day, another year // Maybe someday you’ll be somewhere / Talking to me as if you knew me /  Saying I’ll be home for next year, darling / I’ll be home for next year / And maybe sometime in a long time / You’ll remember what I had said there / I said I’ll be home for next year, darling / I’ll be home for next year / If You Think of me I will think of you…

9h46 o que: devo, preciso e quero. quando isso ñ bate e furo… com o outro e comigo. ñ é legal. ‘bora dormir novamente. pq ñ acordei… ñ fui. mas eu devia…

13h15 acordo com os dois gatos montando guarda diante do meu travesseiro. tentei tirar uma selfie para registrar… mas meu rosto vai por estes dias muito inchado e descascando… preciso de sol… de rua… de vida.

20h33 minha filha chegou.

continuo organizando os ficheiros… quase tudo ok. releio esse texto:

Objetos verbais não identificados: um ensaio de Flora Süssekind