Archive for the '17' Category

ovo com pão

[qui] 17 de maio de 2018

hoje, quatro anos e um mês (trabalhados, descontando as faltas de greve e as faltas injustificadas… que somam mais dois meses e treze dias).

e acrescento mais meia falta para a conta.

fiquei dormindo no calor de minha cama, nem fui ver o frio lá fora. às vezes não sei ser gente não… e na bem na verdade não estou muito disposto neste instante a encarar o que preciso fazer.

e acordei entre sonhos, algumas vezes, e num deles, sobressaltado, pois foi bem na hora em que eu beijava alguém, e quase como um reflexo, a outra pessoa ao meu lado não gostou e se afastou. aquilo me causou um espanto e acordei… e depois tudo emaranhou-se.

talvez seja o excesso de ovos fritos com café de ontem pela noite… talvez seja minha solidão. talvez essa dificuldade de ser um homem válido. e de ficar flertando com o perigo… e com a solidão. apenas sei que não sou um bom analista de sonhos… só sei errar nessa vida.

e nessas últimas semanas tenho deixado o tempo passar… esperava pela cirurgia em meu dedo e pelo atestado… mas acontece que errei em uma semana. não é amanhã, é semana próxima ainda… aff!

aguenta o tranco, respira fundo e sobrevive até sexta-feira. fica na tua, evita de sair em campo minado…

 

a desencravar-me… übermensch

[ter] 17 de abril de 2018

chega. comecei a limpar a minha zona

ontem senti dificuldade enorme de ir… tenho sentido isto nas últimas duas semanas… e foi naquela aula da núbia, onde me senti um idiota. não sei lidar com essas autocobranças exageradas…

P_20180416_173923fui caminhar, mas bem na verdade perdi o horário. mas foi bom… valeu o atraso de cinco minutos, pelos 20 de caminha.

no caminho, um dos pensamentos que passou pela cabeça foi de como eu gostaria de ser um desses homens idiotas, que ignoram sua condição, e o sofrimento é menor. se houvesse naquele instante uma pílula, tal qual matrix, escolheria a azul.

BlueRedPill

*

ver sil, me faz bem. observando depois, ela é uma das poucas pessoas que cumprimento no meu ambiente de trabalho… dessas que eu admiro, sabe. e observando ela no terminal, como ela é pequenina… mas é grande, um ser humano.

**

desativei o facebook. exclui metade do povo do instagram.

meta é agendar podólogo, me desencravar e corrigir o corte da unha do pé.

3:12

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enquanto digito as notas no professoronline… ao fundo foi ouvindo o professor osvaldo giacoia falar sobre:

Übermensch

Oswaldo Giacoia Junior, professor titular do departamento de filosofia da Unicamp, conversa sobre dois pensamentos centrais do filosofo Friedrich Nietzsche, sobre o “eterno retorno” e o “além-do-homem”.

11:33

noite: lasanha de berinjela e bastante fernet com coca.

misturando mel de abelha, com bicarbonato de sódio

[sáb] 17 de março de 2018

Mastigue, corta, roa
Assuma no mapa
Conforme o seu atual
Estágio de animal

Ou pensas que é à toa que nego diz: Ô, bicho! Então marcou e marcar é pior que perder gol¹. E é preciso mudar a pessoa de lugar. deslocar o narrador/autor. Há um peso nessa vida, e as vezes é preciso estar bêbado demais. E ser o avesso. Franco com as contradições… Medir os encontros e desencontros. Romper a solidão ao testar os limites da mais profunda solidão, e confrontar o superego. É preciso avançar pela madrugada, errar os caminhos… Desviar dos becos sem saída, não saber o caminho de casa… Dormir noutras terras, como um animal dorme sobre a terra, enrodilhado.

e cada palavra aqui é um véu sobre meu corpo e um mapa para minha solidão.

nota de rodapé: Novos Baianos – Guria (Galvão – Moraes Moreira) Álbum: Vamos Pro Mundo (1974)

***

Massa integral com quiabo cozido e novos baianos. Um ótimo café/almoço/jantar.

Música: Vagabundo Não é Fácil Composição: Galvão – Moraes Moreira Banda: Novos Baianos Disco: Novos Baianos Futebol Clube (1973) Letra: Se eu não tivesse com afta até faria uma serenata pra ela. Que veio cair de morar em cima da minha janela. (bis) De cima deitada, acordada, sentada na cama, espantando os mosquitos. Enquanto eu faço um remédio da minha cabeça. Misturando mel de abelha, com bicarbonato de sódio. Só pra deixar a garganta em dia, cobrindo sua surdez e porque já somos pessoas sem ódio. E no mais, tudo na mais perfeita paz. Sendo que eu assumo isso mesmo quando se diz que já acabou, ainda quero morrer de amor. Vá! Se arranque da minha janela. Assim é tomar a frente do Sol. Tá pensando que tudo é futebol? Ao menos leve uma certeza, você me deixa doído. Mas só não me deixará doido, porque isso sou, isso já sou. (bis)

***

Sob o vestido preto
de bolinhas brancas,
e suas madeixas,
há pés pequenas,
dedos apontando para o teto do quarto,
e uma intensidade tão vasta como um oceano interestelar.

***

«As impressões podem dividir-se em duas categorias: as de sensação e as de reflexão. A primeira categoria surge originariamente na alma, a partir de causas desconhecidas. A segunda é em grande parte derivada das nossas ideias, na seguinte ordem. primeiro uma impressão atinge os nossos sentidos e faz-nos perceber calor ou frio, sede ou fome, prazer ou dor de qualquer espécie. Desta impressão, a mente tira uma cópia, a qual permanece depois de desaparecer a impressão: é o que denominamos ideia. Esta ideia de prazer ou de dor, quando regressa à alma, produz novas impressões de desejo ou aversão, de esperança e medo, que podem propriamente chamar-se impressões de reflexão. Estas, por sua vez, são copiadas pela memória e pela imaginação, tornando-se ideias, as quais por sua vez talvez gerem outras impressões e ideias.» (David Hume, Tratado sobre o Entendimento Humano, pag 36, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; o negrito é nosso).

«Deve haver uma impressão que dê origem a toda a ideia real. Mas o eu, ou pessoa, não é uma impressão mas aquilo a que se supõe que as nossas impressões têm referência. Se alguma impressão gerar a ideia do eu, essa impressão deve permanecer invariavelmente a mesma em todo o curso da nossa existência, uma vez que se supõe que o eu existe dessa maneira. Ora, não há impressão constante e invariável. A dor e o prazer, a tristeza e a alegria, as paixões e as sensações sucedem-se umas às outras e nunca existem todas ao mesmo tempo. Não pode portanto, ser de nenhuma dessas impressões ou de qualquer outra que a ideia do eu é derivada, portanto tal ideia não existe». (David Hume, Tratado da Natureza Humana, pag. 300 Livro I, 4ªParte, Secção VI, Fundação Calouste Gulbenkian).

***

ver mais em:  Sexo e amor em David HumeO empirista David Hume era também racionalista?;

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