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na distância do mundo

[sáb] 19 de maio de 2018

a personagem.

é nítida a sua negação. e como tem abandonado o corpo e a vida aos movimentos sem sentido, desconexos. é distante. talvez haja uma certa autopunição implícita, uma renúncia, ou algo do gênero. dos fatos: não responde aos contatos, e abandonou as rotinas básicas de cuidado para consigo e para com os demais; é recorrente a falta ao emprego, e não realiza o seu trabalho de forma eficaz. se enrola. está em fuga. permanece nos seus espaços de conforto. longe de qualquer contato mais profundo e humano.

acordei pensando nisto. na distância do mundo.

***

Kid Abelha – Nada Sei (Apnéia)

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber…

Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar…

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante

Vou errando
Enquanto tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar…

Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar…

Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só prá me afogar…

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo me deixar
Errando
Enquanto o tempo me deixar…

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto o tempo
Me deixar passar
Errando
Enquanto o tempo me deixar…

Composição: George Israel / Paula Toller

 

nossa memória formatável e reformatável

[qui] 19 de abril de 2018

notas:

canal do saber> Por que ler Marx? | Clóvis de Barros Filho

canal do saber> NEUROCIÊNCIA APLICADA AO DIREITO | NEUROLAW | CLAUDIA FEITOSA-SANTANA

http://fichamentos-vento.blogspot.com.br/2008/

 

 

 

tab a

[seg] 19 de março de 2018

começar a semana dormindo duas horas é animador. ir para aula sem ler os textos… desafiador. gramática criativa… interessante, e cantigas de amor e de amigo… preciso voltar e reler…

e para os textos de literatura… comprei cachaça para joder com a autocensura/superego… mas disto nada adiantará se não dedicar um punhado de tempo para as leituras dos textos base e textos extras…

ou jogo a toalha. e vou dormir.

saldo do dia: segundo texto não enviado para a disciplina. mas tive um insight para o artigo final… “Soneto”

e o tab a chegou.

***

ENTRE LO QUE VEO Y DIGO… /  A Roman Jakobson / 1 / Entre lo que veo y digo, / entre lo que digo y callo, / entre lo que callo y sueño, / entre lo que sueño y olvido, / la poesía. / Se desliza / entre el sí y el no: / dice / lo que callo, / calla / lo que digo, / sueña / lo que olvido. / No es un decir: / es un hacer. / Es un hacer / que es un decir. / La poesía / se dice y se oye: / es real. / Y apenas digo / es real, / se disipa. / ¿Así es más real? / 2 / Idea palpable, / palabra / impalpable: / la poesía / va y viene / entre lo que es / y lo que no es. / Teje reflejos / y los desteje. / La poesía / siembra ojos en la página, / siembra palabras en los ojos. / Los ojos hablan, / las palabras miran, / las miradas piensan. / Oír / los pensamientos, / ver / lo que decimos, / tocar / el cuerpo de la idea. / Los ojos / se / cierran, / las palabras se abren. / Octavio Paz.

***

Madredeus – O pastor – 0:03 // Composição: Pedro Ayres Magalhães // Ai que ninguém volta / Ao que já deixou / Ninguém larga a grande roda / Ninguém sabe onde é que andou / Ai que ninguém lembra / Nem o que sonhou / (E) aquele menino canta / A cantiga do pastor / Ao largo / Ainda arde / A barca / Da fantasia / E o meu sonho acaba tarde / Deixa a alma de vigia / Ao largo / Ainda arde / A barca / Da fantasia / E o meu sonho acaba tarde / Acordar é que eu não queria.

Madredeus – A vaca de fogo – 3:28 // Composição: Pedro Ayres Magalhães / Gabriel Gomes // À porta daquela igreja / Vai um grande corrupio (2x) / Às voltas de uma coisa velha / Reina grande confusão (2x) / Os putos já fogem dela / Deitam fogo a rebentar (2x) / Soltaram uma vaca em chamas / Com um homem a guiar (2x) / São voltas / Ai, amor, são voltas / São as voltas / São as voltas da maralha / Ai, são voltas / Ai, amor, são voltas / São as voltas da canalha / Ai, são voltas, sete voltas / São as voltas da maralha / Ai, são voltas, sete voltas / São as voltas da canalha (refrão) / À porta daquela igreja / Vive o ser tradicional (2x) / Às voltas de uma coisa velha / E não muda a condição (2x) / À porta daquela igreja / Vai um grande corrupio (2x) / Às voltas de uma coisa velha / Reina grande confusão (2x).

Madredeus – Os senhores da guerra – 7:38 // Composição: Pedro Ayres Magalhães / Francisco Ribeiro // Lá fora estão os Senhores da guerra / E cantam já hinos de vitória / Qual é a história desta terra? / É o medo / Ali mesmo / Cá dentro estão os homens à espera / Unidos no destino da terra / Já não há memória de paz na / Terra / E o medo / Ali mesmo / Ó terra / Mais um dia a nascer / Ai, é menos um dia a perder / É tão pouca a glória duma guerra / E os homens que fazem as vitórias / Já não há memória de paz na terra / E o medo.

***

e que venha a noite.

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