Archive for the '02' Category

tedn’t right. tedn’t friendly. tedn’t good enough.

[qua] 2 de maio de 2018

«tedn’t law. tedn’t right. tedn’t just. tedn’t sense. tedn’t friendly.» «Tedn’t reet, tedn’t fitty, tedn’t proper» «tedn’t right. tedn’t tidy. tedn’t fair. tedn’t clean. tedn’t good enough.» «’tedn’t right. ‘tedn’t fit. ‘tedn’t fair. ‘tedn’t proper.»

dialeto córnico.

na fala de jud paynter, da série poldark.

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10h00. parte de mim recusa-se determinantemente a seguir a rotina… acumulei uma sequência de tarefas que nessas próximas duas horas mesmo que me dispusesse executá-las, ainda assim não conseguiria. fiz uma lista do inadiável… para a parte que tenta ser racional talvez, quiça, oxalá, quem dera, tentar desembrulhar.

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12h05. entre a ideia de ir, porque é a obrigação, e porque dali que tiro a renda, o sustento, e a outra… que acha uma perda de tempo, sua e dos outros, que julga-se por dar aquém, e de certa forma, apenas cumprir tabela, entrar num jogo que não vale campeonato, apenas para empurrar a bola, de forma ordinária, e improvisada…

ah, eu não penso direito, e a solidão faz tudo piorar, como uma espiral abaixo… vou tropeçando, deslizando, escorregando, despencando em queda livre.

12h40. não fui, não irei. ou fico aqui encontrando narrativas que desculpem e suporte essa disfunção, ou apenas uma dissonância?

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Ernesto Caivano, Code and Entropy 2010

Ernesto Caivano, Code and Entropy, 2010

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Paulo Zerbato, Knowledge Without Wisdom III, 2011

imagens acima e texto abaixo extraído do sitio: https://outro.pt

«Viver com uma farpa alojada no corpo é desconfortável»

«Mentimos a nós próprios para nos convencermos de algo que justifica o nosso comportamento, alterando sem remorso as nossas crenças, atitudes e opiniões — a suposta residência da “verdade individual” — só para que não nos possam apontar o dedo ou chamar hipócritas. A verdade não deveria ser tão fácil de abandonar, e o lugar da crença torna-se volátil e prescindível. Os nossos alicerces, se os tivermos, devem ser feitos de outra coisa.»

Festinger & Carlsmith – dissonância cognitiva

Título original: “A Lesson In Cognitive Dissonance”

«Se nos lembrássemos de contar todas as nossas incongruências, rapidamente nos desdobraríamos na mais perfeita personificação da hipocrisia. Entende-se por hipocrisia a não-correspondência entre o comportamento e a atitude — “não fazer aquilo que se apregoa” — ou fazer justamente aquilo a que se é manifestamente contra. Sentir-se hipócrita é incompatível com a imagem positiva colada-a-cuspo que nos esforçamos tanto por manter. Se esta integridade for ameaçada, sentimo-nos motivados a restaurá-la num processo semelhante ao da redução da dissonância.

Esta simples premissa, aliada ao conhecimento de que o comportamento pode alterar a atitude, revolucionou não só a psicologia como outras áreas, e tem conhecido aplicações pro-sociais como a socialização de crianças, cura de fobias e vícios, conservação de água e práticas de sexo seguras; mas como nem só do bem vive o homem, a dissonância também foi (e é) aplicada de formas mais perversas. A dissonância aplicada é eficaz sobretudo porque a persuasão e motivação vêm de dentro do indivíduo e da sua necessidade de manter a coesão interna.»

Silvio Vieira, do belíssimo sítio outro.pt

FESTINGER, Leon, CARLSMITH, James, 1957, Cognitive consequences of forced compliance, Califórnia: Universidade de Stanford

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So needless to say / I’m odds and ends / But that’s me stumbling away / Slowly learning that life is ok / Say after me / It’s no better to be safe than sorry // Take On Me // Compositores: Pal Waaktaar, Morten Harket e Magne Furuholmen

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13h36 e ainda continuo despencando cada vez mais veloz… começou a chover. nada conforta… cada decisão tomada leva a uma insatisfação maior. é como se houvesse um buraco negro por dentro devorando tudo.

Paul-W.-Ruiz

Paul W. Ruiz

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21h46… Perdoo-me.

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«Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos que a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo”. E o monge se calou descabelado. Manoel de Barros.  “Poesia completa” (pp. 385-386)»

Maria Bethânia em “Ruína“, curta metragem de Gabriel Sanna

«o trabalho de um ser humano»

[seg] 2 de abril de 2018

ainda é madrugada. o relógio virou. 1h36

Suffering and its solution

This idea is echoed when Epictetus explains the source of human suffering: “What upsets people is not things themselves but their judgments about the things.”

Being upset about something is not a function of the thing that seems upsetting; rather, it is the judgment about that thing that causes the distress. Judgments, not external things or events, are the source of human suffering. The remedy to all this, according to Epictetus, is really just a shift in attitude toward the things that happen. When we can face the day, with full acknowledgment of what that day might entail, and recognize that still we must go on, we can move forward. That may mean letting go of the conception of how things ought to be, and accept them for what they are, even the most frustrating and depressing. Then, “the work of a human being” might not seem so daunting.

veja mais em: http://theconversation.com/how-the-stoicism-of-roman-philosophers-can-help-us-deal-with-depression-75593

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É fácil falar que não quer ver
Tanta terra em mim
Ficam me olhando do canto do olho
Mas ninguém joga flor em mim

Tão difícil se aceitar
Quando seus espinhos só
Furam você

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é tarde. matei aula hoje cedo. ainda não fiz o resumo dos textos.

Paulo Leminski – Ervilha da Fantasia (1985) – naked version

Documentário para TV realizado em 1985 por Werner Schumann com edição de Eduardo Pioli Alberti e Produção Executiva de Altenir Silva, Willy Schumann, Werner Schumann. (versao sem as musicas)

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Toni Platão e Orquestra Sinfônica Brasileira; performando «Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto»

«Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor. Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só»

e o sol tá gostoso lá fora… e vou cá terminando o planejamento anual. ainda não fiz o resumo… ele estipulou até quarta-feira. vou amadurecendo a ideia de investir em apenas duas das quatro, e não sofrer mais.

 

projeto do verão: a laje

[sex] 2 de fevereiro de 2018

estendida a laje. das oito até as oito da noite, exaustivo trabalho.

tomar banho, jantar, lavar a louça, ouvir um bocadinho de música (no aleatório)… e dormir.

o carnaval… fica para o próximo ano.

ps: hoje é o dia da marmota.

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