Archive for the '10' Category

ocean’s eight

[dom] 10 de junho de 2018

adaptação. e é como se esse cara aqui, não fosse o cara de dez anos atrás. em alguns momentos pareço mais o cara de vinte anos atrás… é hora de crescer.

mas mesmo com uma dificuldade monstra para sair… encontrando mil desculpas em off para não mover-se… rompemos (eu e meus medos) a barreira da inércia e vamos ao cinema, com a filha, e só porque é a filha…

mas me sinto num safári… me sinto deslocado em ambientes com multidões…

e a dor me persegue… dificuldade de respirar, atravessa-me da escapula ao peito… como se houvesse um dor percorrendo o corpo. sano uma parte, ela escorre para outra parte do corpo.

 

canción para el viento, la lluvia y luchia

[qui] 10 de maio de 2018

esse é um álbum que não sai dos meus favoritos… e ultimamente tem me dado uma paz. coloco o fone de ouvido, toco a música e coloco na função repetição infinita… fecho os meus olhos e esqueço todo o resto do mundo…

sou violão, pássaros, chuva, e as vozes dessas mulheres maravilhosas…

canción para el viento, la lluvia y luchia

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1. 0:00 – LA COPLA / VALS DE LA QUEBRADA (Julia Ortiz / Dolores Aguirre) La Copla (excepto fragmento de Copla del noroeste) 2. 5:21 – LA COMPLICIDAD / JAH RASTAFARI (Cultura Profética / Shimshai) 3. 10:57 – ETERNO RETORNO (Juana Aguirre) 4. 15:31 – CANCIÓN PARA EL VIENTO, LA LLUVIA Y LUCHIA (Dolores Aguirre) 5. 21:43 – ALMA NÃO TEM COR (André Abujamra) (versión en español de Mariana Debenedetti) 6. 25:47 – INÉS (Dolores Aguirre) 7. 29:36 – RÍE CHINITO (Dolores Aguirre) 8. 34:44 – SERES EXTRAÑOS (Nicolás Quiroga) 9. 39:29 – CANTO A SAN BENITO (Berta Pereyra) por Berta Pereyra y Pollo Piriz 10. 40:02 – AMERITA CONFIAR (Augusto Fernández) 11 44:38 – INCA YUYO (Julia Ortiz) (excepto fragmento de “Enjambre” de Sebastián Benitez) 12. 49:09 – SANACIÓN CON CUENCOS (Jaime Rojas Casetti y Marcelo González Vásquez) en Casa Sol, Buin. 13. 49:58 – OTINIHC EIR (Dolores Aguirre) 14. 55:32 – OH, CHUVA (Luis Carlinhos) grabado en vivo en Porto Alegre, mayo 2013 Músicos Diego Cotelo, Guitarra, coros Dolores Aguirre, Voz, Guitarra Julia Ortiz, Voz, Caja Coplera, Accesorios Martin Dacosta, Percusión, coros

 

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Cultura Profética – Por que cantamos 

Artista: Cultura Profética Disco: Canción de Alerta (1998) Track: 5 / 12

Mario Benedetti – Por qué cantamos

Mario Benedetti lee su poema “Por qué cantamos”, aparecido en el libro Cotidianas, de 1979

POEMA; ¿Por qué cantamos? de Mario Benedetti

Si cada hora viene con su muerte
si el tiempo es una cueva de ladrones
los aires ya no son los buenos aires
la vida es nada más que un blanco móvil

usted preguntará por qué cantamos

si nuestros bravos quedan sin abrazo
la patria se nos muere de tristeza
y el corazón del hombre se hace añicos
antes aún que explote la vergüenza

usted preguntará por qué cantamos

si estamos lejos como un horizonte
si allá quedaron árboles y cielo
si cada noche es siempre alguna ausencia
y cada despertar un desencuentro

usted preguntará por que cantamos

cantamos por qué el río está sonando
y cuando suena el río / suena el río
cantamos porque el cruel no tiene nombre
y en cambio tiene nombre su destino

cantamos por el niño y porque todo
y porque algún futuro y porque el pueblo
cantamos porque los sobrevivientes
y nuestros muertos quieren que cantemos

cantamos porque el grito no es bastante
y no es bastante el llanto ni la bronca
cantamos porque creemos en la gente
y porque venceremos la derrota

cantamos porque el sol nos reconoce
y porque el campo huele a primavera
y porque en este tallo en aquel fruto
cada pregunta tiene su respuesta

cantamos porque llueve sobre el surco
y somos militantes de la vida
y porque no podemos ni queremos
dejar que la canción se haga ceniza.

