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perdi a rematrícula

[sex] 13 de julho de 2018

só para registrar…

uma semana exaustiva. cansaço, dormindo no ônibus, dormindo no sofá, virando madrugada. eu no piloto automático… submerso na montanha de papéis e avaliações… produzindo notas… e no fechar da noite, da semana, do bimestre… numa sexta-feira treze…

no comentário da colega, depois do conselho de classe, no ponto do ônibus, sobre as disciplinas que ela vai cursar, e qual eu cursarei… descubro que perdi a data da rematrícula… e fiquei preso neste ponto, para dobrar a ansiedade… eu nem me liguei na data da rematrícula e perdi.

e agora?

é aguardar o ajuste para tentar algo. já estava cético, pelo ia zerado se conseguiria algo, e como conseguiria encaixar datas, mas agora… ficou foda. seria um pouco triste ficar neste ponto do caminho. um mês de hype, um mês de frequência… e morri na praia.

ps: sexta, sábado e domingo sem as doses diárias, porque não me organizei e perdi a hora para pegar a medicação. faltei a sessão de terapia dessa quinta-feira também.

lá vou eu me desmontando continuamente. me afundando… fiquei triste e cansado.

vontade de ficar quieto. sozinho. tchau.

garapuvu.blog

[dom] 13 de maio de 2018

«o sór derrama seus raio briante, por trais da serra, pintando o lindo cenário da manhã da minha terra» Abílio Victor, Nhô Bentico, poeta caipira de Itapetininga/SP

só para constar, tinha uma declamação do rolando boldrin aqui, antes. poema para mãe, mas deixei apenas a canção de zeca, abaixo

todo homem (tom veloso, zeca veloso, caetano veloso e moreno veloso) (composição: zeca veloso)

O sol, manhã de flor e sal / E areia no batom / Farol, saudades no varal / Vermelho, azul, marrom / Eu sou cordão umbilical / Pra mim nunca tá bom / E o sol queimando o meu jornal / Minha voz, minha luz, meu som / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / O céu, espuma de maçã / Barriga, dois irmãos / O meu cabelo negra lã / Nariz, e rosto, e mãos / O mel, a prata, o ouro e a rã / Cabeça e coração / E o céu se abre de manhã / Me abrigo em colo, em chão / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe / Todo homem precisa de uma mãe

 

***

em 1998 eu ouvia coisas assim:

Exaltasamba – Telegrama (Composição: Leandro Lehart)

Telegrama Exaltasamba / Composição: Leandro Lehart / Ah! Que saudade de você Estou a te esperar A dor ainda está no meu peito Ah! Nas ruas meu olharFica a te procurar A dor ainda está no meu peito… Ah! As marcas de batom Num casaco de vison Aquele beijo imaginar Beijo na boca de lingua Ah! Com os amigos vou jogar Bate papo e conversa fora Prá tentar me segurar… Me liga! Me manda um telegrama Uma carta de amor(De Amor!) Que eu vou até láEu vou! Que eu vou até lá Eu vou! Que eu vou até lá Eu vou! Que eu vou até lá…(2x)

***

agora, nesses últimos dez anos, ouço coisas assim:

(setlist de hoje, não nessa ordem, e apenas as que lembrei de anotar):

karina buhr – eu menti pra você (álbum completo)

01 – 00:00 “Eu Menti Pra Você” 02 – 04:28 “Vira Pó” 03 – 07:08 “Avião Aeroporto” 04 – 11:43 “Nassiria e Najaf” 05 – 14:58 “O Pé” 06 – 20:34 “Ciranda do Incentivo” 07 – 24:50 “Telekphonen” 08 – 27:52 “Mira Ira” 09 – 31:30 “Soldat” 10 – 33:25 “Esperança Cansa” 11 – 37:40 “Solo de Água Fervente” 12 – 41:29 “Bem Vindas” 13 – 45:19 “Plástico Bolha”

luedji luna – banho de folhas

gal costa – quando você olha pra ela (letra e música: mallu magalhães)

francisco, el hombre – triste, louca ou má

preciso do seu sorriso – mariana aydar/chico césar/mestrinho

lenine – todas elas juntas num só ser

chico césar – à primeira vista

chico césar – deus me proteja de mim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim Caminho se conhece andando, então vez em quando é bom se perder Perdido fica perguntando, vai só procurando e acha sem saber Perigo é se encontrar perdido, deixar sem ter sido, não olhar, não ver Bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído espalhar bem-querer (Deus me proteja de mim – Chico César)

***

estou baixando vídeos… aulas, debates etc. para logo mais cancelar a internet e fica off.

a luz do céu de outono

[sex] 13 de abril de 2018

parte de mim não quer voltar. quer ficar aqui, insistir, lutar, mesmo que a cabeça pesada e o corpo cambaleante estejam endurecidos como a terra torrificada. e não haja sentido neste vagar desvairado dos pensamentos em pensamentos nesta mente que anseia. 1h24

[o texto das treze horas não foi salvo]

e neste ponto é impossível reconstruir o texto. perdi. mas era algo no limite do sono, de quando a gente está indo embora e o corpo ficando, aquele desencontro, o etéreo, a brisa que não esfria, que não sustenta a cabeça, e nem liberta o corpo dos destroços, do cansaço extremo, da fadiga. eu sei que não era isso, que havia outra ideia. mas os documentos não foram salvos. veio a vaga, e a onda andou. como a espuma, que pertence ao corpo, mesmo estranha a ele, mas pertence e perenemente retorna a sua condição aquática.

que dor perder o texto, a fala.

e você me convida para o silêncio.

vamos ao sol.

16h24

***

o vento lava meu rosto. o vento rasga a minha cara. a chuva que vem atinge meus ossos e músculos. me lava. e eu, homem do subsolo, espero logo mais lhe encontrar. queria esfriar por dentro. não ter essa febre por dentro. e não amar. nunca mais amar. não ser terra, subsolo, essa coisa vulcânica que provoca terremotos, que abala a terra alheia, que alimenta sementes, raízes e fungos. mais fácil, talvez, seria ser água ou gelo. queria cortar como corta o teu gelo.

17h15

dobro o papel, anoto fim da passagem i, inicio ii.

ela, humana, tem os olhos de outdoor, e tenta dormir. quanto mais quero olhá-la, e como uma mania infantil, foge o meu olhar. quanto mais quero, mais fujo o olhar. jeito atravessado, inverso. [——–] censuro palavras, imagens. queria estar entre tuas pálpebras cerradas, na imagem projetada. tolice, você, ela, tenta dormir, ou apenas esquece essa espera lotada, repleta de gente. ninguém vê. ninguém se olha. todo fogem ao olhar alheio. não somos nada, nem coletivo. somos o silêncio em desespero.

17h37

iii

somos o silêncio em desespero. hoje não quero estar em lugar algum, apenas sinto um fluxo vertiginoso, esse volume de sensações, de sentidos. não é necessário contar um estória, nem ser linear. encontrar um ponto focal, um nexo causal, nesse amontoado de emoções.

iv

há um excesso de azul, na tinta sobre o papel, no céu, no cabelo, na roupa desses outros passageiros, na noite, nos meus olhos, no reflexo do asfalto. no filtro da fotografia.

mas o engarrafamento vai tingindo a dor da espera de vermelho. às vezes, esquecemos que nossos corpos são vermelhos, rubi, mortais como o mercúrio.

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queria ser o alimento cru que teu corpo devora… tu, imensa flor, carnívora, engolindo-me, queria agora essa dor, essa gozo, essa morte. nada dessa espera, nesse mormaço, imagino meus pelos nos teus pelos, pele em pele. fricção, atrito, fluxo, língua, saliva, lábios, ácido e salgado, quente, teu gosto, me excita, escrevo, desenho em ti esse versos.

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18h24

v

pessoas insensíveis, formais demais.

18h30

vi

uma sexta-feira, treze, meias e tênis, molhados. e não há rua ou calçada. há apenas um volumoso fluxo de água… a chuva torrente transforma o caminho em rio. salto, quase mergulho por dentro da chuva… me equilibro sobre o meio fio. e encharco meus pés.

te desejo feliz aniversário. falas sobre o céu de outono e sua luz. votamos mais cedo. não consigo te expressar minha angústia. estou cansado… me sinto perdido, um bocado, e apenas cumprimos horário. meu trabalho não me encanta… não encanto ninguém, e sinto-me exausto. queria ter dado um abraço demorado, lento… silencioso, desses que levam a noite, ou uma vida. nos meus olhos vejo a chuva que embala a noite… a chuva dos meus olhos. a noite termina cedo.

21h30

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