ma (間)

[ter] 10 de abril de 2018

aqui há dois movimentos. o primeiro é do homem do subsolo/ridículo/que acabou de voltar do mundo e ainda agitado. coleta impressões…

como o self em dostoiévski – notas soltas

pressupondo o dialogo com o outro espectral, esse outro que parece estar sempre presente. analisando as relações que mantenho com o mundo, as relações que não mantenho. entre o narcismo e autoflagelação. expondo meu ridículo, mas incapaz de não me expor…

uma ontologia do ser… o quê constitui o ser? será que o ser não é um ser em si? mas um ser para o outro? um ser em convivência com os demais? 

ego/self/eu em dostoiévski tem caráter contraditório. o eu que se afirma contra os demais. é um eu com vários hífens… eu-(para o )outro, eu-(em função do )outro, o eu-nós.

a voracidade competitiva/destrutiva de nossa sociedade e os momentos de fratura do eu superando-se a si próprio, passando de um aforismo bonito de pitágoras, do amigo como um segundo eu (meu espelho, meu eco) para outro aforismo de søren kierkegaard, para o amigo como o primeiro tu (aquele que se coloca com dignidade própria, mas em relação comigo, de ir)

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e que cara é esse… que não vai pra aula e fica vendo aula pelo youtube. esse cara sou eu.

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e para constar… na penúltima aula de segunda-feira, noite, um aluno, chamou-me de x9,  e que assim eu não iria longe.

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…Caen
los hombres resignados
ciegamente, de hora en hora, como agua de una peña arrojada
a otra peña, a través de los años,
en lo incierto, hacia abajo.
Nota (texto): Alejandra Pizarnik. Prosa completa. Editorial Lumen.
2h58
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e o segundo movimento é do homem… que ganhou o dia, nos seus intervalos…
queria falar mais sobre a folheada nos livros…
na sexta-feira foi do macluhan (meio como mensagem/da sociedade oral da enciclopédia tribal – conhecimento operacional de homero e hesíodo passando pela sociedade escrita, com alfabeto fonético, com conhecimento classificado, para a nossa sociedade da configuração, do teatro do absurda, da filosofia existencial, os antiambientes) [preciso ler e fichar… voltar a fichar livros…]
no sábado… flora (a epígrafe, hammett de win wanders) [buscar filme… ],
na segunda… deleuze (de lewis carroll aos estóicos, e a primeira séries de paradoxos, em platão [que viagem esse livro… ótimo].
e hoje na terça.. auerbach (mimesis e cicatriz de ulisses)…
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e pelo segundo dia (já que matei as aulas), faço o almoço e almoço na companhia de minha filha. desde sábado tenho feito minhas próprias refeições… isto só me avisa o quanto preciso voltar a morar sozinho. vamos ver as coisas pelo lado positivo. autonomia.
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Ma (?), é uma palavra japonesa que pode significa “intervalo”, “espaço”, “tempo” ou “distância entre duas partes estruturais”
o conceito foi extraído do seguinte vídeo: Hayao Miyazaki: A Importância do Vazio, do  canal EntrePlanos (que já mencionei anteriormente). o vídeo é do ano passado e eu já havia visto, mas vale o link pois o algorítimo, por estar vendo este outro canal aqui, Meteoro Brasil (HAYAO MIYAZAKI, OBSERVADOR), que aliás, é muito bom.
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e antes de voltar para casa…

comprei um fernet
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Un fernet con coca,
para viver
e ajudar na digestão das avaliações,
dessa vida docente!

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ps: não corrigi nada. nem digitei nada. apenas bebi.
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